domingo, 18 de fevereiro de 2024

VIOLÊNCIA AOS ANIMAIS.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 18 02 2024.

 

 

Descrevo neste cordel

Sem desejar nenhum mal

Que pessoas sem escrúpulos

Fazem crime capital

Que por bel prazer cometem

Violência animal.

 

Não consigo entender

Tamanha barbaridade

Que pessoas más existem

No seio da humanidade

Elas têm que ser banidas

Da nossa sociedade.

 

Estas pessoas não sabem

Ou fingem não conhecer

Que temos obrigação

Dos animais proteger

Lei de proteção animal

Não querem obedecer

 

Caçadora americana

Teve o prazer de matar

Uma pobre Girafa-negra

Pra puder prêmio ganhar

Em junho de dezessete

Fez questão de publicar.

 

Em São Lourenço, Minas

Este fato aconteceu

Cavalo puxando charrete

A queda não sobreviveu

Puxou outro sobre ele

Não resistiu e morreu.

 

Também em Poços de Caldas

Fato gerou indignação

Cavalo puxando charrete

Em turismo na região

Depois dum dia sem descanso

Exausto deitou no chão

 

Lá em Rosário do Sul

Teve este acontecido

Puxando carroça com pedras

Cavalo caiu estendido

Para se levantar foi

Por carroceiro agredido.

 

 

Na capital Porto Alegre

Cadela foi encontrada

Na região do Humaitá

Com a traquéia perfurada

Levada para uma clínica

Bastante debilitada.

 

Em Corrientes, Argentina

Este fato apavorou

Criminosamente um cara

A raposa incendiou

O assassino covarde

Raposa em chamas soltou.

 

Um caso de um cachorro

Que muito me comoveu

Na vizinha Argentina

Que este fato aconteceu

Hércules foi queimado vivo

Não suportou e morreu.

 

Capila Del Monte um cachorro

Um pedaço de carne puxou

Da churrasqueira do vizinho

Que ao cão não perdoou

Agiu de forma monstruosa

Até a morte o espancou.

 

Lá em Zacapa dois jovens

Botaram perversamente

Bomba acesa na boca

Dum cachorro inocente

Foi socorrido e levado

Pra uma clínica urgente.

 

Em Divinópolis, Minas

Morto foi encontrado

Um Tamanduá-bandeira

A pauladas assassinado

Deste crime ambiental

Não prenderam o culpado.

 

Em Olmeca de Xalapa

O dono de um pobre cão

Bateu tanto no animal

Jogou sem qualquer razão

Ácido no animal

Ferido perdeu a visão.

 

Lá no Engenho de Dentro

Cachorros eram maltratados

Pelos próprios cuidadores

Enquanto eram banhados

Soqueia e amordaça

Na parede são jogados.

 

 

Em Valparaiso, Goiás

Dois mil e doze o ano

Uma gata agredida

Por um menino tirano

Teve os olhos arrancados

Com caneta, salve engano.

 

Cadela Vira-Lata preta

Por três homens foi deixada

Em trilhos da linha férrea

Amarrada foi deixada

Além de sofrer maus-tratos

Por eles estuprada.

 

Abril de dois mil e doze

Em Salvador na Bahia

Em sua casa uma mulher

Três cachorros possuía

Dois Vira-latas e um poodle

Com violência neles batia.

 

Secretário em Igaraci,

Em decisões desastradas

Mandou recolher os cães

Que viviam nas calçadas

Mais de cinquenta cachorros

Mandou matar a pauladas.

 

Lá em Foz do Iguaçu

Duas mortes são registradas

Dois filhotes de cachorros

Foram mortos a pauladas

Por duas mulheres que

Foram aprisionadas.

 

Em Rio de Contas, Bahia

Tristes acontecimentos

Muitos cachorros e gatos

Mortos por envenenamentos

Por criminosos covardes

E monstros sem sentimentos.

 

Em Santana do Livramento

Dois cães nas ruas jogados

Bem conhecidos por todos

Que eram muito bem cuidados

Cujos cães comunitários

São mortos envenenados.

 

Na cidade do Ipu

Foi preso homem suspeito

De maus tratos a cachorros

Assim consta que o sujeito

Em piscina abandonada

Prendia-os sem respeito.

 

 

Aqui em Acopiara

Eu vi quando um motoqueiro

Em alta velocidade

Ultrapassando um parceiro

Atropelou e matou

Uma gatinha ligeiro.

 

Muitos gatos e cachorros

Na terra do lavrador

São mortos envenenados

Por prova de desamor

Até mesmo uma raposa

Passou pela mesma dor.

 

Já um homem foi multado

Por dois mil no Paraná

Por envenenar um cão

Na cidade Maringá

Creio que daqui pra frente

Não mais envenenará.

 

Pela justiça de São Paulo

Um homem foi condenado

Pena mais de oito meses

Por ele ter envenenado

Dois cachorros da vizinha

Conforme ficou provado.

 

No Distrito Federal

Um cara mal humorado

Com latido da cadela

Vizinho fica irritado

Matou a pobre cadela

Com um queijo envenenado.

 

Em Caldas Novas, Goiás

Vizinha denunciou

Morador do condomínio

Veneno em comida botou

Com a comida envenenada

Os dois cães ele matou.

 

Na cidade Niquelândia

Homem foi aprisionado

Por maltratar um felino

E ainda inconformado

Envenenou dois cachorros

De outro vizinho ao lado.

 

É triste más é verdade

É de doer coração

Animais são maus tratados

Por monstros sem compaixão

Cabe a nós denunciamos

Justiça dar punição.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.204 - SEM RESPOSTA.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 18 02 2024.

 

 

Eu tenho me perguntado

Quem realmente eu sou

Como que apareci

Donde vim pra onde vou

Dos meus feitos e dos meus atos

Que testemunho eu dou.

 

Quem realmente eu sou

Se estou vivo ou não

O que faço ou não faço

Se dou ou não a minha mão

Se tenho amor ou não tenho

Se tenho ou não coração.

 

Se tenho ou não sensação

Se existo ou não existo

Preciso duma resposta

Por resposta eu encisto

A resposta que preciso

Só encontro em Jesus Cristo.

 

É por isto que persisto

Se devo ou não buscar

Se trabalho ou não trabalho

Sem trabalhar vou ganhar?

Eu vou morrer ou não vou

Pra semente vou ficar?

 

Se eu sei ou não amar

Como que vou descobrir

É gozar ou sofrimento

Será que vou resistir

Mereço ou não mereço

Não há como conferir.

 

A dou que estou a sentir

Nas pernas e em minha costa

Sou o outro ou não sou

Ser o outro ninguém gosta

Por mais que tenho buscado

Permaneço sem resposta.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.203 - NÃO DEVO SATISFAÇÃO:

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 18 02 2024.

 

 

Não interessa o que dizem

O que eu sou ou que não sou

Nem para mim interessa

Donde vim pra onde vou

Nem o que faça ou não faço

Satisfação eu não dou.

 

Só o Deus que me criou

Eu devo satisfação

Apenas eu sou eu mesmo

Digo e não peço perdão

Tenho certeza que tenho

No meu peito um coração.

 

Eu lhes digo de antemão

Que não sou desaforado

Sou um sujeito pacato

Além de humilde educado

Se as vezes respondo mau

Por que me sinto forçado.

 

Não estou preocupado

Se eu sou ou não feliz

Embora com restrições

Eu tenho feito o que quis

Somente ei posso saber

Se sou ou não infeliz.

 

Nem sou o que o povo diz

Amo a seriedade

Tenho nojo de mentira

Sou amigo da verdade

Sei que não sou puritano

Odeio a falsidade.

 

Eu não vejo dignidade

Em falar mal de alguém

Cada um é o que é

Mais nem menos que ninguém

Todos são donos de si

Sou dono de mim também.

 

Vivo como acho bem

Cada um tem sua razão

Tenho respeito a todos

Os amo de coração

Minha vida a mim pertence

Não devo satisfação.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sábado, 17 de fevereiro de 2024

3.202 - A VIDA FICA PIOR.

 Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 17 02 2024.

 

 

Eu cheguei aqui na praça

Nos degraus fui me sentando

Da calçada da igreja

Eu fiquei observando

O movimento intenso

Carros e motos passando.

 

Ninguém nada me comprando

O que tenho pra vender

Picolés e coberturas

Até dar pra esvanecer

Pois não vendendo não ganho

Sem ganhar que vou fazer.

 

Pra comprar o que comer

Vou precisar de dinheiro

Se dinheiro eu não tenho

Que será do brasileiro

Trabalhar e não ganhar

É dureza companheiro.

 

Eu não vim do estrangeiro

Eu sou filho desta terra

Nascido lá no sertão

Pertinho da grande serra

Vim pra cá pra trabalhar

E jamais pra fazer guerra.

 

O poeta aqui não erra

Estou falando a verdade

Eu deixei o meu sertão

Para morar na cidade

Na esperança de vencer

A fome e a dificuldade.

 

Sonhava e tinha vontade

De um dia vencer na vida

Más aqui é diferente

As minha terra querida

Sonhos viraram ilusões

Uma aventura perdida.

 

Nesta estrada tão cumprida

Vou nutrindo a esperança

De um dia melhorar

Inda tenho confiança

É crise encima de crise

Neste rol pobre é quem dança.

 

 

Todos dias há mudança

Buscando vida melhor

Comendo o que o diabo amassa

Quem mais sofre é o menor

Más cada dia que passa

A vida fica pior.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.201 - ENCHENTE DE POESIAS.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra:  17 02 2024.

 

 

Eu aproveito o momento

Pra esbanjar de alegrias

Caneta e papel na mão

Sem ódio nem heresias

Para escrever o poema

Enchente de poesias.

 

Gasto minhas energias

Usando a inspiração

Tiro versos da cachola

Com amor no coração

Clamo o nome de Jesus

Rogando sua benção.

 

Eu estou de prontidão

Para o que der e vier

Vou escrever poesias

Como melhor convier

Sem discriminar ninguém

Más do jeito que eu quiser.

 

Enquanto vida tiver

Usarei o dom poético

Para escrever meus poemas

Usando padrão estético

Meio a diversidade

Sou um poeta eclético.

 

Pois no mundo cibernético

Estudo pra aprender

Versejar com previsão

Sem jamais desmerecer

Para aquilo que eu fizer

Fazer o mundo saber.

 

Escrever pro povo ler

É minha satisfação

Do meu dom da poesia

Faço minha devoção

Agradar o meu leitor

Tenho por obrigação.

 

Uso minha inspiração

Para fazer o melhor

Em compartilhar com os outros

Este é meu dom maior

Quem se impõe ser o maior

Termina sem o menor.

 

 

De tudo isto o pior

Se impor ser o que não é

Temos que ter humildade

Coerência e muita fé

Sem medo e sem cobiça

Se cair ficar de pé.

 

Versando eu vou longe até

Quando um dia vencer

Serei sempre persistente

Pra alcançar meu querer

Nem a pobreza fará

O meu eu desvanecer.

 

De sonhar em querer ser

O mais ilustre vivente

Não vai manchar minha alma

Do dever sou penitente

Luto pra me consagrar

Na profissão do repente.

 

Sou um cara persistente

Até mesmo em agonias

Vou nadando contra as ondas

Enfrentando ventanias

Contra as águas escrevendo

Enchente de poesias.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

3.200 - FAZ O QUE TEM DE FAZER.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 16 02 2024.

 

 

Você diz a toda hora

Que não gosta mais de mim

Logo está indo embora

Só por que eu sou ruim.

 

Se quer mesmo ir embora

Vá e não se arrependa

Assim quem sabe lá fora

A viver você aprenda.

 

Não é preciso brigar

Siga em paz teu caminho

Você tem onde buscar

Novo amor em novo ninho.

 

É melhor nos separar

Se que vivermos brigando

Cada um pra seu lugar

Eu não estou nem lixando.

 

O mundo é uma escola

Nele tu vais aprender

Amar sem ser por esmola

Como se deve viver.

 

Viver com quem não nos ama

É melhor viver sozinho

Dormir contigo na cama

Melhor viver sem carinho.

 

Dei-lhe todo meu amor

Ofertei-lhe meu coração

Em troca eu recebi dor

Desprezo e ingratidão.

 

Se é isto o teu querer

Eu não vou te impedir

Faz o que tem de fazer

Sem pensar em desistir.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.199 - EU SAÚDO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 15 02 2024.

 

 

Salve a bandeira do nosso Brasil.

E ao varonil povo brasileiro

Aos poetas da terra alencarina

Cumprindo a sina ganham seu dinheiro.

 

Eu sou cearense de Acopiara

De beleza rara terra do poeta

Cabeça chata lá do Comboeiro

No meu terreiro eu cumpro minha meta.

 

Salve o poeta escritor polemista

E o cordelista que busca escrever

Poetas são doutores sem anéis

Que escrevem cordéis pra o leitor ler.

 

Bom poema é gostoso se ler

E de escrever cordéis e poemas

Eu saúdo o poeta brasileiro

Com ou sem dinheiro resolve problemas.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.