domingo, 19 de março de 2023

3.104 - SEM PRESSA PARA CHEGAR.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 17 03 2023 e música:

 

 

Eu vou a algum lugar

Más não sei aonde vou

Sem asas para voar

Não saio de onde estou.

 

Eu vou bem devagarinho

Sem pressa para chegar

Por tortuoso caminho

Eu começo a andar.

 

Um vento forte soprando

A poeira levantando

Logo começo suar.

 

O sol quente abrasador

Sufocado de calor

Sem pressa para chegar.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.103 - É MELHOR FICAR CALADO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 17 03 2023 e música:

 

 

Se eu gritar reclamando

Desta coja de ladrão

Poucos irão me ouvir

Se que darão atenção

É melhor ficar calado

Para não gritar em vão.

 

Se eu gritar xô fanáticos

Ninguém irá me ouvir

Não interessa pra eles

No assunto discutir

É melhor ficar calado

Pois a ninguém vou ferir.

 

Reclamar dos preguiçosos

Nada vai adiantar

Não se acham preguiçosos

Só não gostam trabalhar

Se é de gritar em vão

Será melhor nos calar.

 

Reclamar dos fofoqueiros

Eu jamais vou reclamar

Se é disso que eles gostam

Não vão conseguir parar

A fofocagem é um vício

Difícil de se curar.

 

Nem eu nem ninguém no mundo

Gosta de ser reclamado

Pois nada vai concertar

O que está desconcertado

Reclamação não resolve

É melhor ficar calado.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sábado, 18 de março de 2023

3.102 - O SERTÃO É MEU LUGAR.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 17 03 2023 e música:

 

 

Fale quem quiser falar

Eu não irei me zangar

O sertão é meu lugar

Pois nasci lá no sertão

Sou cidadão brasileiro

Nascido no Comboeiro

Sou filho de violeiro

O maior da região.

 

Comboeiro ´minha terra

Venho lá do pé de serra

Sou de paz e não de guerra

Bandeirante de Jesus

Sou poeta escritor

Antes fui agricultor

Da terra do lavrador

Ceará, terra da luz.

 

Papai foi meu professor

Político vereador

Nasci no interior

Da terra de Alencar

Eu sou manso, não sou bruto.

Inteligente, astuto

Orgulho de ser matuto

O sertão é meu lugar.

 

Quem fala assim não é mudo

Lá no sertão dar de tudo

Não sou grande nem miúdo

Nem melhor nem pior

Sou livre faço o que quero

Vencer na vida espero

Amigo pra ser sincero

Tento fazer o melhor.

 

Lá no sertão meu lugar

Lugar bom de se morar

Se plantando tudo dar

Lá não tem poluição

Lá se ouve o juriti

Asa-branca e Juriti

Sopra o vento Aracati

A chuva cai de montão.

 

Canta o galo no poleiro

Seriema no taboleiro

O cachorro no terreiro

Anuncia o visitante

As águas são cristalinas

Terra de belas meninas

O canto das columbinas

Se ouve a todo instante.

 

Deixei minha comunidade

Para morar na cidade

Trago no peito a saudade

A ponto de me matar

De lá nunca esquecerei

Onde eu for o levarei

Futuramente voltarei

Pro sertão o meu lugar.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.101 - ESCREVO POR AMOR.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra; 17 03 2023 e música:

 

 

Eu quero gritar bem alto

Para todo mundo ouvir

Que me torne conhecido

E no meu peito sentir

Que as pessoas me amam

E sossegado dormir.

 

Eu jamais irei fugir

Das minhas obrigações

Sou amante do trabalho

Provo em minhas ações

Eu não sei ficar parado

Não gosto de privações.

 

Digo em minhas confissões

Gosto fazer poesias

Tanto em casa ou nas ruas

Todas as horas dos dias

Não copio de ninguém

Meus versos dou garantias.

 

Os que fazem poesias

Tem o mundo em sua mão

Faço versos por prazer

E não pra ganhar o pão

Eu faço de poesias

A minha alimentação.

 

Tiro o meu coração

Tudo aquilo que escrevo

Comigo não há segredo

Dizer a verdade me atrevo

Minha poesia é

Feita em alto relevo.

 

A poesia que escrevo

Faz curar a minha dor

Liberta a minha alma

Pois escrevo com amor

Sou poeta nordestino

E escrevo por amor.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3. 100 - NINGUÉM QUER SABER.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 16 03 2023 e música:

 

Não adianta dizer pra ninguém

Que estou passando ninguém quer saber

Se estou feliz ou vivo a sofrer

Minha existência a ninguém não convém.

Não aparento a realidade

Fingindo viver em felicidade

Sonhos perdidos No espaço sideral

Em cavernas que não se pode ver

Como fugitivo a me esconder

Vou buscando o céu fugindo do mal.

 

Vivo o presente sem está presente

Escondo de mim meu triste passado

Se caso fui feliz Não estou lembrado

Só tristes lembranças Eu guardo na mente

No meu futuro não vejo futuro

Não vejo nada está tudo escuro

Ao relento assim é minha vida

Andando sozinho pois não tenho amigo

Noite sombria correndo perigo

Por estrada tortuosa e comprida.

 

Se vivo ou não vivo não tenho certeza

Se tive passado não estou lembrado

Indiferentimente na incerteza

Cochilando na mesa debruçado

Ao meu redor não há nada divertido

Sinto meu cérebro obstruído

A minha estrela parece apagada

Busco perdidamente inspiração

Tento escrever sem chamar atenção

Infelizmente não consigo nada.

 

Tenho tentado, más tem sido inútil

Não sou o mesmo que eu de outrora

O tempo passou e me sinto gora

Um infeliz que cansou de ser útil

Perdi minhas forças, veio o cansaço

Sem me dar por conta veio o fracasso

Depois do atropelo só cabe gemer

Lágrimas nos olhos, suor derramado.

Igual papel Pelo o vento levado

Quem sou não direi, ninguém quer saber.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 1 de março de 2023

3.098 - NÃO VIM PRA SER.

 

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 02 2023 e música.

 

 

Não vim pra ser o maior

Nem também ser o menor

Não vim pra ser perfeito

Nem ser dono do direito

Não vim pra ser o melhor

Nem também ser o menor

Nem pra fazer confusão

Nem vim para ser sagaz

Vim pra preservar a paz

Em cada um coração.

 

Eu não vim pra ser valente

Nem pra ser incompetente

Não vim pra ser preguiçoso

E nem pra ser criminoso

Eu não vim para ser pobre

Mas tenho um coração nobre

Nem pra ser humilhado

Não vim pra difamar ninguém

Eu vim pra fazer o bem

Respeitar, ser respeitado.

 

Eu não vim pra ser escravo

Nem também para ser bravo

Não vim pra vagabundar

Eu só vim pra trabalhar

Não vim pra fazer o mal

Não vim manchar a moral

De cidadã e cidadão

Eu não vim pra ofender

Más vim para defender

Minha querida nação.

 

Não vim para fazer guerra

Nem pra destruir a terra

Eu não vim pra estuprar

Não vim roubar nem matar

Eu não vim fazer chover

E nem a seca fazer

Pra esturricar o chão

Eu vim pregar a certeza

E salvar a natureza

Da cruel poluição.

 

Não vim falar de ninguém

Fazer o que não convém

Não estragar a festa

Nem fazer o que não presta

Não vim apagar o sol

Nem acabar futebol

E nem comer o alheio

Eu vim pra fazer repente

E mostrar pra minha gente

Não sou coluna do meio

 

Eu não vim pra brincadeira

Nem para fazer besteira

Eu não vim pra destruir

Caluniar nem mentir

Eu não me exibir

Ser carrasco nem punir

E nem pra fazer mutreta

Comigo não há talvez

Eu vim ajudar vocês

Tentar salvar o planeta.




 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.099 - DE UM DIA TER QUE MORRER I.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 25 02 2023 e música:

 

 

Eu não nasci pra semente

Isto eu faço saber

Que mais cedo ou mais tarde

Um dia irei morrei

Eu sou um homem da paz

Nada neste mundo faz

Reclamar do meu viver.

 

Sou sincero em dizer

Da morte não tenho medo

Das crueldades da mesma

Para eu não é segredo

A vida maior tesouro

Na bonança ou no couro

Tenho nela meu degredo.

 

Minha vida é um enredo

Acredite quem quiser

Eu sou pau de dar em doido

Sou maluco por mulher

Quem quiser morrer que morra

Deus me livre desta porra

Saber dela ninguém quer.

 

Goste dela quem quiser

Sou contra sua existência

De ser cruel e perversa

Disto tenho consciência

A morte a mim não convém

Muitos medo dela tem

Devido sua inclemência.

 

Não sei por que a ciência

Não conseguiu destruir

Esta peste e criminosa

Do mundo tem que a excluir

Por ser ela invisível

A faz muito mais temível

Não se tem como a punir.

 

Eu vivo dela a fugir

Não quero aproximação

Se dependesse de mim

Esta enviada do cão

E inimigo eterno

Mandaria para o inferno

Sem piedade sem perdão.



Ela faz parte do cão

Dá medo só em dizer

Não quero nada com ela

Pra mim é um desprazer

Somente pra quem for tolo

Aceitar só por consolo

De um dia ter que morrer.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.