sexta-feira, 30 de março de 2012

808 – COVARDE, FINGIDA, FULEIRA E BANDIDA.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 12 02 2008 e música; 15 08 2009.


Mulher covarde
Mulher fingida
Mulher foleira
Mulher bandida.

Diga-me mulher covarde
Porque que me enganou
Eu fui sincero contigo
E você de mim zombou
Dei-lhe todo amor do mundo
Mas não fui correspondido
E por falta de caráter
Por você eu fui traído.

Mulher covarde
Mulher fingida
Mulher foleira
Mulher bandida.

Quando estava comigo
Você fingia me amar
De amor e carinho
Só faltava me matar
Mas quando me afastava
Mudava de opinião
Caía em outros braços
Fazendo-me traição.

Mulher covarde
Mulher fingida
Mulher foleira
Mulher bandida.

Mulher ingrata foleira
Você não tem coração
O que você fez comigo
Não se faz com gente não
Entrega-se a qualquer um
Você não se dar respeito
Mulher quando se folera
Não há concerto nem jeito.

Mulher covarde
Mulher fingida
Mulher foleira
Mulher bandida.

Nenhuma mulher no mundo
É bandida com tu
Viva lá como quiser
Não me bote neste angu
Agora que te conheço
Quero distância de você
Eu acordei dum pesadelo
A tempo de lhe esquecer.

Mulher covarde
Mulher fingida
Mulher foleira
Mulher bandida.


Frâncico Erivaldo Pereira Alencar.

807 – ESQUEÇA-ME POR FAVOR

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 11 02 2008 e Música; 15 07 2009.


Tou cansado de dizer
Que não quero mais Você
Você insiste por quê?
Se não há mais condição
Tentei lhe fazer feliz
Infelizmente não quis
Se hoje é infeliz
Não sou o culpado não.

Não adianta chorar
Nem, também se lamentar
Não vai me fazer voltar
Enquanto lembrar o que fez
Infeliz sozinho sou
Mas já que se acabou
Sofrer muito sei que vou
Mas não terá outra vez

Falo com sinceridade
Qu’Eu te amei de verdade
Mas a tua falsidade
Fez-me largar de Você
Sabe que lhe fui sincero
Voltar pra Você não quero
Agora o que espero
Você de Mim esquecer.

Em amar-te fiz besteira
Cegou-me com tanta asneira
Há no peito uma fogueira
Solidão tristeza e dor.
Não adianta chorar                                                                                                                                                                                      Não vá mais me procurar
Viver contigo não vai dar
Esqueça-me por favor.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

806 – ENTERRO DE POBRE

Autor; Erivaldo Alencar.


Letra; 04 02 2008 e música; 15 07 2009.


É muito triste amigo
O que vou dizer agora
É triste, mas é verdade.
Sei que ninguém ignora
Falar de enterro de pobre
É coisa que me deplora.

Pois quando um pobre morre
É triste a situação
Nem sequer tem o dinheiro
Para comprar o caixão
Pra fazer o seu enterro
Quase não há divulgação.

Em muitos casos se toma
Caixão das almas emprestado
E na hora do velório
É por poucos visitado
E por parentes e amigos
Quase que não é lembrado

Não tem imobiliária
Pro velório organizar
Chega até faltar velas
Pro defunto iluminar
Não há bancos nem cadeiras
Para o povo se sentar.

Lá também não há um livro
Pros visitantes assinar
Só há um caderno velho
Que mal dar pra rabiscar
Ou uma folha de papel
Almaço ou nada há.

Não aparece ninguém
À noite para velar
Só um ou dois da família
Ficam ao caixão pastorar
É um silêncio total
Não há ninguém pra chorar

Não há café não há chá
Pro visitante tomar
A família se apressa
Pro defunto enterrar
Alguém diz o leve logo
Não há por quem esperar.

Não aparece ninguém
Para o caixão carregar
Quatro ou cinco parentes
Que se encontrar por lá
Não tem fila não tem carro
Nem moto pra acompanhar.

Quando chegar na igreja                                                                                                                                                                      Fechada vão encontrar
Botam o caixão no chão
E ao padre vão chamar
Logo vem uma beata
Pra alma recomendar.

Música não é tocada
Não há ninguém pra cantar
Diz-se algumas palavras
Pede a Deus pra abençoar
O molham com água benta
E o mandam pra enterrar.

Também não se tira foto
Nem o caixão é aberto
Uns dois ou três da família
O acompanha de perto
O batedor ganhando pouco
Não bate o sino certo

Quando pra cavar a cova
Sem dinheiro pra pagar
O Coveiro cava fiado
Nervoso a resmungar
E quando o corpo chega
Mau a cova vai mostrar.

Quando pegam o caixão
Pro defunto enterrar
Ele não cabe na cova
Ficou pequena não dar
Tiram o caixão de volta
E voltam à cova cavar.

Pois só há uma maneira
De ajuntar muita gente
Em um enterro de pobre
Quando morre de acidente
É nesta hora que, o.
Curioso se faz presente.

Mas quando um pobre morre
Por acidente vitimado
O curioso vai pra ver
O morto acidentado
Vão ao local do acidente
E o hospital que foi levado

A Casa onde o corpo
For velado, fica lotada.
Pois todo mundo quer ver
A pessoa vitimada
Acompanham a igreja
Deixando-a abarrotada.

Vão até o cemitério
Pra jogar terrinha nele
Pobre que quiser enterro
Igual ao enterro dele
Morra em um acidente
Pra se enterrar como ele.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

805 – ARARA CANINDÉ

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 04 02 2008 e música; 09 07 2009.


A Arara Canindé
Uma ave brasileira
Da ordem Psittaciforme
Vistosa muito fagueira
Família das Psittacídeas
Uma ave vivideira.

Ara Araruna Linaeus
É seu nome verdadeiro
Vive na copa das árvores
No alto do buritizeiro
Desde América Central
Até ao rincão brasileiro.

Esta ave tem 80
Centímetros de comprimento
Vive até 60 anos
Em cativeiro, atento.
Uma ave muito dócio
Não causa aborrecimento.

Na palmeira morta, que.
Seu ninho é construído
Na parte superior
Um furo é inserido
Onde três ovos são botados
Por elas bem protegidos.

Normalmente sobrevive
Um filhote por ninhada
Plumagem de cor igual
Pela adulta adotada
Ostentando os contrastes
Azul-celeste e amarelada.

A incubação dos ovos
Dura 28 dias
Em sua alimentação
A Canindé aprecia
Os frutos do cambaru
Ela come com regalia

Ela também aprecia
Comer coco Bacuri
O fruto do jatobá
E também do mandovi
Entre muitos outros frutos
Sobre tudo do pequi.

Tem penas brancas cortadas
Por uma série de linha
De pequenas penas negras
Cobrem narinas e facinha
Verde no alto da cabeça
E a garganta negrinha.

São de cores bem azuis
As partes superiores
São de cores amareladas
As partes inferiores
A Arara Canindé
Uma ave multicores.

O seu bico é menor
E mais proporcional
Que os das outras araras
Ave linda magistral
Ave do nosso torrão
Duma magia sem igual.

Os olhos da ave adulta
É de cor esbranquiçada
Os das jovens são escuras
De forma bem destacada
Esta arara carece
Ser por todos preservada.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

804 – DOIS ATENTADOS MATAM, 72 EM BAGDÁ

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 02 02 2008 e música; 10 07 2009.

Aconteceu no Iraque
Na capital Bagdá
Em um de dois 2008
Em uma sexta sem par
Dois enormes atentados
Causados por gente má.

Foram 72  mortos
E 107 feridos
Foi em dois grandes mercados
Que isto foi cometido
Animais também morreram
No triste acontecido.

Duas mulheres portadoras
De deficiência mental
Cada uma conduzia
Uma grande bomba mortal
Com 15 quilos de pregos
E com bolas de metal.

Segundo o porta voz
Do exercito iraquiano
Com sede na capital
Digo e não me engano
O general Cassen Atta
Lamentou a tanto dano.

Que o mecanismo foi
À distância acionado
Por meio dum celular
Exatamente nos mercados
Por ser um dia de folga
Eram bem movimentados.

Somente no Al Ghazil
Um mercado de animal
Morreram 46
No centro da capital
82 feridos
Segundo polícia local.

Junto a animais mortos
A cabeça da suicida
Em uma poça de sangue
Foi encontrada inserida
Se foi forçada ou não
Só sei que perdeu a vida.

Com dez minutos depois
Lá em um outro mercado
Por outra mulher maluca
Se deu o outro atentado
Atribuídos Al-Qaeda
Embora não confirmados

O mercado de al Ghazil
O bem mais movimentado
Antes em 2007
Foi alvo de atentado
Um total de 13 mortos
Foi este o resultado.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

803 – ZANGADA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 30 01 2008 e música; 11 07 2009.


Diz-me porque tanta raiva
Porque está tão zangada
O que fizeram contigo
Porque ta tão revoltada;

Que que é isto mulher
Diz quem foi que te mordeu
Para estar desse jeito
Algo lhe aconteceu

Não há no mundo quem possa
Chegar perto de você
Você ta muito nervosa
Diz-me a razão por que.

Diz-me porque tanta raiva
Porque está tão zangada
O que fizeram contigo
Porque ta tão revoltada.

Você sempre foi zangada
Mas hoje está pior
Você ta envenenada
Ora bola tenha dó

Teus olhos parecem brasas
De raiva estar tremendo
Caso não se acalmar
Tu vais terminar morrendo.

Diz-me porque tanta raiva
Porque está tão zangada
O que fizeram contigo
Porque ta tão revoltada.

Porque tanta agressão
Não vejo razão pra isto
Tenha mais moderação
Não precisa nada disto.

Tu pareces estar louca
Brande seu ódio imundo
Pois não é com violência
Que vais dominar o mundo.

Diz-me porque tanta raiva
Porque está tão zangada
O que fizeram contigo
Porque ta tão revoltada.

Pare de ser egoísta
Só você quer ter razão
Os direitos são iguais
Isto não vai mudar não.

Esta mania de grandeza
Não vai levar a nada
Não oprime seu semelhante
Seja mais bem recatada.

Diz-me porque tanta raiva
Porque está tão zangada
O que fizeram contigo
Porque ta tão revoltada

Com amor e humildade
Conquistará o que quer
Violência traz violência
Mais humildade mulher.

Não é com imposição
Que a todos vai dominar
Tenha o mundo a seus pés
Sem a ninguém machucar.

Diz-me porque tanta raiva
Porque está tão zangada
O que fizeram contigo
Porque ta tão revoltada.

Tens uma vida inteira
Pra conquistar o que quiser
Vença o mau que há em ti
Depois terá o que quer.

Seja mais comunicativa
Procure dialogar
E com Deus no coração
A vitória vai alcançar.

Diz-me porque tanta raiva
Porque está tão revoltada
O que fizeram contigo
Porque tá tão revoltada.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

802 - GROU COROADO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 26 01 2008 e música; 20 06 2009.


Quem não ama a natureza
Também não ama a vida
Quem a depreda também
Tem mente diminuída
Quando não a respeitamos
Ela se sente ferida.

Eu vou descrever um pássaro
Por certo especial
Falo do Grou Coroado
Que bonito animal
De voz forte estridente
Pássaro ornamental.

Existem quatorze espécies
De todo o gênero Grou
Coroado foi quem mais
No Brasil se adaptou
Criados em zoológicos
E no campo aprovou.

É da ordem dos Psyttaciforme
Pernalta de plumagem bela
Da família das Gruídeas
Pescoço longo tem ela
Baleárica pavonina
Este é o nome dela.

De plumagem muito solta
Cabeça com ornamento
Colorido muito vivo
Um metro de comprimento
Criar para reprodução
Ótimo investimento.

É em quase toda África
Que tem o seu habitat
Sem dimorfismo sexual
Para identificar
A ave macho da fêmea
Pouca diferença há.

Costumam se reunir
Pro seu acasalamento
Nos arredores dos lagos
Sem nenhum constrangimento
Promovem cortejos e danças
Pré-numpsiais de momento.

Fazem o ninho no chão
Em forma de amontoado
De material vegetal
De modo bem arrumado
Onde de dois a três ovos
Nele são depositados.

A postura duma fêmea
De dois a três ovos são
Cor azulada sem manchas
Confirma produção
Em vinte e oito dias é
Feito a incubação.

Pelo macho e a fêmea
Os ovos são incubados
Quando os filhotes nascem
Pelos pais são bem cuidados
Plumagem cor acanelada
Nasce o Grou Coroado

O Grou Coroado é
Muito fácil de criar
Em área extensa que
Sempre livre possa estar
Onde haja muita Água
Pra fazer seu habitat.

Um espaço de dois mil metros
Quadrados é ideal
Para um pequeno grupo
Ser criado no local.
Com instalações idênticas
Ao habitar do animal.

O Grou Coroado gosta
De caçar e de pescar
De pequenos répteis, rãs.
Pode se alimentar
Grandes insetos e peixes
Eles adoram tragar.

Também gosta de crustáceo
Para se alimentar
Vermes e plantas aquáticas
Somam ao seu paladar
Ração molhada, folhas verdes
Picadas pra complementar.

Problema de doença é
Raramente detectado
Mas como outras aves
Também deve ser vacinado
Enquanto é filhotinho
Pra crescer imunizado.

A propriedade deve
Ser limpa higienizada
Livre de animais mortos
E de ave adoentada
A sanidade da ave
Deve ser mui bem cuidada.

Em caso de haver dúvida
Chamar logo o doutor
Toda área também deve
Ser livre de predador
A criação bem zelada
Dar lucro pro criador.

As penas do Coroado
Tem muitíssimas funções
Para as asas e cauda
Servem de sustentações
Protege o animal
Do tempo suas ações.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.