segunda-feira, 13 de novembro de 2023

3.170 - SEU JURAMENTO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 13 11 2023.

 

 

Mais uma vez eu me encontro sozinho

Nesta casa sem alguém pra conversar

Desprezado sem amor e sem carinho

E sequer tenho o direito de amar.

 

Minha vida sem ela não tem sentido

Toda minha vida só vivi pra ela

Perdi meu tempo em amar alguém fingido

Que disse me amare eu confiei nela.

 

Certamente ela com outro viva bem

Enquanto eu estou aqui sem ninguém

E feito um louco exposto ao relento.

 

Deslumbrada ela rir de da minha desgraça

Transtornado vivo a vida sem graça

Isto por que não cumpriu seu juramento.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.169 - QUE PRODÍGIO PODE TER.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 13 11 2023.

 

 

Eu sei que eu não sou nada

Sendo nada represento

Eu levo a vida errada

E do erro eu sou detento.

 

Eu tento me concertar

Más vejo que não tem jeito

Quanto mais tento acertar

Mais aumenta o defeito.

 

Pra fazer a coisa certa

Desafio meu próprio eu

O que me serve de alerta

Inda não me comoveu.

 

Conselho não adianta

Nem mostrar a solução

O que no mundo encanta

Machuca meu coração.

 

Que prodígio posso ter

Se pra mim há concerto

Tudo que tento a fazer

Faço más não há acerto.

 

Sou um animal errante

Que só vive por viver

Um ser humano inconstante

Que prodígio pode ter.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

domingo, 12 de novembro de 2023

3.168 - TRABALHA SEM DESCANSAR.

 

Autor; Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 11 2023.

 

 

A situação tá feia

O mundo tá conturbado

As pessoas não se entendem

O povo está revoltado

O pão tá ficando raro

O alimento muito caro

Me deixa preocupado.

 

Me deixa preocupado

O homem trabalhador

Que trabalha lá na roça

Sem assistência doutor

Pra fazer o que comer

Más se obriga a vender

Tudo por pouco valor.

 

Tudo por pouco valor

Eu digo por que conheço

Eu também sou produtor

Junto com eles padeço

Meu dever é trabalhar

Sem direito a descansar

E sem ter o que mereço.

 

E sem ter o que mereço

Passando necessidade

Morando numa choupana

Bem distante da cidade

Para ter vida descente

Enfrento chuva e sol quente

Longe da civilidade.

 

Longe da civilidade

Por veredas e caminhos

Cuido da lida de bichos

Pisando em pedras e espinhos

Obediente ao degredo

Me levando muito cedo

Ao cantar dos passarinhos.

 

Ao cantar dos passarinhos

Sem nenhum dia falhar

Faço as lutas de casa

E depois vou trabalhar

Que eu possa ou não possa

Assim é o homem da roça

Trabalha sem descansar.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.167 - TERMINA SENDO HUMILHADO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 11 2023.

 

 

Se alguém se acha importante

De todos superior

Tem o domínio de tudo

Só ele que tem valor

Que o seu saber é único

E a todos pode se impor.

 

Se acha merecedor

De aplauso e elogios

Se acha um super gênio

Detentor de grandes brios

Esquece suas origens

De seus erros anos a fios.

 

Esquece que há desvios

Em seu modo de pensar

Quanta a suas ações

Se faz preciso mudar

Pois nem tudo que se quer

É possível alcançar.

 

Não se pode duvidar

Do poder que tem a mente

Que não se deve esquecer

Do poder que rege a gente

Quem brinca de poderoso

Termina louco demente.

 

O poder de nossa mente

Temos que saber usar

Para que tenhamos êxito

Naquilo que projetar

No caso de dar errado

Não ter que se desculpar.

 

Se autoanalisar

Com segurança e cuidado

Dar amor e dar respeito

Se quiser ser respeitado

Quem machuca, pisa, humilha

Termina sendo humilhado.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.166 - SOU TROVADOR BRASILEIRO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 11 2023.

 

 

Sou trovador brasileiro

Nascido no Comboeiro

Na terra do lavrador

Nasci lá dentro da mata

Cearense cabeça chata

E filho de cantador.

 

Numa pequena palhoça

Mui cedo fui para a roça

Trabalhar na agricultura

Para meus pais ajudar

A os meus irmãos criar

Com bem-estar e bravura.

 

De taipa era a casinha

Aonde minha mãezinha

Me teve com muito amor

As margens do estradão

Lá no alto do sertão

Com saúde e com fulgor.

 

O meu pai foi criador

Da terra agricultor

E cantador repentista

Eu sou seu filho primeiro

Seu seguidor e herdeiro

Sou poeta cordelista.

 

Na arte de versejar

Nasci pra poetizar

Sou poeta trovador

Me criei com os pés na lama

Hoje corro a trás da fama

Como poeta escritor.

 

Sei que não sou o melhor

Também não sou o pior

Dos poetas brasileiros

Deus ne fez favorecido

Já me tornei conhecido

Nos países estrangeiros.

 

Sou da família Alencar

Que aqui veio morar

Vindo lá de Portugal

Família de grandes vultos

Tem estadistas e cultos

Família tradicional.

 

 

Eu que já fui bem de vida

Para a missão ser cumprida

Falta muito o que fazer

Eu nasci pra fazer verso

Trilhando pelo universo

Para melhor conhecer.

 

Sem asas para voar

Vou em mente viajar

Pelo espaço sideral

Vou até o paraíso

Conhecer Deus é preciso

Para me livrar do mal.

 

Quero esbanjar alegria

Escrevendo poesia

Junto ao Deus criador

Vou conhecer toda terra

Levo paz invés de guerra

Com as graças do salvador.

 

Quero provar para o mundo

Meu conhecer é profundo

Onde vou eu sei entrar

Da mesma forma sair

Sem a ninguém denegrir

Creio em Deus e sei orar.

 

O mundo é todo nosso

Más as vezes eu engrosso

Por ser simples aventureiro

Minha alma se renova

Versando sem fazer trova

Sou trovador brasileiro.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

 

sábado, 11 de novembro de 2023

3.165 - ATÉ O VENTO ESQUENTA.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 11 2023.

 

 

Tô na praça da matriz

Com disposição e fé

O sol está muito quente

Todos sabem como é

Um calor abrasador

Bom de vender picolé.

 

Só Jesus de Nazaré

Terá de nós compaixão

Do jeito que a coisa estar

Não hão quem resista não

Ilhando o asfalto ver

Mormaço sair do chão.

 

Quem sofrer de hipertensão

Precisa tomar cuidado

Com a quentura que estar

Deixa o sangue agitado

Se o coração fraquejar

Poderá ser infartado.

 

O sol parece zangado

Com cara de vingador

Queima a pele ferve o sangue

O sol estar um terror

Nem o ar condicionado

Ameniza o calor.

 

Sequer o ventilador

Tem como aguentar

Com a alta temperatura

Ele começa esquentar

Ventilador não resiste

Muito tempo sem queimar.

 

Do jeito que o sol estar

Somente louco lhe enfrenta

Os olhos se encandeiam

Coração nenhum aguenta

Com este clima escaldante

Até o vento esquenta.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

3.164 - ESTEJAM OU NÃO ZANGADAS.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 09 11 2023.

 

 

As minhas hérnias de discos

Amanheceram zangadas

São dores tão doloridas

Parecem-me combinadas

Além de doer meu corpo

Deixam minhas pernas travadas.

 

Afetam minhas passadas

Me impedindo de andar

Os movimentos que faço

Fazem as dores aumentar

Sentado nesta cadeira

Sem puder me levantar.

 

Espero a dor passar

Trabalhar tenho que ir

Não posso ficar parado

Trabalho é meu divertir

Já tomei três comprimidos

Más a dor não quer sair.

 

Eu jamais irei fugir

Das minhas obrigações

Para eu não ir trabalhar

As dores não são razões

Não vou me acomodar

Frente estas situações.

 

Pois do livro dos fujões

Parte nenhuma farei

Embora em desvantagem

As dores enfrentarei

Com valentia e bravura

A elas resistirei.

 

As dores eu vencerei

Abrirei portas fechadas

Elas não vão me impedir

De seguir minhas estradas

Não importa que as hérnias

Estejam ou não zangadas,

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar