segunda-feira, 20 de agosto de 2012

1.526 – A RAZÃO DO MEU FRACASSO.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 20 08 2012 e música;


Faz muito tempo que eu
Tou vivendo apaixonado
Por alguém que não me ama
Eu estou alucinado.

Fiz até o impossível
Pra ela não ir embora
Mas ela não atendeu
O que vou fazer agora.

Ela disse para mim
Que foi só uma aventura
Que eu não faço seu tipo
Minha presença não atura.

Disse pra eu lhe esquecer
Que já tem um novo amor
Que eu também procure outra
Pra consolar minha dor.

Não adianta segui-la
E nem fazer confusão
Que não vou tê-la de volta
É doutro seu coração.

Longe de quem tanto amo
Tou me sentindo perdido
Sem esta mulher comigo
A vida não tem sentido.

O amor que eu a tenho
Ninguém tem a outro alguém
Pois só a esta malvada
Eu amo e quero bem.

Sem os seus falsos carinhos
Minha vida é um bagaço
Sua infidelidade
A razão do meu fracasso.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.525 – NUVEM NEM PARA REMÉDIO.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 20 08 2012 r música;


Hoje o sol nasceu grelado
No céu não há nevoeiro
Um lindo raio dourado
Baixou no desfiladeiro

Não há nuvens no nascente
Também não vejo no norte
Nem no sul, nem no poente.
Só o vento soprando forte.

Se alguém doente ficar
Pra ficar bom precisar
Tomar um chá bem ligeiro.

Pra consumar nosso tédio
Nem para fazer remédio
Vai encontrar nevoeiro.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.524 – LARGUEI TUDO PRA SER, POETA ESCRITOR

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 20 089 20121 e música;


Eu tenho tentado
Subir na vida
Mas a subida
É longa demais
As minhas pernas
Já sentem cansaços
Meus pequenos passos
Não ajudam mais.

A minha luta
Vem desde criança
Cresci na esperança
Me formar doutor
Filho de pais pobres
Cresci na pobreza
Sempre na certeza
De ser vencedor.

Ser um sacerdote
Eu sempre sonhei
Sequer eu busquei
Me matricular
Nasci no sertão
Lá numa palhoça
Morando na roça
Não pude estudar.

Aos meus cinco anos
Eu fui trabalhar
Para ajudar
Meus pais na despesa
Pois de sol a sol
E sem ter recesso
Longe do progresso
Com a natureza.

Depois de homem feito
Eu vim pra cidade
Com muita vontade
Na vida crescer
Com a cara e coragem
Eu fiz o possível
Até o impossível
Pra poder vencer.

Eu saí da roça
Pra sem empregado                                                                                                                                                                                  Lá noutro estado
Eu me esforcei
Trabalhei na feira
Depois com esporte
Buscando a sorte
Mas não encontrei.

Instalei comércio
Montei oficina
Fui tentar a sina
Como vendedor
Como aposentado
Estou a viver
Larguei  tudo pra ser                                                                 
Poeta escritor.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

1.523 – ESPÍRITO AVENTUREIRO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 17 08 2012 e música;


Tenho espírito aventureiro
Sempre gostei de andar
Quando sobra algum dinheiro
Eu saio pra viajar
Procuro conhecer bem
Todo lugar que eu morar.

Moro em Acopiara
Ceará é meu estado
Conheço rua por rua                                                                                                                                                                             Mantenho-me informado
Entregando IPTU
Deixo o povo revoltado.

Eu gosto andar a pé
Para melhor conhecer
Pois de transporte não dar
Para tudo a gente ver
A pé tem melhor visão
Para as placas a gente ler.

Ando por tantos lugares
Bem diferentes daqui
Visitei vários estados
Bons lugares conheci
E nas cidades históricas
Coisas bonitas eu vi.

Gosto conhecer montanhas
Ver mato cobrir a terra
Gritar forte e ouvir
O eco responder na serra.
Andar por trilhas nas APAS
Sem ter notícia da guerra.

Gosto conhecer cidades
E correr nos matagais
Ouvir pássaros cantar
Na copa dos vegetais
Deitar e dormir na relva
Ao lado dos animais.

Tomar banho de cascata
De bota pisar lameiro
Armar a rede e dormir
Na sombra do juazeiro
Fazer a vontade do
Meu espírito aventureiro.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

1.522 – PELA FALTA DE AMOR

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 14 08 2012 E música;


Já sei o que fazer
Vou agora beber
Pra tentar esquecer
Quem mais amo na vida
Pois aquela ingrata
Que tanto me maltrata
Sempre foi minha gata
Minha doce querida.

Sem dó nem compaixão
Minha doce paixão
Pisou meu coração
Com muito ódio e rancor
No peito uma ferida
Minh’alma dolorida
Num copo de bebida
Afogo minha dor.

Pois aqui neste bar
Eu vou desabafar
Tentar afugentar                                                                                                                                                                                         A dor do meu peito
Se é de eu a perder
Me obrigo a beber
E bêbado morrer
Não terá outro jeito.

Não importa que diga
Que eu encho a barriga
O que mais me intriga
É o seu desamor.
Por ser apaixonado
Por ela desvairado
Eu fui derrotado
Pela falta de amor.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

1.521 – O CANTO DO UIRAPURU

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra;  13 08 2012 e música;


Diz a tradição popular
Que uirapuru quando canta
Os pássaros param pra escutar
Que todos os males espanta.

Ave brasileira do norte
Segundo consta em relatório
Com o canto curto e forte
Delimita seu território.

Este pássaro majestoso
Seu Canto longo melodioso
Usado na atração sexual.

São feitos no amanhecer
E também no anoitecer
Na formação do casal.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 12 de agosto de 2012

1.520 – EU PERDI ESTA PARADA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 12 08 2012 e música;


Meus amigos me reclamam
Eu não posso dizer nada
Meus amigos têm razão
Eu perdi esta parada.

A mulher quem tanto amo
Nunca teve amor sincero
Pela traição que ela fez
Chorando me desespero.

Eu confiei cegamente
No amor que demonstrava
Mas era tudo mentira
Pois ela não me amava.

No momento oportuno
Ela se mandou com outro
O amor que ela queria
Foi buscar nos braços doutro.

Levado por desespero
Foi correndo atrás dela
Imaginava que jamais
Podia viver sem ela.

Busquei de todas as formas
Seu amor reconquistar
Foi inútil meu esforço
Tentar em fazer voltar.

De joelhos eu roguei
Pra que voltasse pra mim
Sem ouviu as minhas preces
Ela decretou meu fim.

Ao lado de outro homem
Pra ela eu não sou nada
Como dizem meus amigos
Eu perdi esta parada.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.