sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

1.919 - CHOVEU EM ACOPIARA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 25 12 2015 e música:


Nesta noite de natal
Jesus Cristo nos ampara
Meio a uma seca terrível
Que o sertanejo encara
Pela bênção do Divino
Choveu em Acopiara.

A chuva não foi tão forte
Mas deu pra molhar o chão
Com a chuva desta noite
Se eu morasse no sertão
Já plantaria um lastro
De Milho, fava e feijão.

Com a chuva do natal
Eu escrevo sem engano
As esperanças aumentam
A sair do desengano
Uma experiência boa
Do inverno do próximo ano.

Começou cedo da noite
Por muito tempo choveu
Hora fina hora mais forte
Foi bênção que Deus nos deu
Com a chuva o povo alegrou-se
E ao bom Deus agradeceu.

Hoje dia vinte e cinco
Céu continua nublado
Calor desapareceu
E o povo mais conformado
É final de cinco anos
De seca em nosso estado.

Os pássaros se alegraram
Árvore se acordara
Os animais se divertem
O produtor se prepara
Todos contritos em Deus
Choveu em Acopiara.



Francisco  Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

1.918 - SEM ELA O QUE VOU FAZER.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 24 12 2015 e música:


A mulher que tanto amo
Sem motivo foi embora
Nem se sequer disse-me adeus
O que vou fazer agora.

Pedi pra ela voltar
Não importa o que aconteceu
Dar-lhe-ei o meu perdão
Mas ela não quer mais eu.

Sem a tê-la aqui comigo
Minha vida não tem sentido
Sem seus beijos e seus carinhos
Estou no mundo perdido.

Ninguém pode imaginar
A dor que sinto no peito
Fiz tudo quanto ela quis
Pra me tratar desse jeito.

O dia passo chorando
À noite perco o sono
Por saber que ela hoje
Tem outro alguém por seu dono.

A solidão me arrasa
Não tenho gosto pra viver
Outra mulher eu não quero
Sem ela o que vou fazer.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.917 - O TRABALHO DIGNIFICA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 24 12 2015 e música:


Vou a caminho do trabalho
Indisposto a caminhar
Mesmo faltando saúde
Quase sem poder andar
Com disposição ou não
Eu tenho que trabalhar.

Forças tenho que buscar
Pra poder desenvolver
Mandar preguiça embora
E sem a nada temer
Tenho que ganhar dinheiro
Pra comprar o que comer.

Pra continuar viver
Trabalho com muito amor
Não gostando do que faço
Mas faço de bom humor
Enfrentando desafios
Gemo pra esconder a dor.

Creio em Deus nosso Senhor
Que um dia vai me ajudar
Embora com sacrifícios
Vitórias vou alcançar
No final direi amém
E ao Deus vou glorificar.

Eu gosto de trabalhar
Trabalho com harmonia
Além de ganhar o pão
Trabalho é terapia
Trabalhando arduamente
Ganho o pão de cada dia.

Trabalho com alegria
Com respeito e com humor
Em tudo que faço na vida
Exerço com muito amor
O trabalho dignifica
O homem trabalhador.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

1.916 - É TEU ANIVERSÁRIO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 21 12 2015 e música:


Hoje é teu aniversário
Felizmente não esqueci
Embora estando distante
Muitas emoções senti

Filha te parabeniso
Pelo teu aniversário
É mais um ano de vida
Contado em seu rosário.

Jesus Cristo te abençoe
Triplique tua idade
Por toda vida lhe dê
Saúde e felicidade.

Que tu conquistes na vida
Tudo quanto desejar
Com a bênção do Divino
Nada irá lhe faltar.

Tenha em toda sua vida
Muita paz e muito amor  
Junto aos seus familiares
Com a graça do Senhor.

Deus te proteja minha filha
Fazendo-te gloriosa
Pra em tudo que buscar
Tu sejas vitoriosa.

Deus te dê sabedoria
Tolerância e prudência
Sutileza e hombridade
Capacidade e paciência.

Desejo tudo de bom
Pra você  por toda vida
Hoje é teu aniversário
Parabens filha querida.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

1.915 - SE EU PUDESSE AGORA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 21 12 2015 e música:

Há se eu pudesse agora
Iria pra meu lugar
Rever minha terra querida
E meus parentes abraçar
Ouvir a voz da natura
E o tempo desafiar.

Ia correr e brincar
No meio do matagal
Buscava o gado na roça
E levava pro curral
Dava um aboio bonito
Pra alegrar o pessoal.

Pegava um animal
Botava a cela no bicho
Montaria no cavalo
Cavalgava no capricho
De peneira e gibão
Sem medo do carrapicho.

Sem poluição nem lixo
A selva contemplaria
Com amigos e parentes
Na relva me deitaria
Pegaria uma viola
E faria uma cantoria.

Sozinho ou com companhia
Contemplaria a natureza
Ia ver os rios cheios
Banhar-me na correnteza
E nadar de rio abaixo
Pra apagar minha tristeza.

Eu iria com certeza
Banhar-me na cachoeira
Ver as águas borbulhando
E fazendo corredeira
Formando cachos de espumas
Nevando sobre a pedreira.

No alto duma aroeira
Ouvir pássaros cantar
E nas águas do açude
Ir nadar e mergulhar
Levar anzol e galão

Pra com amigos pescar.

Pegar peixes e cozinhar
Na pescaria comer
Todos os dias bem cedo
Contemplar o alvorecer
Manhã ver nascer o sol
E a tarde se esconder.

Ouvir cigarra gemer
Nas horas quentes do dia
Ver na escuridão da noite
Ofuscando em harmonia
Os astros no firmamento
Esbanjando simpatia.

E a lua quem diria
Bela risonha e garbosa
Prateando as noites escuras
Tão bonita e majestosa
Vigilantes dos amantes
Sedutora e dengosa.

Minha terra santa e mimosa
Onde nasci e me criei
Lá vivi minha infância
Sem motivos a deixei
Preciso revê-la mas
Quando voltarei não sei.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 20 de dezembro de 2015

1914 - ESPERO CHEGAR A VEZ.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 20 12 2015 e música:


Se eu tivesse viola
Aproveitava a vez
Aqui nesta cantoria
Com estima e sem talvez
Colocava-a no peito
E cantava pra vocês.

Comigo não há talvez
Tem que haver sinceridade
Pois não adoto mentiras
Eu tenho dignidade
Eu odeio a incerteza
E aprovo a verdade.

Eu tenho capacidade
De fazer versos na hora
Sou poeta escritor
E escrevo mundo afora
Sendo obrigado cantar
O repente não demora.

Pra fazer versos na hora
Tenho fértil inspiração
Gosto muito de escrever
Que vem na imaginação
Com a poesia eu faço
Alegrar meu coração.

Com a caneta na mão
Escrevo o que dar vontade
Não plagio de ninguém
Sou poeta de verdade
Gosto muito do que faço
Faço com facilidade.

Não sou só pela metade
Posso Isto comprovar
Da mesma forma que escrevo
Cantando sei versejar
Espero chegar a vez
Para começar cantar.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.913 – IMPRESTÁVEL.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 19 12 2015 e música:


Sou comida estragada
Que faz mal a quem comer
Sou a água poluída
Que ofende a quem beber.

Sou moeda enferrujada
De dinheiro sem valor
Sou um cara apaixonado
Que nunca teve amor.

Eu sou uma lata velha
Que no lixo foi jogada
Uma tampa de garrafa
Amassada na calçada.

Sou igual disco riscado
Que não serve pra tocar
Igual uma roupa velha
Que ninguém quer mais usar.

Sou igual prato quebrado
Que já não tem mais conserto
Igual rosca estrompada
Que não arroja no aperto.

Igual farinha mofada
Que não serve pra pirão
Sou meleca de galinha
Esborrotada no chão.

Eu sou igual cerca velha
Que não pega mais remonte
Sou igual dor de barriga
Quando ataca deixa o monte.

Sou a voz que não se ouve
E doença incurável
Sou planta que não dar frutos
Eu sou um ser Imprestável



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.