quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

1.982 - COM P ESCREVO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 18 02 2016 e música:

Com P eu escrevo pato
Pista porca paturi
Peixe pétala pequi
Porcelana puro prato
Pistola porco polir
Pólvora pena punir
Peido peidão pescaria
Ponta pivô e peixeira
Pano preguiça peneira
Prostituta putaria.

Pílula pito pintinho
Ponteira puxa pedreira
Prego polido primeira
Pavorosa pergaminho
Petróleo perna perneira
Pavimento pente parteira
Pança pâncreas pelado
Peitudo povo pitu
Potó pérola pacu
Pendanga pavimentado.

Com P escrevo pipoca
Pelota peso portão
Piquenique punição
Palito pedra paçoca
Peixe próstata pulmão
Próximo pulga perdão
Pelourinho Pacoti
Povo pediu Portugal
Polícia Pedro pedal
Pavio puta Peri.

Penedo peba pincel
Peitoral poluição
Preguiçosa pimentão
Pitombeira Pimentel
Pirulito pau Pimenta
Peruca poço polenta
Peru Pará Paraná
Pernambuco Paraíba
Polo pote Parnaíba
Paraguai e Panamá.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

1.981 - NO BAR DA ESQUINA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 17 02 2016 e música:


Cheguei ao bar da esquina
Tava uma zoada danada
Alguns bêbados valentes
Com a cara toda inchada
Aproximei-me pra perto
Para ouvir a zoada.

E quando cheguei pra perto
Eu vi dois homens brigando
Todos dois falando Aldo
Um ao outro empurrando
A turma do deixa disso
Foi logo a briga apartando.

Tinha um senhor moreno
Que estava muito nervoso
O outro era baixinho
Estava mais cauteloso
O dono do bar dizia
Negão você é teimoso.

Tinha outros dois companheiros
Sem saber o que fazer
Separavam os briguentos
Pra não ver nenhum morrer
Os dois eram bons de briga
Pelo que eu pude ver.

Eu entrei no meio da briga
Com o intuito de apartar
Pedi calma aos valentões
Pra com a briga acabar
Mas temendo que ali
Murro pudesse levar.

Eu disse calma negão
Respondeu com fala fina
Que tinha sido agredido
Devido a canicilina
Felizmente não morreu
Ninguém no bar da esquina.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

1.980 - BALANCE O REMO DA CANOA MEU AMOR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 14 02 2016 e música: Do Balance o remo da canoa meu amor.


Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Sou o Erivaldo
Sou poeta escritor
Sou filho de cantador
Comboeiro é meu lugar
Meu pai Julio Aires
Foi cantador repentista
Na viola um artista
Que nasceu para cantar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Amo meu sertão
Gosto do interior
Lá se planta o amor
Lugar bom de se morar
Quando a chuva cai
O povo fica animado
Vai correndo pro roçado
Para o legume plantar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Quando se acorda
No correr da madrugada
Ouve-se a passarada
No arvoredo a cantar
Todos se levantam
Vão pro curral sem demora
Leite mugido na hora
É gostoso de tomar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa

Não sabe o que é remar.

Ouve-se o aboio
Do vaqueiro campeão
Que faz tremer o sertão
E o gado se alegrar
Logo o vaqueiro
Dar um aboio sem entalo
Montado em seu cavalo
Leva o gado pra pastar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Quando chega o roço
Já amola a roçadeira
Vai logo pra capoeira
Para o mato roçar
Mas ao meio dia
Deixa de roçar o mato
Pega a colher e prato
Para poder almoçar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Eu sou sertanejo
Hoje moro na cidade
Mas guardo com saudade
O meu querido lugar
Trabalho na rua
Para vender picolé
Em Deus tenho muita fé
Que pra lá hei de voltar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.979 - DO TEMPO QUE EU ERA GENTE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 14 02 2016 e música:

No tempo que eu era gente
Tudo era diferente
Não é como no presente
Tinha amor no coração
No mundo havia justiça
Não conhecia preguiça
Eu sempre ía pra missa
Pra receber comunhão.

Eu vivia satisfeito
E fazia bom proveito
Levava a vida ao meu jeito
Sem a ninguém perturbar
Eu era bom cavalheiro
Trabalhava o dia inteiro
E não faltava dinheiro
Para nas festas gastar.

Ia pra onde queria
Pois ninguém me impedia
Minha vida a mim pertencia
Eu vivia em liberdade
De todos eu era amigo
Levava a paz comigo
Não conhecia inimigo
Era da sociedade.

Tinha casa pra morar
Um carro pra passear
Um bom som pra escutar
Não conhecia pobreza
Meu mundo era divertido
Bom salário garantido
Sujeito extrovertido
Amante da natureza.

Não tinha dificuldade
Fazia a minha vontade
Tinha voz de autoridade
Dava e tinha respeito
Era por todos amado
E querido e respeitado
Por mulheres adorado
Um cidadão do direito.

Tinha uma propriedade
Uma casa na cidade
E saúde a vontade
Era um cidadão descente
Em mim tinham confiança
A todos levava esperança
Hoje só tenho lembrança
Do tempo que eu era gente



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

1.978 - BULLYING É CRIME.

Autor: Erivaldo Alencar

Letra: 13 02 2016 e música:


Por todos os cantos que eu vou passando
Sempre há alguém me jogando piada
Não aguento mais esta situação
Tenho que acabar com esta palhaçada.

Não acho justo o que fazem comigo
Tenho direito de exigir respeito
Sou respeitador e não gosto de quem
No outros ficam botando defeito

Todos nós sabemos que bullying é crime
É criminoso quem bota apelido
Se continuarem eu vou à justiça
Pois quem faz isso tem de ser punido.

Estas pessoas sem educação
Mexem comigo com os outros também
Denunciando a justiça castiga
Esta gente que não respeita ninguém.

Há gente que vive enfezando as pessoas
Porque carrega alguma deficiência
Não sabe ele que também não é puro
Que no seu eu ter uma insuficiência.

Ninguém gosta quando é apelidado
Mas tem gente que gosta de apelidar
Pessoas assim deve se corrigir
Pra este tipo de coisa evitar.

Só maus educados botam apelidos
Os bem educados buscam respeitar
Se alguém apelidar um seu parente
Tenho certeza que não vai gostar;

Quem tem respeito tem educação
Então respeite pra ser respeitado
O bullying é crime evite apelidar
Para depois não ser penalizado.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

1.977 - POR NÃO PODER AJUDAR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 12 02 2016 e música:


Gostaria de ajudar
O pobre necessitado
Mas para o meu desagrado
Não posso compartilhar
É frágil minha finança
Não posso dar esperança
Pra quem vive desgarrado
Eu me vingo em chorar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

Quando vejo uma criança
Na rua esfarrapada
Faminta ou maltratada
Sem amor e sem esperança
Eu fico estarrecido
Revoltado enfurecido
Por me sentir derrotado
Fico só a lamentar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

O pobre trabalhador
Trabalha o dia inteiro
Pra ganhar algum dinheiro
Pra não ser esmolador
Para ganhar seu sustento
Da família o alimento
Deixa seu corpo soado
Sofro a me condenar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

Quando vejo um doente
Num leito dum hospital
Gemendo passando mal
Pedindo socorro a gente
Aliviem meu sofrer
E não me deixem morrer
Eu preciso ser curado
Fico a me revoltar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

Quando vejo um velhinho
Numa cadeira de roda
Finge que não se cômoda
E a trata com carinho
Ou andando de moletas

Para com suas pernetas
Não pisar infalseado
Conformo só em olhar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.

Quando vejo um passarinho
Em uma gaiola preso
Do habitat indefeso
É tirado do seu ninho
Por depredador ingrato
Sofrendo pior maustrato
E do mato é tirado
Fico a me incriminar
Por não poder ajudar
O pobre necessitado.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

1.976 - VOA VOA SABIÁ.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 11 02 2016 e música: De voa sabiá.

As aves cantam
Sem suspeitar de nada
Dia noite madrugada
Pra natureza alegrar
Aqui eu versejo
Com a caneta a escrever
Mas se ela quer saber
Tudo que quero é amar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Quando a noite cai
Eu sinto saudade dela
Vivo esperando que ela
Resolva logo voltar
Doe meu coração
Meu meigo peito padece
Enquanto de mim esquece
Meu consolo é chorar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Minha querida
Viver sozinho é ruim
Telefone para mim
Diga-me onde estar
Não aguento
Viver longe de você
Eu quero saber o por quê
De você me abandonar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Estou morrendo
De tanta saudade sua
Vive jogado na rua
Tentando lhe encontrar
Se caso me ouvir
Eu te peço, por favor,
Volte logo meu amor
Antes de eu me acabar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.