domingo, 29 de agosto de 2021

2.789 - SÓ VENCE QUEM PERSISTIR.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 29 08 2021 e música:

 

Eu nasci no Ceará

Na Fazenda Comboeiro

Cidade de Acopiara

Sou cidadão brasileiro

Sou poeta escritor

De picolé vendedor

Labuto pra ganhar dinheiro.

 

Eu nasci pra ser poeta

Cordelista respeitado

Minha inspiração é fértil

Conhecido em todo estado

Trago este dom divino

Desde o tempo de menino

Pra fazer verso rimado.

 

Como poeta letrista

Pra versejar trouxe a sina

Sou amante da cultura

Minha cachola é mina

Versar dar-me alegria

Versejo e dou garantia

Pois tenho a benção divina.

 

Respeito meus companheiros

Ofereço em ajudar

Dou incentivo ao artista

Jamais busco criticar

É difícil estando unidos

Se ficarmos desunidos

Nada se  pode arranjar.

 

Sou contra o conformismo

E esperar por quem não vem

O artista quando é pobre

Nada faz se nada tem

Viver a mercê dos outros

Esquecer-se e pensar noutros

Não dá prestígio a ninguém.

 

Corro atrás do que quero

Luto até conseguir

Mesmo pareça impossível

Jamais irei desistir

Entre vitória e fracasso

Sobre remanso e embaraço

Só vence quem persistir.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

2.788 - NÃO FICO UM ISNTANTE PARADO.


Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 28 08 2021 e música:

 

 

Quem pensa que me conhece

Sabe tudo ao meu respeito

Não me conhece ou esquece

Também tenho o meu direito.

 

De ir e vir livremente

Consta na constituição

Brasileiro independente

Não devo satisfação.

 

Sou poeta escritor

Da vida sou protetor

Por direito aposentado.

 

Pesquisador ativista

Trabalhador, genealogista 

Não fico um instante parado.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

2.787 - EU TENHO QUE IR EMBORA.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra; 19 08 2021 e música:

 

 

Eu preciso ir embora

Pra morar noutro lugar

Lugar distante e tranqüilo

Onde eu possa morar

Em paz com meus animais

Sem a ninguém perturbar.

 

Onde eu possa trabalhar

Ganhar o pão todos os dias

Sem fofocas sem intrigas

E viver em harmonias

Vivendo tranquilamente

Escrevendo poesias.

 

Ver o sol todos os dias

Nascer forte no nascente

Durante ao correr do dia

Tomar banho de sol quente

E ver todas as tardinhas

Se esconder no poente.

 

Eu puder fazer repente

Nas noitadas de luar

Sentir o Aracati

Meu corpo massagear

E ouvir a Mãe-da-lua

Numa estaca gritar.

 

E ouvir o gorjear

Dos passarinhos na mata

E o barulho das águas

Espumando na cascata

Os jovens apaixonados

Cantando em serenata.

 

Ver a lua cor de prata

Prateando o meu sertão

Grandes boiadas que vão

Cortando velho estradão

Ouvir aboio saudoso

Do vaqueiro campeão.

 

Puder montar no alazão

Ir pro campo campear

Na sombra do juazeiro

Armar a rede e me deitar

Deitar na relva e dormir

Feliz da vida sonhar.

 

 

Banho de chuva tomar

Ao rebumbar do trovão

Na época invernosa

Ir fazer a plantação

Depois fazer a colheita

De milho, fava e feijão.

 

Bem a beira do estradão

Construir minha casinha

Criar bode e carneiro

Porco, gado e galinha

Merendar angu com leite

Comer pirão de farinha.

 

E ao redor da casinha

Um alpendre construir

Contar histórias de Trancoso

Com amigos divertir

Ao clarão do candeeiro

Deitar na cama e dormir.

 

Acordar-me e ouvir

O Sabiá-laranjeira

O canto da Asa-branca

Na copa da aroeira

Deliciar melancia

E roçar a capoeira.

 

Banhar-me na cachoeira

Ouvir galo no poleiro

Subir-me na cajarana

E brincar no juazeiro

Brocar e cercar a roça

Cedo varrer o terreiro.

 

Na sombra do Pau-pereiro

Parar para contemplar

O esperto beija-flor

O néctar da flor tirar

E ouvir as seriemas

Em lindo dueto cantar.

 

Lá nas plantas do pomar

Frutas eu quero colher

Escutar o sericora

E a juriti gemer

O cancão a fazer graças

E eu do mundo esquecer.

 

No pasto eu quero ver

Jumento marcando a hora

O cavalo relinchar

O carão triste que chora

No alpendre eu quero ouvir

As histórias do caipora.

 

 Eu tenho que ir embora

Pois eu tenho o mundo inteiro

Pra lutar pelo que quero

E ganhar um bom dinheiro

Não posso ficar parado

Pois não sou prisioneiro.

 

Vou como aventureiro

Viver em terra estranha

Buscarei felicidade

Do outro lado da montanha

Cansei de tanto apanhar

Só se aprende quando apanha.

 

Eu sou igual a aranha

Jamais eu desistirei

O meu lugar não me quer

Outro lugar buscarei

Por uma vida melhor

Com fé em Deus lutarei.

 

Esta decisão tomei

Pois já é chegada a hora

Com tristeza vou parti

Mas tenho que ir agora

Pra buscar melhor futuro

Eu tenho que ir embora.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

 

2.786 - PRA NÃO MAIS TE OUVIR MENTIR.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 19 08 2021 e música:

 

 

Não adianta mentir

Você não ama ninguém

Você mente a toda vez

Quando diz que me quer bem.

 

Seja sincera comigo

Não me venha com rodeio

Fala a verdade pra mim

Sabe que mentir é feio

 

Sempre fingiu me amar

Você nunca me amou

Responda-me a verdade

Com quantos me enganou.

 

Eu te amei de verdade

Meu coração lhe entreguei

Sempre fiz tudo por ti

Somente a você amei.

 

Só agora entendi

Porque da tua frieza

Tinha outro em sua vida

Foste pra mim tão grosseira.

 

Depois que descobri tudo

Você me pede perdão

Dizendo que foi forçada

Que não teve a intenção.

 

Jamais darei meu perdão

Por tamanha covardia

A dor que me causaste

Eu nunca acreditaria.

 

Vou sofrer barbaridade

Esquecer-te vou conseguir

Eu vou tapar meus ouvidos

Pra não mais te ouvir mentir.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 15 de agosto de 2021

2.785 - CIDADÃO DO MAL.

 

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 15 08 2021 e música:

 

 

Eu fui um homenzarrão

Com cara de valentão

E espingarda na mão

Eu gostava de caçar

Buscava em que atirar

Deparei-me com um ninho

Nele tinha um passarinho

Eu atirei no bichinho

Mas não consegui matar.

 

Na profissão caçador

Destaquei-me, fui terror

Da fauna destruidor

Um perverso criminoso

Na minha pequena idade

Cometi barbaridade

Fui uma temeridade

Caçador impiedoso.

 

Matei muitos passarinhos

Eu destruí tantos ninhos

Indefesos os filhotinhos

Não tinham como fugir

Com pedrada e baladeira

Com espingarda certeira

Matava por brincadeira

Ninguém podia impedir.

 

Com bodoque fui terror

Com funda eu fiz horror

No ramo de caçador

Achava-me campeão

Na caça não tive igual

Ceifei vida animal

Eu ceifava vegetal

Sem amor sem compaixão.

 

Plantei a inimizade

Intriga e a desigualdade

Ódio e infelicidade

Rancor e desunião

Abusando da cachaça

Denegri fiz arruaça

Plantei o mal fiz trapaça

Discórdia e insurreição.

 

Assaltei violentei

Fiz macumba estuprei

Corrompi e enganei

E fiz discriminação

Humilhei e fiz maldade

Usei desonestidade

Manchei a sociedade

Provoquei poluição.

 

Fiz uso da violência

Dirigi com imprudência

Sem pudor e sem clemência

Na vida fui traidor

Eu violei o direito

Em tudo botei defeito

Fui um monstro sem respeito

Do ódio fui pregador.

 

Chapéu quebrado na testa

Fechei bar acabei festa

Sei que o mundo me detesta

Pra mim isso era normal

Depois que envelheci

Ao bem me converti

Não ser mais eu decedi

Ser o cidadão do mal.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

 

 

sábado, 14 de agosto de 2021

2.784 - NÃO SEI COMO MUDAR.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 14 08 2021 e música:

 

 

Eu desconfio de tudo

Não acredito na sorte

Então fico surdo mudo

Quando me falam na morte.

 

Conheço bem a pobreza

Sou uma vítima dela

Vivo buscando a riqueza

Não sei onde encontrar ela

 

Por mais que eu me desdobre

Vivo a vida de pobre

E não sei como mudar.

 

Vivo buscando a riqueza

Mas o diabo da pobreza

Não quer de mim se afastar.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.783 - EU FICO SÓ NO PENSAR.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 14 08 2021 e música:

 

 

O sol está escaldante

A brisa fria soprando

E eu aqui nesse instante

Plano inédito bolando.

 

Penso uma coisa e outra

Mas meu pensar tá falhando

Deixo esta penso noutra

Meu pensar tá complicando.

 

Estou pensando em vão

Sem uma definição

Começo me embaralhar.

 

Penso daqui e dali

Mas sem me mexer daqui

Eu fico só no pensar.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.