domingo, 12 de setembro de 2021

2.796 - COM ELA ME CASEI.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 09 2021 e música:

 

 

Encontrei uma menina

Debaixo do juazeiro

Pegando juá maduro

Pra seu amor verdadeiro.

 

Quando me viu assustou-se

Seu rosto empalideceu

Esqueceu seu namorado

Para meus braços correu.

 

Confesso fiquei surpreso

Pra assim se comportar

Retribui seu abraço

Seu rosto pus a beijar.

 

Saímos de braços dados

Pra minha casa a levei

Deixou o seu namorado

E com ela me casei.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.795 - PURITANO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 09 2021 e música:

 

 

Hei você que gosta de reclamar

Que para você tudo está errado

Reclama mas não sabe como arrumar

Que se acha um puritano sagrado.

 

Cala-te a boca se veja primeiro

Pois você não tem nada de puritano

Tu és um linguarudo fofoqueiro

Tens língua ferina coração tirano.

 

Com tua boca suja diz o que quer

Que venha você de onde vier

É o pior do lixo e sem respeito.

 

Você não tem nada de puritano

Sem prestígio algum é um desumano

Que vive em tudo botando defeito.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.794 - MAIS UNIÃO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 09 2021 E MÚSICA:

 

 

Sou poeta escritor

Da terra do lavrador

Poetizo com amor

Sou amigo do saber

Gosto fazer poesia

Minha maior alegria

Escrever com harmonia

Pra aquele que quiser ler.

 

Eu sei que não sou letrado

Mas me sinto preparado

Pra dar conta do recado

Tenho bom conhecimento

Sei que não sou o maior

Também não sou o menor

Busco fazer o melhor

Explorando meu talento.

 

Não sou poeta mofino

Deus deu-me este dom divino

Eu já não sou mais menino

Versejo com consciência

Gosto ler e escrever

Poesia me dar prazer

Faço dela meu lazer

Minha fonte de ciência.

 

Nela dou opinião

E sem discriminação

Dou recado e sugestão

Dou parecer para o bem

Sou poeta cordelista

Pesquisador, poemista

Crítico, genealogista

E trabalhador também.

 

Sou amigo do amigo

Respeito meu inimigo

Com ninguém eu me intrigo

E a todos dou atenção

Sou amigo da verdade

Digo com seriedade

A nosso sociedade

Tem que ter mais união.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.793 - EU AMO A MINHA TERRA.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 12 09 2021 e música:

 

 

Eu  amo a minha terra

O meu velho pé de serra

Minha garganta não emperra

Quando dela vou falar

Eu subo o mais alto monte

Contemplando o horizonte

Bebendo água da fonte

O ar puro a respirar.

 

A muito tempo a deixei

Novo horizonte busquei

Mas jamais esquecerei

A minha terra querida

Pra qualquer lugar que eu for

Serei o seu defensor

A terra que tenho amor

É a que me deu a vida.

 

É lá onde os passarinhos

Constroem seus belos ninhos

Cuidam bem dos filhotinhos

Livrando dos predadores

Onde a chuva cai no chão

Relâmpago faz clarão

E estremece o trovão

Alegrando os produtores.

 

Óh minha terra querida

A ti darei minha vida

Com a alma dolorida

Eu tive que lhe deixar

Pra muito longe parti

Novos caminhos segui

Mas nunca te esqueci

Pra sempre vou te amar.

 

De vez em quando vou lá

Mas vou ficando por cá

Estou planejando já

Voltar pro meu pé de serra

Para rever minha gente

Tomar banho ao sol quente

Disse e digo novamente

Eu amo a minha terra.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

2.792 - MINHA VIDA NO PASSADO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra:: 10 09 2021 e música:

 

 

Ainda tenho lembrança

Da minha vida no passado

De tudo quanto passei

Ainda estou lembrado

Tempo que não volta mais

Que tá no peito guardado.

 

Reviver nosso passado

É novamente viver

Qualquer que seja o detalhe

Jamais se pode esquecer

Comparar com o presente

Faz melhor se conhecer.

 

Eu jamais vou esquecer

Os caminhos que passei

A casa onde nasci

Lugar onde me criei

E a minha terra querida

Que há muito tempo deixei.

 

Mas hoje me recordei

Do meu pé de juazeiro

E do pé de cajarana

Lá no final do terreiro

Tinha em frente da casa

Um pequeno Pau-pereiro.

 

Naquele enorme terreiro

Com meus amigos brinquei

Bolas de meias e seringa

Bolas de couro joguei

Peteca e jogo de bila

Grandes momentos passei.

 

De ciranda eu brinquei

Passa anel e casamento

Das brincadeiras de rodas

Lembro a todo o momento

Do trisca e do passa passa

Tudo era divertimento.

 

Não esqueço um só momento

Das boiadas nas estradas

O grito da mãe-da-lua

As festivas madrugadas

Dormir ao som do chocalho

E acordar com as passaradas.


Das noites de trovoadas

O tiritar da biqueira

Brilho forte do relâmpago

E o ronco da cachoeira

Riachos em enxurradas

E o roço da capoeira.

 

O florir da catingueira

Da época da plantação

Da capina do roçado

Da colheita do feijão

E as disputas ferrenhas

Da colheita do algodão.

 

O chororô do carão

Pedindo a Deus pra chover

O dueto das cauãs

Ver o dia amanhecer

Seriemas em dueto

E o lindo entardecer.

 

Também não posso esquecer

Da noite a escuridão

Da lua da cor de prata

Prateando o meu sertão

Das corridas de cavalos

Da poeira no estradão.

 

Ver chuva cair no chão

Das história do Caipora

Tirar o leite e beber

Leite mugido na hora

Levar o gado pro pasto

Ouvir o nambu que chora.

 

Despertar com o sericora

Por as cabras no chiqueiro

Aboiar e ouvir

O aboio do vaqueiro

Curar borrego e cabritos

Cedo varrer o terreiro.

 

Lembro quando fui vaqueiro

E da lida com o gado

Tudo isto e muito mais

Está no peito guardado

Choro sempre ao lembrar

Da minha vida no passado.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

 

 

 

 

 

domingo, 5 de setembro de 2021

2.791 - BUSCAR LÁ FORA OPORTUNIDADE.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 04 -9 2021 e música;

 

 

Acopiara você não me quer mais

Me expulsas, tenho que ir embora.

Irei deixar a terra dos meus pais

Como estranho buscarei viver lá fora.

 

Estou cansado de tanto sofrer

Dos problemas não encontro saída

O que passo  ninguém ouve ninguém ver

Buscarei lá fora a terra prometida.

 

Tou triste por tomar esta decisão

Tenho que ir não tenho outra opção

Tentar lá fora minha felicidade.

 

Deixo a terra que nasci fui criado

Mediante ao descaso sou obrigado

Buscar lá fora oportunidade.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

2.790 - EM CINZAS FOI TRANSFORMADA.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 02 09 2021 e música:

 

 

No lugar eu nasci tinha

Uma planta que chorava

Sobre a terra a noitinha

Suas lágrimas derramava.

 

A frondosa catingueira

A noite molhava o chão

Transformada em fogueira

Numa noite de São João.

 

A catingueira chorosa

De uma forma criminosa

Teve sua vida ceifada

 

Pela violência humana

Numa chama desumana

Em cinzas foi transformada.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.