sábado, 20 de fevereiro de 2016

1.985 - VOCÊ VER OS MEUS DEFEITOS MAS NÃO ENXERGA OS TEUS

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 20 02 2016 e música:


Anda por ai falando
Que eu sou ultrapassado
Há muito estou acabado
Estou na vida passando
Sou um cara sem futuro
Vivo encima do muro
Desprezado pelos meus
Sou um vulto sem preceitos
Você ver os meus defeitos
Mas não enxerga os teus.

Que sou um pobre coitado
Precisando de ajuda
Não acho que me acuda
Porque sou despreparado
Sou semi-analfabeto
Não tenho lar e nem teto
Sou esquecido por Deus
Não reconhece meus feitos
Você ver os meus defeitos
Mas não enxerga os teus.

Não tenho uma profissão
Desventurado plebeu
Fala que o futuro meu
Viver mendigando o pão
Fora da sociedade
Vivo na calamidade
Dependo dos parentes meus
Só me tratam com despeitos
Você ver os meus defeitos
Mas não enxerga os teus.

Você ver o meu presente
Diz conhecer meu passado
Que está profetizado
O meu futuro doente
Esqueça que eu existo
Tu também não és bem visto
Queira ver os erros seus
Para falar dos meus feitos
 Você ver os meus defeitos
Mas não enxerga os teus.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.984 - SEM TER ÁGUA NA TORNEIRA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 20 02 2016 e música:


Aqui em Acopiara
Povo lamenta com mágoa
Com a seca é muita rara
A obtenção da água.

Choveu e molhou o chão
Mas água aqui não fez
Com a chuva fina então
Água só de quando em vez.

Falta água todo dia
Na rua só correria
E é comprada muito cara.

Passa de semana inteira
Sem ter água na torneira
Aqui em Acopiara.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

1.983 - O QUE FOI QUE MUDOU O PENSAMENTO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 19 02 2016 e música:


Todas vezes que a gente se encontrava
Jurava que me amava de verdade
Não custou muito e por outro me trocava
Qual o motivo da tua falsidade
Com palavras lindas você me jurou
Que somente a mim você amou
Mas não cumpriu com o que você falava
Foi em vão todo o seu juramento
O que foi que mudou o pensamento
Da mulher que jurou que me amava.

Cegamente eu confiei em você
Pois pensava ser você mulher pura
Não preciso lhe dizer o por quê
Mas pra ti fui apena uma aventura
Teus beijos nunca foram de verdade
Teus abraços só continham falsidade
No coração amor por mim não guardava
Culpo você de todo meu sofrimento
O que foi que mudou o pensamento
Da mulher que jurou que me amava.

O nosso amor foi bom enquanto durou
Por tua culpa nosso amor foi desfeito
Como eu ninguém jamais te amou
Só saudade inda guardo no meu peito
Não adianta dizer que se arrependeu
De todo mal que você fez pra eu
Não acredito em quem me enganava
Pois teu amor foi somente fingimento
O que foi que mudou o pensamento
Da mulher que jurou que me amava.

Você foi à mulher que mais amei
A quem dei meu sincero coração
Por te amar só a ti me entreguei
Mas contigo só tive decepção.
Não adianta conversa fiada
O que dizes pra mim não vale nada
Não vou esquecer do que me falava
Que jamais me causaria sofrimento
O que foi que mudou o pensamento
Da mulher que jurou que me amava.




Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

1.982 - COM P ESCREVO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 18 02 2016 e música:

Com P eu escrevo pato
Pista porca paturi
Peixe pétala pequi
Porcelana puro prato
Pistola porco polir
Pólvora pena punir
Peido peidão pescaria
Ponta pivô e peixeira
Pano preguiça peneira
Prostituta putaria.

Pílula pito pintinho
Ponteira puxa pedreira
Prego polido primeira
Pavorosa pergaminho
Petróleo perna perneira
Pavimento pente parteira
Pança pâncreas pelado
Peitudo povo pitu
Potó pérola pacu
Pendanga pavimentado.

Com P escrevo pipoca
Pelota peso portão
Piquenique punição
Palito pedra paçoca
Peixe próstata pulmão
Próximo pulga perdão
Pelourinho Pacoti
Povo pediu Portugal
Polícia Pedro pedal
Pavio puta Peri.

Penedo peba pincel
Peitoral poluição
Preguiçosa pimentão
Pitombeira Pimentel
Pirulito pau Pimenta
Peruca poço polenta
Peru Pará Paraná
Pernambuco Paraíba
Polo pote Parnaíba
Paraguai e Panamá.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

1.981 - NO BAR DA ESQUINA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 17 02 2016 e música:


Cheguei ao bar da esquina
Tava uma zoada danada
Alguns bêbados valentes
Com a cara toda inchada
Aproximei-me pra perto
Para ouvir a zoada.

E quando cheguei pra perto
Eu vi dois homens brigando
Todos dois falando Aldo
Um ao outro empurrando
A turma do deixa disso
Foi logo a briga apartando.

Tinha um senhor moreno
Que estava muito nervoso
O outro era baixinho
Estava mais cauteloso
O dono do bar dizia
Negão você é teimoso.

Tinha outros dois companheiros
Sem saber o que fazer
Separavam os briguentos
Pra não ver nenhum morrer
Os dois eram bons de briga
Pelo que eu pude ver.

Eu entrei no meio da briga
Com o intuito de apartar
Pedi calma aos valentões
Pra com a briga acabar
Mas temendo que ali
Murro pudesse levar.

Eu disse calma negão
Respondeu com fala fina
Que tinha sido agredido
Devido a canicilina
Felizmente não morreu
Ninguém no bar da esquina.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

1.980 - BALANCE O REMO DA CANOA MEU AMOR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 14 02 2016 e música: Do Balance o remo da canoa meu amor.


Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Sou o Erivaldo
Sou poeta escritor
Sou filho de cantador
Comboeiro é meu lugar
Meu pai Julio Aires
Foi cantador repentista
Na viola um artista
Que nasceu para cantar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Amo meu sertão
Gosto do interior
Lá se planta o amor
Lugar bom de se morar
Quando a chuva cai
O povo fica animado
Vai correndo pro roçado
Para o legume plantar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Quando se acorda
No correr da madrugada
Ouve-se a passarada
No arvoredo a cantar
Todos se levantam
Vão pro curral sem demora
Leite mugido na hora
É gostoso de tomar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa

Não sabe o que é remar.

Ouve-se o aboio
Do vaqueiro campeão
Que faz tremer o sertão
E o gado se alegrar
Logo o vaqueiro
Dar um aboio sem entalo
Montado em seu cavalo
Leva o gado pra pastar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Quando chega o roço
Já amola a roçadeira
Vai logo pra capoeira
Para o mato roçar
Mas ao meio dia
Deixa de roçar o mato
Pega a colher e prato
Para poder almoçar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.

Eu sou sertanejo
Hoje moro na cidade
Mas guardo com saudade
O meu querido lugar
Trabalho na rua
Para vender picolé
Em Deus tenho muita fé
Que pra lá hei de voltar.

Balance o remo da canoa meu amor
Segura o remo pra canoa não virar
Segure o remo que o remo é quem manda a proa
Quem nunca andou de canoa
Não sabe o que é remar.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.979 - DO TEMPO QUE EU ERA GENTE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 14 02 2016 e música:

No tempo que eu era gente
Tudo era diferente
Não é como no presente
Tinha amor no coração
No mundo havia justiça
Não conhecia preguiça
Eu sempre ía pra missa
Pra receber comunhão.

Eu vivia satisfeito
E fazia bom proveito
Levava a vida ao meu jeito
Sem a ninguém perturbar
Eu era bom cavalheiro
Trabalhava o dia inteiro
E não faltava dinheiro
Para nas festas gastar.

Ia pra onde queria
Pois ninguém me impedia
Minha vida a mim pertencia
Eu vivia em liberdade
De todos eu era amigo
Levava a paz comigo
Não conhecia inimigo
Era da sociedade.

Tinha casa pra morar
Um carro pra passear
Um bom som pra escutar
Não conhecia pobreza
Meu mundo era divertido
Bom salário garantido
Sujeito extrovertido
Amante da natureza.

Não tinha dificuldade
Fazia a minha vontade
Tinha voz de autoridade
Dava e tinha respeito
Era por todos amado
E querido e respeitado
Por mulheres adorado
Um cidadão do direito.

Tinha uma propriedade
Uma casa na cidade
E saúde a vontade
Era um cidadão descente
Em mim tinham confiança
A todos levava esperança
Hoje só tenho lembrança
Do tempo que eu era gente



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.