domingo, 10 de janeiro de 2016

1.946 - O CANTADOR DE VOCÊS.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 10 01 2016 e música:


Aqui eu canto sozinho
Fazendo-me de ser dois
Canto antes e depois
Sem sair do meu caminho
Sou poeta tarimbado
Eu tenho muito cuidado
Para agradar o freguês
Versando boto pra valer
Pois um dia quero ser
O cantador de vocês.

Eu gosto de pesquisar
Aquilo que me interessa
Na pesquisa tenho pressa
De resultados buscar
Eu quero consentimento
Pra expor meu conhecimento
Sem dúvida nem talvez
Tento buscar mais saber
Para que eu venha ser
O cantador de vocês.

Vou me identificar
Pra todos me conhecerem
E desta forma saberem
Sou Erivaldo Alencar
Sou poeta escritor
Inda não sou cantador
Mas vai chegar minha vez
Eu continuo escrevendo
Para depois ficar sendo
O cantador de vocês.

Eu gosto de cantoria
Mas inda não sei cantar
Um dia vou dominar
O repente da poesia
O que mais me desconsola
Não saber tocar viola
Para agradar o freguês
Mas preciso aprender
Que é para depois eu ser
O Cantador de vocês.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.945 - QUE PRAZER EU POSSO TER.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 09 01 2016 e música:


Que prazer eu posso ter
Com a mulher que é minha
Ela se acha rainha
É mandona e encrenqueira
Ela quem quer dar as ordens
Acha-se superiora
Bonita e sedutora
Na verdade é arengueira.

Ela se levanta cedo
Com os cabelos assanhados
Com os olhos bem grelados
E mal pisando no chão
Pega o copo toma uma
Pra levantar o astral
Impondo sua moral
Já começa a confusão.

Ela critica a todos
Só ela quem tem razão
Provoca desunião
Por qualquer besteira briga
Procura qualquer pretexto
Para armar um barraco
Esta mulher é um saco
Vive de fazer intriga.

Fala aos gritos e berros
Pra impor autoridade
Com toda sinceridade
Não dar mais pra aguentar
Com calúnia e desaforo
Insulta-me com maus tratos
Culpa-me inverte os fatos
Adora me difamar.

Ela é meu pesadelo
É pedra no meu caminho
Uma flor que tem espinho
Osso duro de roer
Viver assim como vivo
A vida não tem sentido
Com este amor bandido
Que prazer eu posso ter.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sábado, 9 de janeiro de 2016

1.944 - CANTANDO QUADRÃO QUADRADO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 08 01 2016 e música:


Sou poeta escritor
No verso sou professor
Versejo com muito amor
Na rima sou diplomado
Eu gosto de poesia
Dou valor à cantoria
Onde eu estou tem alegria
Cantando quadrão quadrado.

O cara que é poeta
É metido a profeta
Procura andar na reta
Pra poder ser respeitado
É um sujeito sabido
Cauteloso prevenido
Alegre extrovertido
Cantando quadrão quadrado.

Sei que não sou o maior
Também não sou o menor
Nem melhor e nem pior
Do profissionalizado
Eu não sou nenhum doutor
Mas sou um pesquisador
Autodidata escritor
Cantando quadrão quadrado.

Eu não sei tocar viola
Tiro versos da cachola
Minha mente desenrola
Escrevendo com cuidado
Sou literato letrista
Sem cantar me sinto artista
Na profissão repentista
Cantando quadrão quadrado.

Glosando faço improviso
Tenho tudo que preciso
Rimando me realizo
Num conto poetizado
Agradeço ao meu leitor
Mas eu sou conhecedor
Sou apenas um sonhador
Cantando quadrão quadrado.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

1.943 – TROVADOR APAIXONADO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 07 01 2016 e música:


Quando eu olho pra cima
E vejo o céu estrelado
Profunda recordação
Faz-me lembrar o passado.

Quando vejo na janela
Um casal de namorado
Eu lembro que também fui
Por alguém apaixonado.

Todos culpam o destino
Pelo amor que perdeu
Se alguém chorou no passado
Quem chora agora sou eu.

Quando um amor é sincero
Não há quem possa acabar
Mas quando começa errado
Errado vai terminar.

Aquela estrela que passa
Faiscando sem destino
Assim também vai indo eu
Andarilho peregrino.

Reclamar não adianta
Por ter sido abandonado
Sofro em silêncio por ser
Trocador apaixonado.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.942 - VOLTAR PRO MEU SERTÃO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 07 01 2016 e música;

Quando eu vejo a chuva
Caindo e molhando o chão
Os meus olhos lacrimejam
Alegra-se meu coração
Muita vontade me dar
De voltar pro meu sertão.

Sair correndo feito louco
E pegar uma carroça
Para deixar a cidade
Voltar ligeiro pra roça
Com pés descalços na lama
Rever a velha palhoça.

Plantar milho e feijão
Algodão e melancieira
Atravessar rio cheiro
E descer na ribanceira
Pegar espumas com as mãos
Banhar-me na cachoeira.

Sair gritando bem alto
Para todo mundo ouvir
Pra verem que estou contente
Com a lama me divertir
Rolar na terra molhada
Esbravejar e sorrir.

Eu quero adentrar as matas
Bem distante dos caminhos
Sentir o cheiro do mato
Sem ter medo de espinhos
Por os joelhos no chão
E cantar com os passarinhos.

Quero sentir o orvalho
Molhar meu corpo inteiro
Andar na selva fechada
E subir no juazeiro
Depois me deitar na relva
Rolar no despenhadeiro.

Ao ver a terra molhada
Pulsa o meu coração
Saudade vara meu peito
Do meu querido torrão
Quanta vontade me dar
De voltar pro meu sertão.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.941 - A SECA SE ACABOU.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 07 -1 2016 e música:

Dou graças ao Criador
Porque de nós se lembrou
Pois fez o céu se nublar
Na terra chuva botou
E de uma vez por todas
Com a grande seca acabou.

A chuva está caindo
Relâmpago clareando
A natureza alegre
Com o trovão rebombando
O sertão que estava seco
Com a chuva está molhando.

O calor foi embora
O sol também esfriou
Com a chuva molhando a terra
Temperatura baixou
O sertanejo com a chuva
Seu coração alegrou.

Esperanças se renovam
Com a chegada do inverno
Só temos que agradecer
Ao divino pai eterno
Com a chuva Ele mandou
A seca para o inferno.

São cinco anos de secas
No Nordeste brasileiro
Voltou chover no natal
Alegrando o sertaneiro
O inverno começou
Neste sete de janeiro.

Os pássaros se alegram
A mata vai enverdecer
Os rios botam enchentes
Os açudes vão encher
Com água tudo melhora
E a vida vai renascer.

Aqui em Acopiara
Com a chuva o chão molhou
Ficamos esperançosos
Que o inverno aqui começou
E com a terra molhada
A seca se acabou.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

1.940 - DE PROMESSA ESTOU CANSADO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 04 01 2016 e música:


Sou poeta escritor
E amo a literatura
Eu trabalho com esporte
E lido com a cultura
Tudo que tento fazer
Faço com desenvoltura.

Até parece aventura
O que eu tenho enfrentado
Faço tudo quanto posso
Mas não vejo resultado
Pois no final da história
Termino sendo enganado.

Em tudo tem um culpado
Mas o culpado sou eu
Por confiar em promessas
Que pra mim nunca valeu
Se aproxima as eleições
E chega o prometeu.

Estou ficando ateu
Não vou mais acreditar
No prometeu que vier
Dizendo vai me ajudar
Eu finjo que acredito
Pra poder não desgostar.

Prometeu sem avisar
Vocês sabem como é
Chegou para mim e disse
Amigo pode ter fé
Se você votar em mim
Tiro-lhe do picolé.

Eu ainda ando a pé
Empurrando o carrinho
Quase sem poder mover
Vou andando vagarinho
Nas horas quentes do dia
Pra ganhar um dinheirinho.

É longo o meu caminho
Que tenho que percorrer
Na esperança de alguém
Logo vir me socorrer
Do jeito que a coisa vai
Só vem depois que eu morrer.


Que adianta prometer
Vendo que não vai cumprir
Fazendo-me de um besta
Pra depois de eu sorrir
Eu não acredito mais
Mas sei muito bem fingir.

Prometer e não cumprir
Não é pra gente de bem
Já ouvi muitas promessas
Que são feitas com desdém
Prometem por prometer
Sem importar para quem.

Isto eu sei muito bem
Porque já fui enganado
Quantas promessas fizeram
Em todas fui ludibriado
Sem acreditar eu digo
De promessa estou cansado.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.