domingo, 19 de julho de 2026

NEM TUDO ESTÃO PERDIDOS

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 19 07 2026.

 

 

As coisas estão difíceis

Ninguém tem mais paciência

Por coisas sem fundamentos

Falta de amor e prudência

E por motivos banais

Já partem pra violência.

 

Em meio à turbulência

Que o mundo estar passando

Ninguém busca soluções

Ficam por Deus esperando

Enquanto o povo se cala

O ódio vai aumentando.

 

De longe observando

Vejo o mundo desabar

Um reclamando daqui

Vendo o crime dominar

Os clamores por justiça

Se ouve em todo lugar.

 

Fico a me perguntar

Quando é que vai ter fim

Já não suportamos mais

Vivermos presos assim

Sem liberdade pra nada

A vida fica ruim.

 

Todo mundo fala sim

Da falta de segurança

Na politica e na justiça

Não se tem mais confiança

O que nos resta agora

E ter em Deus esperança.

 

Tanto assalto e matança

Acontece a toda hora

Estupro e desacato

É sentido mundo afora

Abandono de crianças

Triste meu coração chora.

 

Em partes do mundo agora

Tem guerras acontecendo

Muitas pessoas são mortas

Num sofrimento horrendo

Somente os promotores

De guerras não estão vendo.

 

 

O que estou escrevendo

São puramente verdade

Cidades são destruídas

Sem qualquer necessidade

Por simples ignorância

Ganancia e vaidade.

 

Não vejo necessidade

Pra tanta destruição

Países são invadidos

Por gente sem compaixão

E outros ameaçados

Sem ter justificação.

 

É nação contra nação

Com armamento pesado

É o forte contra o fraco

Cada um mais preparado

E no final da história

O fraco é derrotado.

 

Eu vejo por outro lado

Que a guerra não convém

Nós precisamos de paz

Pra puder vivermos bem

Guerra é o fim da paz

Em guerra paz ninguém tem.

 

O que eu vejo também

Mas passa despercebido

A fome reina na terra

Por este mundo perdido

Por causa de tantas guerras

O faminto é esquecido.

 

 O povo mal assistido

Já perdeu a esperança

De chegar dias melhores

Como saúde bonança

Um pouco de dignidade

Não se tem mais confiança.

 

Não sou de fazer lambança

Vejo com seriedade

Tanta gente sem trabalho

Esmolando na cidade

Não brinco com coisa seria

O que escrevo é verdade.

 

Vejo que a sociedade

Se sente desprotegida

Paga tudo que e imposto

Enfrenta crise atrevida

E por quem e de direito

Ela é desassistida.

 

 

Até nossa própria vida

Esta correndo perigo

Por pessoas má caráter

Leva ao povo ao desabrigo

Jogam-nos fora de casa

Como forma de castigo.

 

Entender eu não consigo

Porque tanta humilhação

O erro passa ser certo

O certo perde a razão

Quem tem o dinheiro manda

O liso vai pra prisão.

 

Nós vivemos na prisão

Em o nosso próprio lar

Sem direito a lazer

E sem direito a mandar

Sem ter a quem recorrer

Nem sair pra trabalhar.

 

Tanta gente a esmolar

Pelas ruas da cidade

Sem ninguém pra trabalhar

Digo com sinceridade

LADRÕES ROUBANDO LADRÕES

É uma calamidade.

 

A falta de honestidade

Atinge o mundo inteiro

O povo esta cansado

Viver neste tabuleiro

De jogos que não tem regras

Pela busca do dinheiro.

 

Que se ver no mundo inteiro

É a falta de amor

Não existe mais dialogo

Sentimento nem pudor

A maldade anda solta

Causando medo e terror.

 

Crime, tristeza e dor

Apavora nossa gente

Milícias e criminosos

Estão na linha de frente

Matam, roubam e assaltam

Trabalhador inocente.

 

O povo tá dependente

A todas situações

A políticos desonestos

Metidos em corrupções

Somente lembram do povo

Em tempos de eleições.

 

 

E os que fazem profissões

De invadir o alheio

Tomando o que dos outros

Sem compaixão nem receio

Botam os donos pra  fora

Matam os que ficam no meio.

 

Pergunto-me sem receio

A justiça onde estar

Homens matando mulheres

Mulheres a homem matar

Sem ter punição severa

Não sei como vai ficar.

 

Jamais vou me ausentar

Do mundo religioso

Fraldes e enganações

Onde líder presunçoso

Faz assédio sexual

E pregam o duvidoso.

 

Discurso malicioso

Há nas redes sociais

Mentiras e desavenças

Preposições imorais

Gentes aplicando golpes

Como se fossem normais.

 

Não admito jamais

Há certos procedimentos

Encomenda por delivery

Casos de envenenamentos

Como prova de vinganças

De gentes sem sentimentos.

 

Estou a todos momentos

Mostrar a realidade

Que nos encontramos hoje

Diante de tanta maldade

Parece que o humano

Perdeu a dignidade.

 

É triste, mas é verdade,

Continuar assim não dar

Eu rogo as autoridades

Que parem para pensar

Que busquem formas urgentes

Pra violência acabar.

 

Precisam dialogar

Todos bem comprometidos

Não se faz a paz com guerras

São fatos já discutidos

Reconheço não ser fácil

Mas nem tudo estão perdidos.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

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