quinta-feira, 21 de março de 2024

3.215 – O BRASIL FOI INVADIDO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 13 03 2024

 

 

Eu amo a minha terra

De amá-la ninguém, me tira

Más há coisas absurdas

Que tem me causado ira

Do meu querido Brasil

Ser a terra da mentira.

 

Na sua história gira

Um fato sem fundamento

Uma escabrosa mentira

Sobre seu descobrimento

Ensinada nas escolas

Um fato sem cabimento.

 

Esse tal descobrimento

Do Brasil não existiu

Isto é coisa inventada

Que até hoje resistiu

Criadas por invasores

Mentira que persistiu.

 

Pois nada se descobriu

Que houve foi invasão

Aqui já morava gente

Em grande população

Os índios donos da terra

Caíram na escravidão.

 

Já existia uma nação

Muito bem organizada

Pelos Tupy-Guaranis

A terra era povoada

Que por brancos invasores

A terra foi dominada.

 

De Vera Cruz foi chamada

A nova terra invadida

Por se pensar em ser ilha

Más logo lhe concedida

O nome de Santa Cruz

A terra desconhecida.

 

Ainda desconhecida

Por Pedro Álvares Cabral

Que tomou posse da terra

Em nome de Portugal

Mentindo ter descoberto

Terras de forma causal.

 

De uma forma desleal

Portugal se apossou

Da terra que era dos índios

Dos seus bens se apoderou

Além de desabriga-los

Aos mesmos escravizou.

 

O que na história contou

Me deixa estarrecido

Aqui moravam os índios

Do mundo desconhecido

Brasil não foi descoberto

O Brasil foi invadido.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.214 – CHUVA PASSAGEIRA.

 

CHUVA PASSAGEIRA.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 03 2024.

 

Enquanto chove lá fora

Fico aqui dentro escrevendo

Logo a chuva vai embora

E pelo que estou vendo.

 

São só nuvens passageiras

Que jogam águas no chão

Que formando corredeiras

Molham o nosso torrão.

 

Não há vento nem trovão

Somente um barulhão

Da goteira na biqueira.

 

O sertanejo animado

Ver plantado seu roçado

Nesta chuva passageira

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.213 – EU ESTOU MUITO NERVOSO.

 

EU ESTOU MUITO NERVOSO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 03 2024.

 

 

Eu estou muito nervoso

Todos podem perceber

Eu tento me controlar

Más não sei como fazer

Os desafios são tantos

Não sei como resolver.

 

Pois não só basta querer

Tenho que partir pra luta

Tomar iniciativas

E com a mente enxuta

Livrar dos maus pensamentos

Lapidar minha conduta.

 

E de maneira astuta

Buscando me controlar

Usando a poesia

Ter como desabafar

Selecionar os problemas

Um a um eliminar.

 

Eu posso até me calar

Más nada vai resolver

Não vou baixar a cabeça

E deixar acontecer

Eu tenho que ir à luta

Buscando me refazer

 

O que tenho a dizer

De todo meu coração

Vou esfriar a cabeça

E botar os pés no chão

Pois sei que o nervosismo

Em nada é solução.

 

Só ao Deus da criação

Eu tenho que recorrer

Criador de todos bens

E tem supremo poder

Pra acalmar os meus ânimos

Dos males me proteger.

 

Sinto a carne tremer

No peito maus pensamentos

Minha alma angustiada

Por eu viver maus momentos

Tenho que me afastar

De todos maus elementos.

 

 

Não existe argumentos

Pra puder justificar

Todo o meu nervosismo

É eu que vou controlar

Todo este nervosismo

Só vai me prejudicar.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.212 – QUERO O MELHOR PRA VOCÊ.

 

QUERO O MELHOR PRA VOCÊ.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 03 2024.

 

 

Diga-me por favor

Que está acontecendo

Tu vives muito nervosa

Sequer está percebendo

Eu sei que a vida é sua

Está no mundo da lua

Estar matando e morrendo.

 

Sei que você não tá vendo

Nem também você quer ver

Com seus modos agressivos

Estar me fazendo sofrer

Você vive a brigar

Sempre a me difamar

Faz tudo sem perceber.

 

Sinto muito em dizer

Viver assim não dar mais

Tu estás insuportável

Não se controla jamais

Por conta do alcoolismo

E por falta de civismo

Mulher você tá demais.

 

Eu já não suporto mais

O seu modo de viver

Com todos seus xingamentos

Tá me fazendo sofrer

Caso você não mudar

E não parar de brigar

Logo tu vais me perder.

 

Sofre e me faz sofrer

Não há como evitar

Nosso lar virou inferno

Não há como concertar

Você não me considera

O que na vida espera

Logo nós nos separar.

 

Eu sei que não vai mudar

Tu sabes bem o porquê

Se acha superiora

E me deixa a mercê

Livre segue teu caminho

Mesmo vivendo sozinho

Quero o melhor pra você.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

sábado, 9 de março de 2024

3.211 - SOU GRATO AO MEU SENHOR.

 

SOU GRATO AO MEU SENHOR.

 

Autor: Erivaldo Alencar

 

Letra: 09 03 2024.

 

Sei que não sou muita coisa

Pois me conheço de vista

Sou fruto da criação

Um sujeito otimista

Na arte da poesia

Me considero artista.

 

O meu pai foi repentista

Um exímio cantador

Sou seu herdeiro fiel

Sou poeta escritor

Poemista cordelista

Da terra do lavrador.

 

Versejando sou doutor

Pois conheço a poesia

Tenho amor ao que faço

Faço e dou garantia

Não plagio de ninguém

Versar me dar alegria.

 

Dom de fazer poesia

Foi o Mestre quem me deu

Ninguém vai tirar de mim

O que o Senhor deu pra eu

Deus confiou-me este dom

Para ser somente meu.

 

 

Eu sou crente e não ateu

Tenho plena consciência

Respeito a lei divina

E Ele me dar assistência

Para com inspiração

Escrever com veemência.

 

Deus me deu a incumbência

Tenho por obrigação

De zelar por este dom

Com amor e devoção

Sem denegrir ao meu próximo

Nem fazer difamação.

 

Com a caneta na mão

Sou poeta escritor

Poesia é remédio

Que faz curar minha dor

Pelo o dom da poesia

Sou grato ao meu Senhor

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.210 – HOJE ACORDEI COM SAUDADE.

 

HOJE ACORDEI COM SAUDADE.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 09 03 2024.

 

Hoje acordei com saudade

Da minha querida terra

Do meu velho pé de serra

Minha naturalidade

Meu querido Comboeiro

De um povo hospitaleiro

Onde nasci me criei

Com meus pais e meus irmãos

Plantando e colhendo grãos

No lugar onde morei.

 

De taipa era a casinha

Onde nasci me criei

Nos bons tempos passei

Ao lado da mamãezinha

Meu papai agricultor

Repentista cantador

Homem de muito respeito

Pecuarista criador

Também foi vereador

E interino prefeito.

 

Hoje acordei com saudade

Da minha gente querida

Com minha alma sentida

Por morar aqui na cidade

Distante da minha gente

De amigoS e de parente

Do esplendor da natureza

Por deixar em meu lugar

O meu amor a chorar

Por abandono e tristeza.

 

Com saudade acordei

Do meu tempo de criança

No meu peito a lembrança

Chorando me levantei

Abri a porta e sai

Confesso nem percebi

Que estava de pés no chão

Me dispus a caminhar

Tentando amenizar

A dor no meu coração.

 

Saudade invade meu peito

Dos caminhos que passei

Das moças que namorei

Esquecer não tenho jeito

Do véu lindo estrelado

E das boiadas de gado

E do luar cor de prata

Da verde mata do campo

Dos faróis do pirilampo

Das noites de serenata.

 

Do meu pai em cantoria

Seriemas em duetos

Ninhos feitos de gravetos

A cauã em harmonia

Do romper da madrugada

Ao cantar da passarada

Raios dourados do sol

Mãe da numa estaca

Barulhos da curicaca

Das flores do girassol.

 

Hoje acordei com saudade

Dos valentes bem-te,vis

Dos gansos, das juritis

Do calor e a claridade

Da panha do algodão

E das noites de São João

Forró e Maneiro pau

Das festas de São Gonçalo

E do cantar do meu galo

E das noites de sarau.

 

Hoje acordei com saudade

Das cabras e dos carneiros

Do futebol nos terreiros

E da minha mocidade

Dos gatos e dos cachorros

Das caçadas lá nos morros

Sem medo de assombração

Lembro a relva molhada

E também da cavalgada

Em meu cavalo alazão.

 

Hoje acordei com saudade

Das debulhas do feijão

Do cântico do carão

Da nossa propriedade

Do pão de milho e angu

Carne de peba e tatu

Me faz lembrar de verdade

Não mais pra aguentar

Logo vou ao meu lugar

Para matar a saudade.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

sexta-feira, 1 de março de 2024

3.209 - A MORTE É ASSASSINA.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 29 02 2024.

 

 

Não tenho medo da morte

Más eu não quero morrer

A morte não tem sentido

Se Deus me desse o poder

Eu extinguiria a morte

Para pra sempre viver.

 

É muito bom se viver

Agradeço ao Criador

Por criá-la e me dar

Como prova de amor

A vida pra eu vive-la

E dela ser cuidador.

 

A vida tem seu valor

Enquanto a morte é cruel

Destruidora de vidas

Ao seu ofício é ofício

Assassina inveterada

Ao ser vivo é infiel.

 

Com seu instinto cruel

Não tem respeito a ninguém

Mata depois dar desculpa

Mata quem tem e não tem

Não respeitou nem Jesus

Ela a ninguém não convém.

 

Poucos vivem mais de cem

Por que a morte não deixa

Impalpável, invisível

Dela todos temos queixa

Enquanto a morte não vem

Versejo pegando o leixa.

 

Quando alguém lhe faz queixa

Ela se sente ofendida

Para ela não tem acordo

Nela estar o fim da vida

Enfrentar esta desgraça

É ter batalha perdida.

 

Pra tentar salvar a vida

Se procura a medicina

Se faz promessas com santos

Há quem ser própria sina

Há quem a defendam, más

Pra mim ela é assassina

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.