domingo, 16 de agosto de 2015

1.853 - DIA COMUM.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 16 08 2015 e música;

Hoje foi mais um dia
Que passou e não percebi
Nada de importante vi
Pra mim foi dia comum
Como sempre acordei cedo
Não vi nada de anormal
Tudo aconteceu igual
Sem nada de incomum.

Eu vi as mesmas pessoas
Que todo o dia vejo
Tive o mesmo desejo
Mas nada realizei
Tive os mesmos problemas
Ouvi os mesmos cantores
E senti as mesmas dores
Os mesmos remédios tomei.

Igual os anteriores
Eu fiquei o dia inteiro
Triste por não ter dinheiro
Para poder viajar
Assim são todos os dias
Não vi qualquer diferença
Cumpri a mesma sentença
Não sai para brincar.

Foi um domingo fajuto
Em minha casa me prendi
Visitas não recebi
Passei o dia sozinho
A noite está silencia
Só um grilo faz barulho
Zombando do meu orgulho
Por ir dormir sem carinho.

Eu olho e só vejo livros
E frente ao computador
Por ser poeta escritor
Faço esta poesia
Pois neste dia comum
Não há mais o que fazer
Só abrir a boca e dizer
Que venha um melhor dia.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar

domingo, 9 de agosto de 2015

1.852 - PRA SER ASSIM DESTRUIDA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 09 08 2015 e música:


Se o humano foi criado
Por nosso Deus criador
Do barro feito com amor
No paraíso foi lotado
Seduzidos pela serpente
Adão e Eva inocente
Comeu da fruta proibida
Perdendo seu endereço
Nossa vida não tem preço
Pra ser assim destruída.

Ser humana desacata
Rouba e lesa no jogo
Usando arma de fogo
Assalta e depois mata
Humilha e faz refém
Leva tudo que se tem
Por uma bala perdida
Uma vida vai pro avesso
Nossa vida não tem preço
Pra ser assim destruída

Por causa da ambição
País invade outra terra
O outro declara guerra
E faz a convocação
De milhares de soldados
De ambos lados armados
Pela pátria dão a vida
Quantos morreram esqueço
Nossa vida não tem preço
Pra ser assim destruída.

Por qualquer um desatino
Numa simples bebedeira
Alguém saca uma peixeira
Já se torna assassino
Numa traição qualquer
O homem mata a mulher
E pra não perder a vida
Vai embora do endereço
Nossa vida não tem preço
Pra ser assim destruída.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1851 - NÃO INTERESSA PROS OUTROS.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 09 06 2015 e música:

Não interessa pros outros
O que sou ou deixo de ser
O que quero ou que não quero
Que faço ou deixo de fazer.

Se eu estou vivo ou morto
Se sou sadio ou doente
Caso sou pobre ou rico
Sou burro ou inteligente.

Se eu existo ou não existo
Se mando ou sou se mandado
Se sou louco ou sou esperto
Analfabeto ou formado.

Se moro sozinho ou não
Se sei ler e escrever
Não importa donde que vim
Nem a forma do meu nascer.

Não interessa meu passado
Muito menos meu presente
Se tenho idéias ou não
Se sou lixo ou descente

Trabalho ou não trabalho
Tenho ou não capacidade
Sou alto médio nanico
Faço ou não minha vontade.

Se sou bravo ou se sou manso
Amante da natureza
Defensor dos animais
Sou fã ou não da beleza.

Se sou alegre ou triste
Afortunado ou sofredor
Se amo a vida ou não
Tenho ódio ou amor.

Se tenho paz ou revolta
Respeito por meu irmão
Nem se no meu bravo peito
Há pedra ou coração.

Represento muito pouco
Tanto faz viver ou morrer
Não interessa pros outros
Que sou ou deixo de ser.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar;

terça-feira, 4 de agosto de 2015

1.850 - DUETO COM PASSARINHO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 04 08 2015 e música:


Lá em casa faço dueto
Com o amigo passarinho
Passarinho por tá preso
E eu por falta de carinho.

Já está com muito tempo
Que estou morando so9zinho
Minha única companhia
É um amigo passarinho.

Sem motivo aparente
O meu amor me deixou
Como pássaro errante
Bateu asas e voou.

Lá em casa faço dueto
Com o amigo passarinho
Passarinho por tá preso
E eu por falta de carinho.

Eu não sei pra onde foi
Nem o que anda fazendo
Motivo dela ter ido
Ainda não tou sabendo.

Rogo a Deus todos os dias
Para o meu amor voltar
Se com ela foi difícil
Viver sem ela não dar.

Lá em casa faço dueto
Com o amigo passarinho
Passarinho por tá preso
E eu por falta de carinho.

Quando a saudade aperta
Fico chorando baixinho
Vou a gaiola e canto
Dueto com passarinho.

Porém, se eu choro de cá
Ele entristece de lá
Se ele canta de lá
Ai eu choro de cá.

Lá em casa faço dueto
Com o amigo passarinho
Passarinho por tá preso
E eu por falta de carinho.

Passarinho da gaiola
De lá não pode sair
E eu aqui nesta casa
Buscá-la não posso ir.

Ele preso na gaiola
Eu sem amor e carinho
Derramando pranto faço
Dueto com passarinho.

Lá em casa faço dueto
Com o amigo passarinho
Passarinho por tá preso
E eu por falta de carinho.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 2 de agosto de 2015

1.849 - EU QUERO SER ÚTIL.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 02 08 2015 e música:


O pobre não é ninguém
Ninguém o ver nem dar fé
Principalmente a mim
Vendedor de Picolé.

Eu quero muito ser útil
Mas poucos me dão valor
Por fazer o que eu faço
Como simples vendedor.

Eu também tenho idéias
E sugestões a fazer
Mas se ninguém me ouvir
Nada posso oferecer.

Os políticos poderiam
Pelo menos me ouvir
Só me ouvindo saberiam
Que tenho pra sugerir.

Pois de onde menos se espera
Mais se pode oferecer
Mas aqui é o contrário
Humilde não tem saber.

Eu quero muito ser útil
Esta chance não me dão
Pois sem a permissão deles
Minhas idéias são em vão.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.848 - NÃO VÃO QUERER ME OUVIR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 02 08 2015 e música:


Aqui na minha cidade
A economia vai mal
Em toda sua existência
Nunca se viu crise igual
A população comenta
Mas ninguém se movimenta
Para buscar o Real.

Comerciante reclama
Por não ter a quem vender
Quando vende é fiado
Difícil de receber
Vem um mal intencionado
Mesmo assim vende fiado
Sabendo que vai perder.

Principal grana que entra
É do nosso aposentado
Que já nem dorme direito
Por está endividado
Devido à facilidade
Vai ao banco da cidade
E faz o consignado.

A outra parte que entra
É por meio do empregado
Que também está devendo
Com compromisso atrasado
Ele precisa comer
Calçar, vestir e beber
O jeito é comprar fiado.

Pra toda situação
Sempre haverá um jeito
Mas é preciso coragem
Para analisar direito
Meios ninguém quer buscar
Pois é mais fácil jogar
Toda culpa no prefeito.

Para o nosso município
A saída é produzir
Pra que isto aconteça
É preciso se unir
Eu tenho a solução
Mas gestor e população
Não vão querer me ouvir.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

sábado, 1 de agosto de 2015

1.847 - TERMINA SE DANDO MAL.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 01 -8 2015 e música:


Existe gente por ai
Que não tem o que fazer
Porém, se tem não o faz
Mas tem péssimo prazer
De falar da vida a leia
Como forma de lazer.

Ontem eu fiquei sabendo
Que existe um alguém
Que vigia a minha vida
Pra ver se tá tudo bem
Quer ver quem entra quem sai
E minha vida também.

Até já andam dizendo
Que sou desajuizado
Que estou ficando louco
Acham que tou perturbado
Que tou perdendo a noção
Do que se passa ao meu lado.

Eu quero que todos saibam
Que eu estou muito bem
Eu cuido da minha vida
Da forma que me convém
Que jamais quero saber
Da vida de seu ninguém.

Esta pessoa maldosa
Devia ter mais cuidado
Em ver sua própria vida
E o que ocorre ao seu lado
Olhar bem aonde pisa
Para não ser machucado.

Esquecer que eu existo
Já me faz grande favor
Não dependo do ninguém
E de mim sou o senhor
Sou de maior e mais eu
Não preciso protetor.

Eu tenho vida própria
Sei muito bem o que faço
Responsável por meus atos
E sou dono do meu passo
Sei muito bem onde piso
E onde usar o compasso.

Alguém que age assim
É cego e não tem saber
Analfabeto de berço
Desconhece o seu dever
Um hipócrita autêntico
Destruidor de prazer.

Quero aqui advertir
Esta pessoa maldosa
Quando for falar em mim
Lave sua boca sebosa
Pois não quero me sujar
Com sua língua porcosa.

Antes de ver os meus erros
Primeiro veja os seus
Deixe-me que sou capaz
De ver os pecados meus
Diga não a satanás
E tenha a bênção de Deus.

Eu não sei quem você é
Nem também quero saber
Faz de conta que não existo
Que o mesmo eu vou fazer
Não quero ter desprazer
De um dia te conhecer.

Quem com muitas pedras bole
Poderá se machucar
Quem passa em água corrente
Corre o risco de afogar
Termina se dando mal
Quem vive dos outros falar.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar