quinta-feira, 13 de abril de 2023

3.117 - DA TERRA DO LAVRADOR.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 08 04 2023 e música:

 

 

Sou cidadão brasileiro

Nascido em Acopiara

Terra de beleza rara

Sou filho de violeiro

Eu nasci no Comboeiro

Sou poeta escritor

Repentista trovador

Poemista cordelista

Sou um pequeno artista

Da terra do lavrador.

 

Eu sou líder desportista

E líder comunitário

De Deus eu sou operário

Um cidadão ativista

Teu o meu ponto de vista

Como poeta escritor

De picolé vendedor

Um sujeito realista

Sou um pequeno artista

Da terra do lavrador.

 

Eu gosto de trabalhar

Pra ganhar algum dinheiro

Sou um cara aventureiro

E adoro viajar

Também gosto pesquisar

Das coisas ser sabedor

Do mundo conhecedor

Sem jamais sair da pista

Sou um pequeno artista

 Da terra do Lavrador.

 

Sou poeta polemista

Que gosta de escrever

Escrevo pro povo ler

Um humilde cordelista

Na condição repetista

Tento mostrar meu valor

No verso eu sou doutor.

Sou um cara otimista

Sou um pequeno artista

Na terra do lavrador.

 

 

Faço repente na hora

Sou poeta de bancada

Numa mesa ou na estrada

Minha inspiração aflora

Se quiser eu faço agora

Sou poeta trovador

N rima sou professor

Genealogista e contista

Sou um pequeno artista

Da terra do lavrador.

 

Poeta que é poeta

Busca fazer o melhor

Mesmo não sendo o maior

Faz poesia correta

A poesia completa

O poeta escritor

Não basta ser rimador

Repentista ou letrista

Sou um pequeno artista

Da terra do lavrador.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sábado, 8 de abril de 2023

3.116 - EU OLHO.

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 05 04 2023 e música:

 

 

Eu olho pro infinito

Ao longe na expansão

Vejo os astros brilhando

Extinguindo a escuridão

São maravilhas divinas

Que Deus fez com sua mão.

 

Olho ao meu redor e vejo

Do Criador seus primores

Campos verdes e floridos

Sentindo o aroma das flores

E casais de namorados

Trocando juras de amores.

 

Olho pro poente e vejo

Belezas ao pôr do sol

Seus lindos raios dourados

No esplendor do arrebol

Multicolorindo as nuvens

E eu jogando futebol.

 

Olho pro nascente e vejo

Por cima daquele monte

Raios dourados do sol

Se expandir no horizonte

O nascer dum novo dia

E eu ali bem defronte.

 

Olho para o céu e vejo

A lua da cor de prata

Com sua tenra candura

Embeleza a verde mata

E eu aqui pra minha deusa

Fazendo uma serenata

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.115 - TRISTE SERENATA.

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 04 04 2023 e música:

 

 

Ouça querida esta triste serenata

Que eu fiz para você querida

Abra teu coração não seja ingrata

Largue tudo vem cuidar da minha vida.

 

Nesta canção lhe direi tudo que

Meu peito sente com a tua ausência

Com muito amor escrevi pra você

Viver sem ti Não há maior penitência.

 

Abra a janela e venha escutar

A triste voz deste infeliz seresteiro

Que tristonho canta para não chorar

Suspirando a dor dum amor primeiro.

 

Veja as lágrimas que correm no meu rosto

Ao triste som dum chorão violão

Viver a teu lado é meu maior gosto

Não decepcione o meu coração.

 

Se por acaso dormindo estiver

Querida acorde, vem me escutar.

Não finja não ouvir, nem vai se esconder

Abra a porta e vem comigo falar.

 

Desperta querida e abra a porta

Vem ver meu amor o lar cor de prata

Nesta noite linda de lua tão bela

Ofereço-te esta triste serenata.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 7 de abril de 2023

3.114 - A CARTILHA DO POETA.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 03 04 2023 e música:

 

 

Não só basta ser poeta

Para fazer poesia

Tem que conhecer as normas

Pra fazer com garantia

E ter domínio da mesma

Não cometer heresia.

 

Quem tem o dom da poesia

Deve a Deus agradecer

É dos dons o mais divino

É necessário saber

Usá-lo de forma sábia

Pra não se comprometer.

 

Poetizar sem saber

É como andar no escuro

Tropeçar em pedregulho

Ficar em cima do muro

Ir sem saber onde vai

É poeta inseguro.

 

Pra ser poeta seguro

Precisa se conhecer

Tem que ter o dom poético

Ter classe e muito saber

Tem que ser estudioso

E jamais se aborrecer.

 

Ter domínio no saber

Gostar daquilo que faz

No repente ou na escrita

Provar do que é capaz

Ser humilde e pacífico

Onde for levar a paz.

 

Zelar pelo dom que faz

E estudar sem parar

Ter boa biblioteca

Para puder pesquisar

Dicionário ao lado

Mui cuidado no falar.

 

Tem que saber respeitar

E respeitar muito bem

Não andar de salto alto

E não difamar ninguém

Nunca falar heresia

Fazer só o que convém.

 

 

Não envergonhar ninguém

Ser do dever cumpridor

Ajudar o seu parceiro

Seja orientador

No dom todos são iguais

Cada um com seu valor.

 

Não importa ser doutor

Ou de pouca formação

Pra ser um poeta sábio

Tem que ter educação

Não se julgar o maior

Para não cair no chão.

 

Evitar vícios então

Pra não se envergonhar

Não se apossar do alheio

Sem ter autorização

Seja honesto na partilha

Livre-se da perdição.

 

É preciso união

E responsabilidade

Não rebaixar o parceiro

Seja amigo de verdade

Enfrente os desafios

Dentro da legalidade

.

Não use imoralidade

Em nada do que for fazer

Seja amigo do amigo

E nada de ofender

Respeito o inimigo

E busque se proteger.

 

Tem que saber conviver

Use a diplomacia

Pois o dever do poeta

Não é só a poesia

Busque saber onde pisa

No lidar do dia a dia.

 

No ramo da poesia

Pode cantar e escrever

Não derrube o colega

Para se puder crescer

Não pise e nem machuque

Para-se puder vencer.

 

A ninguém desmerecer

Más usá-lo para o bem

A poesia é sagrada

Feliz daquele que tem

Dom de fazer poesia

Levamos muito além.

 

 

Trate os outros com desdém

Nela se tem acalento

Expressa-se a alegria

A mágoa e o sentimento

Faça dela a terapia

Pra curar seu sofrimento

 

O poeta é detento

Também é educador

Seja qual for estilo

O poeta é doutor

Nunca deve se esquecer

Que também é professor.

 

Repentista ou escritor

Não existe dom maior

Ser poeta analfabeto

Não terá coisa pior

Poeta tem que estudar

Pra deixar de ser menor.

 

Buscar fazer o melhor

Concernente a poética

Estrofes, versos e rimas

Sem jamais fugir da métrica

Tá atento a oração

E escrever com estética.

 

Conhecer bem a poética

E o dever do repentista

Do poeta escritor

Seja ele polemista

Saber diferenciar

O poeta cordelista.

 

O poeta repentista

Faz poesia na hora

O poeta escritor

Escreve-a sem demora

Aquilo que se escrever

Não se deve jogar fora.

 

Os advirto agora

Para cuidado tomar

Todo trabalho escrito

É preciso registrar

Somente assim é possível

Com segurança guardar.

 

Se deve sempre assinar

Sua obra literária

Pra evitar desconforto

Não tome direção contrária

Pra proteger sua obra

Não vai em trilha arbitrária.

 

 

Sua obra literária

Deverá ser publicada

Em livros ou em cordéis

Conforme for preparada

Mande pro Depósito Legal

Para ficar bem guardada.

 

Há uma lei publicada

Na esfera nacional

Mandar um exemplar da obra

Pro Depósito Legal

Pra evitar o confisco

De sua obra integral.

 

Um poeta de moral

Não pode ser leviano

Estar sempre bem vestido

Jamais seja desumano

Não minta e não agrida

Seja reto e não profano.

 

Jamais cometa engano

Se cometer peça perdão

Busque sempre ajudar

Quem pede orientação

Não queira só pra você

Compartilhe, com  o irmão.

 

Seja um bom cidadão

Não cometa heresia

Seja pessoa do bem

Jamais faça grosseria

Se mantenha sempre ativo

A todas horas do dia.

 

Poesia é alegria

É uma arte completa

O poeta é um sábio

De sabedoria reta

Pra ser bom tem que seguir

A cartilha do poeta.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

sábado, 1 de abril de 2023

3.113 - TENHO MEDO DE TER MEDO.

 

Autor: Erivaldo Alencar

 

Letra: 31 03 2023 e música:

 

Há muita gente que tem

Medo do ver e não ver

Pessoas medrosas que

Tem medo até de saber

Do que está tendo medo

Tem medo até sem querer.

 

Tem medo até em dizer

E ouvir alguém falar

Tem medo de lagartixa

E medo até de chorar

Medo quem faz é a gente

Conforme melhor achar.

 

Medo se pode inventar

Da forma que se quiser

Medo grande e pequeno

Da forma que convier

O medo somente existe

Por que a gente que quer.

 

Salve-se dele quem puder

O medo a ninguém convém

Uns ficam paralisados

Já outros gritam também

Enquanto há outros que correm

Já outros dizem amém.

 

Tem gente que medo tem

Da chuva e do trovão

Da cobra e do relâmpago

Do vento e do furacão

Medo do tremor de terra

Da água do riachão.

 

Do cachorro e do leão

Medo de andar sozinho

Baratas e escorpiões

Medo até de passarinho

Da raposa e do guará

Tamanduá e espinho.

 

Medo de ficar sozinho

E de montar em cavalo

Do sapo e da Mãe-da-lua

Da cauã, piru e galo

Do escuro e da altura

Lagartas e do estalo.

 

Aproveitando o embalo

O medo não é segredo

Medo pra mim não existe

Sem medo escrevo enredo

Sou franco em dizer só

Tenho medo de ter medo

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

quinta-feira, 30 de março de 2023

3.112 - A MIM NÃO VAI FERIR.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 30 03 2023 e música:

 

 

Você tá muito nervosa

Tenha mais moderação

Sei que não está de prosa

Por que tanta confusão.

 

Por que tanto xingamento

Procure se controlar

O teu aborrecimento

Não vai me fazer mudar.

 

Por que tanta grosseria

Toda esta baixaria

Jamais vai me atingir.

 

Sei que você tá zangada

Violência não leva a nada

Pois a mim não vai ferir.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.111 - XINGA-ME COMO QUISER.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 30 03 2023 e música:

 

 

Xinga-me como quiser

É o que sabe fazer bem

Venha lá como vier

Diga tudo que lhe convém.

 

Nada vai me afetar

Não farei nada contigo

Xinga-me até cansar

Não ouço o que diz comigo.

 

Tu se achas poderosa

Uma mulher vaidosa

Busque a vida que quiser

 

Que diz não vai me ferir

Ficarei só de ouvir

Xinga-me como quiser.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.