terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

1.975 - JOSÉ AIRES DE ALMEIDA FALECE EM ACOPIARA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 09 02 2016 e música:


Em nove de fevereiro
Um fato triste se deu
Aos oitenta e seis de idade
No hospital aconteceu
José Aires de Almeida
Em Acopiara morreu.

Nasceu no ano de trinta
Em primeiro de janeiro
Filho de Teófilo Aires
Lá no sítio Comboeiro
Foi violonista e pintor
Cantor gospel e cancioneiro.

Conhecido por Zé Aires
Pedreiro e poeta escritor
Nasceu na zona rural
Onde foi agricultor
Em sua vida exerceu
A função de professor.

Zé Aires era alegre
De uma educação rara
Que estava preste a morrer
Zé Aires me avisara
Por complicação cardíaca
Falece em Acopiara.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar

domingo, 7 de fevereiro de 2016

1.974 - SAUDADES DO SERTÃO ONDE NASCI.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 07 02 2016 e música:


Saudades do sertão onde nasci
Com meus pais e meus irmão me criei
E das estradas por onde passei
Linda infância que tão bem vivi
Tenho saudades da vida no passado
Como se fosse hoje estou lembrado
Berço amado com meus irmãos cresci
Lembro-me de tudo do mesmo jeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Eu nasci lá no sítio Comboeiro
No lugarzinho de nome Fechado
No Ceará meu querido estado
Acopiara torrão brasileiro
Terra boa de gente hospitaleira
Límpido céu azul e lua faceira
As madrugadas se ouvem a juriti
Seriemas formam dueto perfeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Atualmente eu moro na cidade
Bem distante do meu sertão amado
Como aventureiro fui pra outro estado
Deixei o sertão sem necessidade
Numa tarde límpida de sol quente
Fui embora deixando minha gente
Mas onde andei jamais esqueci
Falar mal da minha terra não aceito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Inda lembro da sala de ladrilho 
Da casinha de taipa onde nasci
Naquela cama de jirau senti
O colchão feito de palha de milho
No quarto escuro piso de terra
Onde era a varanda o poeta não erra
No alpendre amigos recebi
Cozinha com fogão de lenha no jeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

A casa de taipa não existe mais
Inda lembro a sombra do juazeiro
Do futebol de meias no terreiro

E os quintais não existem jamais
O Cajarana que tem minha idade
Nasceu comigo na propriedade
Pois juntamente com ele cresci
O mofumbeiro amigo perfeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

E aquele velho pé de aroeira
Precisava três homens pra o abraçar
Cortaram pra em cinzas transformar
Pra sempre o tiraram da capoeira
Inda lembro a pedra atravessada
E também da barragem arrombada
Riachos cheios quantas vezes eu vi
Águas barrentas saindo do leito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Majestosa Serra do Comboeiro
E o risonho Rio Quincolé
As estradas que tanto andei a pé
E o saudoso aboio do vaqueiro
Lembro o vaqueiro com roupa de couro
No cavalo na mata derrubar touro
Foi rebanhando gado que eu cresci
Fui menino disposto bom sujeito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Lembro do campo no Riacho Fundo
Depois mudou para o Comboeiro
O meu pai do time foi o goleiro
Do açude com o porão profundo
Recordo muito bem da cachoeira
Lembro dos lajedos e da pedreira
Do mandacaru e do pé de oiti
Das tanajuras que caiam de eito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.

Nunca esqueci da cacimba da briga
Banhos de açudes e nas cachoeiras
Corridas de cavalos nas cajazeiras
Da fuxiqueira que fazia intriga
Do roço e da cata do algodão
Das cirradas debulhas de feijão
Foi trabalhando na roça que cresci
Aprendi os costumes de homem direito
Inda até hoje eu guardo no meu peito
Saudades do sertão onde nasci.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.973 - NÃO AGUENTO MAIS VIVER COM ESTA SITUAÇÃO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 07 02 2016 e música;


Não aguento mais viver
Nesta situação
Com suas brigas infundadas
Sofre o meu coração.

Você passa o dia todo
Buscando com quem brigar
Eu que não gosto de briga
De ti eu vou me afastar.

Eu não sei como consegue
Ter motivos pra brigar
Pra não ouvir tantas brigas
Eu vou ter que lhe deixar.

Não suporto tantas brigas
Quero paz em minha vida
Quero me livrar de vez
Da tua língua comprida.

Você é o meu fracasso
A razão do meu sofrer
Com alguém como você
Não há quem possa viver.

Por você se achar a máxima
Nosso amor chegou ao fim
Viver sem você não presta
Contigo é bem mais ruim.

Tu destratas todo mundo
Nem a família respeita
Ninguém a suporta mais
Só tu se achas perfeita.

Você é a causadora
Da nossa separação
Não aguenta mais viver
Com esta situação.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

1.972 - COMO É MARAVILHOSO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 05 02 2016 e música:


Como é bonito ver
O manto verde da mata
E ouvir a saparia
Cantando em serenata.

E ver a terra molhada
Andar descalço na lama
Olhar o gado no campo
Sem pressa comendo na rama.

Acordar com os passarinhos
Cantando no arvoredo
E ouvir as seriemas
Em dueto no rochedo.

O Coruja caburé
Cantando pedindo sol
E as tardinhas no poente
O sol sumir no arrebol.

Ir cedo tirar o leite
Das vacas lá no curral
E tomar leite mugido
Na hora é muito legal.

Levantar de manhã cedo
Ir pra roça trabalhar
A noite voltar pra casa
Com a família descansar.

No ano de bom inverno
Há fartura no sertão
Sertanejo faz a colheita
Com carinho e emoção.

Nas noites enluaradas
Se ouve histórias de Trancoso
Ao alpendre da casa grande
Como é maravilhoso.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

1.971 - BALCEIRO DE POESIAS.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 02 02 2016 e música:


Mais uma vez eu repito
Que gosto muito de ler
Eu adoro pesquisar
Fazer verso e escrever.

É lendo que se aprende
Conhecimentos gerais
Que adquire o saber
Aprendendo muito mais.

Sou ligado à ciência
História e geografia
Sou poeta escritor
Convivo com a poesia.

Os meus versos são sadios
Tem oração é rimado
Só faço com garantia
Polido e metrificado.

O poeta quando é bom
Não plagia de ninguém
Tem o seu próprio modelo
Só escreve o que convém.

Tiro versos da cachola
No papel faço escrever
Divulgo na internet
Pra todos que quiser ler.

Eu me sinto prazeroso
Sentado ao computador
Relatando o dia a dia
De um poeta escritor.

Eu escrevo pelas ruas
Nas horas quentes e frias
Mostro pra vocês o meu
Balceiro de poesias.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

1.970 - FINJO QUE ESTOU VENDO

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 01 02 2016 e música:


Não estou preocupado
Com o que estão fazendo
Que fazem o que não fazem
Nem o que estão dizendo
Cada um faz o que quer
Eu finjo que estou vendo.

Se alguém está querendo
Todos fatos distorcer
Problema de cada um
Pois nada quero saber
Eu não quero outra coisa
Se não tranqüilo viver.

Não adiantam querer
Não bato língua nos dentes
Pois para mim tanto faz
Seja estranhos ou parentes
Vivo a vida como posso
Entre os outros viventes.

Mas muitos são pertinentes
Bate no mesmo teclado
Mas eu sou irredutivo
Nem estou preocupado
Tapo os meus dois ouvidos
E finjo ter escutado.

Eu tenho muito cuidado
Para não falar atoa
Tanto em conversas normais
Para patrão e patroa
Se a conversa foi ruim
Eu finjo que ela foi boa.

O meu pensamento
Em fatos ocultos lendo
Compreendendo ou não
Finjo está entendendo
Fecho os olhos pra não ver
Mas finjo que estou vendo.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.969 - CORAÇÃO INFERNAL.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 01 02 2016 e música:

Eu não sei como tem gente
Com um coração infernal
Que se alimenta do ódio
Só vive de fazer mal
Brutamente envenena
O pobre dum animal.

Este monstro tão brutal
Não devia ter nascido
Ou então nascido morto
Ou em criança morrido
Ou bem antes de nascer
No inferno ter sucumbido.

O mundo está perdido
Com tanta gente assim
Um sujeito desprovido
Que só sabe ser ruim
Enquanto os bons são levados
Os ruins não levam fim.

Esta gente tão ruim
Perversa e desumana
Judia dos animais
Não pertence à raça humana
Depredadora assassina
Ignorante e profana.

Acha-se pura e bacana
Mas inda tem a coragem
De matar os animais
Por prazer e sacanagem
Gente deste tipo é
Pior que o pior selvagem.

Inda diz ser bacanagem
Ter este comportamento
Para destruir a vida
Inventa um argumento
Para gente deste tipo
Peço o pior sofrimento.

Mau caráter violento
Destruidor animal
Um inimigo da vida
Implacável parcial
Quem é contra os animais
Tem coração infernal.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.