sábado, 13 de fevereiro de 2016

1.978 - BULLYING É CRIME.

Autor: Erivaldo Alencar

Letra: 13 02 2016 e música:


Por todos os cantos que eu vou passando
Sempre há alguém me jogando piada
Não aguento mais esta situação
Tenho que acabar com esta palhaçada.

Não acho justo o que fazem comigo
Tenho direito de exigir respeito
Sou respeitador e não gosto de quem
No outros ficam botando defeito

Todos nós sabemos que bullying é crime
É criminoso quem bota apelido
Se continuarem eu vou à justiça
Pois quem faz isso tem de ser punido.

Estas pessoas sem educação
Mexem comigo com os outros também
Denunciando a justiça castiga
Esta gente que não respeita ninguém.

Há gente que vive enfezando as pessoas
Porque carrega alguma deficiência
Não sabe ele que também não é puro
Que no seu eu ter uma insuficiência.

Ninguém gosta quando é apelidado
Mas tem gente que gosta de apelidar
Pessoas assim deve se corrigir
Pra este tipo de coisa evitar.

Só maus educados botam apelidos
Os bem educados buscam respeitar
Se alguém apelidar um seu parente
Tenho certeza que não vai gostar;

Quem tem respeito tem educação
Então respeite pra ser respeitado
O bullying é crime evite apelidar
Para depois não ser penalizado.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

1.977 - POR NÃO PODER AJUDAR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 12 02 2016 e música:


Gostaria de ajudar
O pobre necessitado
Mas para o meu desagrado
Não posso compartilhar
É frágil minha finança
Não posso dar esperança
Pra quem vive desgarrado
Eu me vingo em chorar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

Quando vejo uma criança
Na rua esfarrapada
Faminta ou maltratada
Sem amor e sem esperança
Eu fico estarrecido
Revoltado enfurecido
Por me sentir derrotado
Fico só a lamentar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

O pobre trabalhador
Trabalha o dia inteiro
Pra ganhar algum dinheiro
Pra não ser esmolador
Para ganhar seu sustento
Da família o alimento
Deixa seu corpo soado
Sofro a me condenar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

Quando vejo um doente
Num leito dum hospital
Gemendo passando mal
Pedindo socorro a gente
Aliviem meu sofrer
E não me deixem morrer
Eu preciso ser curado
Fico a me revoltar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

Quando vejo um velhinho
Numa cadeira de roda
Finge que não se cômoda
E a trata com carinho
Ou andando de moletas

Para com suas pernetas
Não pisar infalseado
Conformo só em olhar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

Quando vejo um passarinho
Em uma gaiola preso
Do habitat indefeso
É tirado do seu ninho
Por depredador ingrato
Sofrendo pior maustrato
E do mato é tirado
Fico a me incriminar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

1.976 - VOA VOA SABIÁ.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 11 02 2016 e música: De voa sabiá.

As aves cantam
Sem suspeitar de nada
Dia noite madrugada
Pra natureza alegrar
Aqui eu versejo
Com a caneta a escrever
Mas se ela quer saber
Tudo que quero é amar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Quando a noite cai
Eu sinto saudade dela
Vivo esperando que ela
Resolva logo voltar
Doe meu coração
Meu meigo peito padece
Enquanto de mim esquece
Meu consolo é chorar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Minha querida
Viver sozinho é ruim
Telefone para mim
Diga-me onde estar
Não aguento
Viver longe de você
Eu quero saber o por quê
De você me abandonar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Estou morrendo
De tanta saudade sua
Vive jogado na rua
Tentando lhe encontrar
Se caso me ouvir
Eu te peço, por favor,
Volte logo meu amor
Antes de eu me acabar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

1.975 - JOSÉ AIRES DE ALMEIDA FALECE EM ACOPIARA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 09 02 2016 e música:


Em nove de fevereiro
Um fato triste se deu
Aos oitenta e seis de idade
No hospital aconteceu
José Aires de Almeida
Em Acopiara morreu.

Nasceu no ano de trinta
Em primeiro de janeiro
Filho de Teófilo Aires
Lá no sítio Comboeiro
Foi violonista e pintor
Cantor gospel e cancioneiro.

Conhecido por Zé Aires
Pedreiro e poeta escritor
Nasceu na zona rural
Onde foi agricultor
Em sua vida exerceu
A função de professor.

Zé Aires era alegre
De uma educação rara
Que estava preste a morrer
Zé Aires me avisara
Por complicação cardíaca
Falece em Acopiara.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar

domingo, 7 de fevereiro de 2016

1.974 - SAUDADES DO SERTÃO ONDE NASCI.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 07 02 2016 e música:


Saudades do sertão onde nasci
Com meus pais e meus irmão me criei
E das estradas por onde passei
Linda infância que tão bem vivi
Tenho saudades da vida no passado
Como se fosse hoje estou lembrado
Berço amado com meus irmãos cresci
Lembro-me de tudo do mesmo jeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Eu nasci lá no sítio Comboeiro
No lugarzinho de nome Fechado
No Ceará meu querido estado
Acopiara torrão brasileiro
Terra boa de gente hospitaleira
Límpido céu azul e lua faceira
As madrugadas se ouvem a juriti
Seriemas formam dueto perfeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Atualmente eu moro na cidade
Bem distante do meu sertão amado
Como aventureiro fui pra outro estado
Deixei o sertão sem necessidade
Numa tarde límpida de sol quente
Fui embora deixando minha gente
Mas onde andei jamais esqueci
Falar mal da minha terra não aceito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Inda lembro da sala de ladrilho 
Da casinha de taipa onde nasci
Naquela cama de jirau senti
O colchão feito de palha de milho
No quarto escuro piso de terra
Onde era a varanda o poeta não erra
No alpendre amigos recebi
Cozinha com fogão de lenha no jeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

A casa de taipa não existe mais
Inda lembro a sombra do juazeiro
Do futebol de meias no terreiro

E os quintais não existem jamais
O Cajarana que tem minha idade
Nasceu comigo na propriedade
Pois juntamente com ele cresci
O mofumbeiro amigo perfeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

E aquele velho pé de aroeira
Precisava três homens pra o abraçar
Cortaram pra em cinzas transformar
Pra sempre o tiraram da capoeira
Inda lembro a pedra atravessada
E também da barragem arrombada
Riachos cheios quantas vezes eu vi
Águas barrentas saindo do leito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Majestosa Serra do Comboeiro
E o risonho Rio Quincolé
As estradas que tanto andei a pé
E o saudoso aboio do vaqueiro
Lembro o vaqueiro com roupa de couro
No cavalo na mata derrubar touro
Foi rebanhando gado que eu cresci
Fui menino disposto bom sujeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Lembro do campo no Riacho Fundo
Depois mudou para o Comboeiro
O meu pai do time foi o goleiro
Do açude com o porão profundo
Recordo muito bem da cachoeira
Lembro dos lajedos e da pedreira
Do mandacaru e do pé de oiti
Das tanajuras que caiam de eito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Nunca esqueci da cacimba da briga
Banhos de açudes e nas cachoeiras
Corridas de cavalos nas cajazeiras
Da fuxiqueira que fazia intriga
Do roço e da cata do algodão
Das cirradas debulhas de feijão
Foi trabalhando na roça que cresci
Aprendi os costumes de homem direito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.973 - NÃO AGUENTO MAIS VIVER COM ESTA SITUAÇÃO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 07 02 2016 e música;


Não aguento mais viver
Nesta situação
Com suas brigas infundadas
Sofre o meu coração.

Você passa o dia todo
Buscando com quem brigar
Eu que não gosto de briga
De ti eu vou me afastar.

Eu não sei como consegue
Ter motivos pra brigar
Pra não ouvir tantas brigas
Eu vou ter que lhe deixar.

Não suporto tantas brigas
Quero paz em minha vida
Quero me livrar de vez
Da tua língua comprida.

Você é o meu fracasso
A razão do meu sofrer
Com alguém como você
Não há quem possa viver.

Por você se achar a máxima
Nosso amor chegou ao fim
Viver sem você não presta
Contigo é bem mais ruim.

Tu destratas todo mundo
Nem a família respeita
Ninguém a suporta mais
Só tu se achas perfeita.

Você é a causadora
Da nossa separação
Não aguenta mais viver
Com esta situação.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

1.972 - COMO É MARAVILHOSO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 05 02 2016 e música:


Como é bonito ver
O manto verde da mata
E ouvir a saparia
Cantando em serenata.

E ver a terra molhada
Andar descalço na lama
Olhar o gado no campo
Sem pressa comendo na rama.

Acordar com os passarinhos
Cantando no arvoredo
E ouvir as seriemas
Em dueto no rochedo.

O Coruja caburé
Cantando pedindo sol
E as tardinhas no poente
O sol sumir no arrebol.

Ir cedo tirar o leite
Das vacas lá no curral
E tomar leite mugido
Na hora é muito legal.

Levantar de manhã cedo
Ir pra roça trabalhar
A noite voltar pra casa
Com a família descansar.

No ano de bom inverno
Há fartura no sertão
Sertanejo faz a colheita
Com carinho e emoção.

Nas noites enluaradas
Se ouve histórias de Trancoso
Ao alpendre da casa grande
Como é maravilhoso.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.