sexta-feira, 16 de novembro de 2018

2.363 - FAÇO AO MUNDO CONHECER.


Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 13 11 2018 e música:

Amigos não estou aqui
Para desafiar ninguém
Estou para fazer versos
Para quem vai e quem vem
O meu único desejo
Tentar agradar alguém.

Não sei brigar com ninguém
Só sei fazer poesia
Faço como sei fazer
Com amor e garantia
Compromissado com Deus
Sem usar pornografia.

Eu uso a noite e o dia
Para fazer o que quero
Não discrimino ninguém
Desaforo não tolero
Da mesma forma que faço
Dos outros também espero.

Minhas palavras reitero
Sou apenas o que sou
Não sou melhor que os outros
Deste dom Deus me dotou
Com a graça do Deus pai
Sei que muito longe vou.

Deus no mundo me botou
Com o dom que Ele me deu
Sou feliz por ser poeta
Ele a mim prometeu
Não ser maior que ninguém
Nem ninguém maior que eu.

Poesia Deus me deu
E eu vou aproveitar
Pra escrever poesias
Sem a ninguém difamar
Usando meu próprio cérebro
Sem de outros plagiar.

Tenho o prazer de mostrar
Aquilo que sei fazer
Eu sou muito agradecido
E jamais vou me esconder
As poesias que eu faço
Faço ao mundo conhecer.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.362 - QUAL FUTURO QUE TEREI.


Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 13 11 2018 e música:


Eu nasci antes da hora
Da hora de eu nascer
Sem tempo pra ter tempo
Do tempo para crescer
Cresci no tempo do tempo
Sem tempo de perceber.

O mundo já era mundo
Quando no mundo nasci
Deixei meu mundo no mundo
Outro mundo descobri
Busquei o mundo no mundo
Mas do mundo esqueci.

Busquei a hora na hora
Para ter hora pra tudo
Sem ter a hora da hora
É nesta hora que estudo
Sem hora perdi a hora
Pra na hora ficar mudo.

Vejo a hora no tempo
Sem tempo não tenho hora
Hora que perdi outrora
Estou buscando embora
Hora perdida não volta
Nem posso voltar na hora.

No tempo vim do passado
Para o tempo presente
Sou presente não passado
Não voltarei novamente
No tempo vou pro futuro
Que deve ser diferente.

Se sou passado ou presente
Sinceramente não sei
Se vou pro futuro ou não
Sei que muitas voltas dei
Passado já foi presente
Qual futuro que terei.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.361 - TÃO CEDO NÃO VOU MORRER.


Autor: erivaldo Alencar.

Letra: 13 11 2018 e música:


Onde está minha saúde
Que sem razão foi embora
Sinto muita a sua falta
Onde encontrá-la agora
Eu não sei viver sem ela
Peço voltar sem demora.

O que tou passando agora
Não tenho como explicar
Dói aqui e dói ali
Dói m todo lugar
Mas não encontro remédio
Pra todas doenças curar.

Estou pra não suportar
Mas eu tenho que ser forte
Querendo ou não querendo
Tenho que contar com a sorte
Topo qualquer desafio
Para me livrar da morte.

Sou o sobejo da morte
Mas jamais vou me render
Eu resisto até o fim
Não vou me deixar vencer
Sou de tradição heróica
Tão cedo não vou morrer.

Sei que tenho que sofrer
Embora contra a vontade
Os anos correm no tempo
Aumentando minha idade
Com a chegada da velhice
Dou adeus a mocidade.

Digo com sinceridade
Acredite quem viver
Coleciono doenças
Quie muito me faz sofrer
Sou um soldado da vida
Aos males eu vou vencer.

Jesus vai me proteger
A vencer todas doenças
Eu declaro guerra a todas
Com as forças das minhas crenças
Lutando com unhas e dentes
Acabo com as desavenças.



Vou enfrentar as doenças
Elas não vão me vencer
Eu vou chegar aos duzentos
Tenho muito o que fazer
Atropelado  ou não
Tão cedo não vou morrer.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.360 - VOA VOA SABIÁ II.


Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 13 11 2018 e música:

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Tem cuidado sabiá
Com o menino caçador
Que ele não lhe tem amor
Tá querendo te pegar
Se não voares ligeiro
Vai cair na esparrela
Ser cozido na panela
Fazer de ti seu jantar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Ali vem chagando um cara
Metido a valentão
Conduzindo um azarpão
Para poder te pegar
Em suas mãos ele traz
Pedras numa baladeira
Na cintura uma peixeira
Pra poder te estraçalhar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Voa voa sabiá
Vai logo se esconder
Se não for irá morrer
Fuja pra ouro lugar
O caçador assassino
Já está com água na boca
Com uma vontade louca
Pra seu corpinho tragar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.


Por favor ó sabiá
Precisa agir com pressa
O que menos te interessa
É na panela parar
Queira me ouvir irmão
Conselho do teu amigo
Estás correndo pereigo
Fuja para se salvar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.

Tu se cuidas sabiá
Seja esperto e ligeiro
Pra não ser prisioneiro
Pra longe tem que voar
Procure outro lugar
Onde não corro perigo
Para que o inimigo
Não consiga te encontrar.

Voa voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar

2.359 - QUANTA SAUDADE QUE TENHO.


Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 13 11 2018 e letra:

Quanta Saudade que tenho
Do meu querido sertão
Do tempo quando criança
Do meu amado rincão
Da minha vida pacata
Inda não esqueci não.

Quanta saudade que tenho
Das noites enluaradas
Da amanhecência do dia
Das serenas madrugadas
Do som das chuvas nas telhas
Do romper das alvoradas.

Quanta saudade que tenho
Do gado e da criação
Do aboio do vaqueiro
Nas quebradas do sertão
Dos currais e dos chiqueiros
E da poeira do chão.

Quanta saudade que tenho
Das histórias do caipora
Da coalhada com farinha
Leite mugido na hora
Da garapa e mel da cana
Do carão que canta e chora.

Quanta saudade que tenho
Da chuva fina molhadeira
Do trovão e do relâmpago
Do tiritar da biqueira
Da correnteza do rio
Do ronco da cachoeira.

Quanta saudade que tenho
Das caçadas de enxu
Do ferrão do enxuí
Boca-torta e capuxu
Do dueto das cauãs
Da mandinga do nhambu.

Quanta saudade que tenho
Do gorjear do xexéu
Galo cantar no poleiro
Das nuvens brancas do ceu
Das festas de São Gonçalo
E do grito do tetéu

Quanta saudade que tenho
Dos banhos de cachoeiras
Das festas de São João
E do pular de fogueiras
Dos compadres e das comadres
Do roço das capoeiras.


Quanta saudade que tenho
Da casa aonde nasci
Do meu pai da minha mãe
Da casa onde cresci
E de todos meus parentes
E pessoas que conheci.

Quanta saudade que tenho
Da nossa propriedade
Do meu Pé de Cajarana
Que tem a minha idade
Do meu velho pé de serra
Onde gozei a mocidade.

Quanta saudade que tenho
Do meu velho Comboeiro
E do meu cavalo branco
Do meu cachorro trigueiro
Das corridas de cavalos
E do touro mandingueiro.

Quanta saudade que tenho
Do cantar da juriti
Do canário e seriema
Beija flor e bem-te-vi
Das festas de cantoria
De todo povo dali.

Quanta saudade que tenho
Da colheita do algodão
Da canjica e da pamonha
Das debulhas do feijão
Do milho assado e cozinho
Dos forrós e do pirão.

Quanta saudade que tenho
Do cantar do rouxinol
Pescarias de tarrafas
Landoá e de anzol
Do luzeiro lá no céu
E do esconder do sol.

Quanta saudade que tenho
Dos folguedos e serenata
Brisa fria e redemoinho
E da lua cor de prata
E da relva orvalhada
Do campo e da verde mata.

Quanta saudade que tenho
Da meninice e mocidade
Dos contadores de estórias
Da minha grande amizade
Do passado glorioso
Guardo no peito a saudade.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

2.358 - POETA COMBOEIRENSE.


Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 23 10 2018 e música:


Sou cidão brasileiro
Do sertão acopiarense
Nascido no interior
Cabeça chata cearense
Desbravador nordestino
Poeta comboeirense.

Sou trabalhador da roça
E filho de cantador
Dotado de dom poético
Poemista, escritor,
Pesquisador, palestrante,
Cordelista e locutor.

Eu sou defensor da vida
Protetor dos animais
Amante da natureza
Defensor dos vegetais
Como amigo da verdade
Defendo meus ideais.

Na profissão do repente
Poeta improvisador
E quanto ao conhecimento
Apenas pesquisador
Mas no meio literário
Presto-me como escritor.

No mundo profissional
Sou mais um trabalhador
Mas no teatro da vida
Um pequenino ator
Entre conquistas e derrotas
Eu me sinto vencedor.

Na caatingas e nos campos
Eu sou vaqueiro afamado
Sem frequentar uma escola
Eu  pareço ser letrado
Quanto a vida amorosa
Eu dou conta do recado.

Com caneta e papel
Escrevo que vejo e não vejo
Usando minha cachola
Eu faço que mais desejo
Em casa ou no trabalho
Em qualquer lugar versejo.



Como colecionador
Eu já tenho um bom acervo
Livros, jornais e revistas
E outros que não escrevo
Todos catados no lixo
Falar verdade me atrevo.

Amo demais minha vida
Pois minha vida me pertence
Amo fazer poesias
Parar ninguém me convence
São afirmações sinceras
Do poeta comboeirense.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 14 de outubro de 2018

2.357 - SE FICAR A MORTE COME.


Autor: Erivaldo Alencar5.

Letra: 13 10 2018 e música:


É que o bicho anda solto
Não há pra onde correr
Se correr o bicho pega
Não há onde se esconder
Se ficar o bicho come
Não como se defender.

O mundo é bola de fogo
Girando solto no espaço
Sendo levado pelo vento
Nos céus fazendo regaço
Sem freios sem direção
A nós causando embaraço.

A seca devastadora
Devasta o meu Nordeste
Semeando sobre a terra
Doenças, miséria e peste.
Sem chuva não temos água
No sertão, serra e agreste.

Se num lugar falta água
Noutros há inundações
Muitos outros têm sofrido
Com vulcões em erupções.
Tsunamis nos oceanos
Provocam devastações.

O doenceiro no mundo
Tem matado muita gente
Muitos morrem acamado
Tantos outros de repente
Outros pela violência
E# muito em acidente.

Em cada caso de morte
A morte ganha um nome
De uma forma ou de outra
Esta peste nos consome
Se correr a morte pega
Se  ficar a morte come.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.