terça-feira, 7 de março de 2017

2.146 - A MORTE VIR ME BUSCAR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 07 03 2017 e música:


As horas estão passando
Os dias também tão indo
Minha idade aumentando
E a velhice está vindo.

A morte se aproveita
Enchendo-me de doenças
Com desculpa imperfeita
Trama injustas desavenças.

Indo e vindo por estradas
Já com as pernas cansadas
Quase sem poder andar.

Sem poder vou trabalhando
A todo instante esperando
A morte vir me buscar.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sábado, 4 de março de 2017

2.145 - JAMAIS VOU SER.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 04 03 2017 e música:


Se não nasci pra cantar
Jamais vou ser cantador
Se não nasci pra a escrita
Jamais serei escritor
Se não nasci pra ser padre
Jamais serei pregador.

Se não nasci pra tocar
Jamais vou ser tocador
Se não nasci pro trabalho
Não vou ser trabalhador
Se não nasci pra política
Não vou ser vereador.

Se não nasci pra estudar
Jamais eu vou ser doutor
Se não nasci para o rádio
Jamais vou ser locutor
Se eu não nasci pra bola
Jamais vou ser jogador.

Se não nasci pra imprensa
Jamais vou ser jornalista
Se nunca faço viagem
Jamais eu vou ser turista
Se eu não nasci pra carro
Jamais vou ser motorista.

Se não gosto de bebida
Jamais eu irei beber
Se nunca eu amar na vida
Jamais eu irei sofrer
Se eu não quero ser nada
Nada jamais na vida vou ser.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.144 - MEU QUERIDO LUGAR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 04 03 2017  e música:


Eu nasci num pé de serra
Junto com os animais
Numa pequena chupana
No meio dos matagais
Trabalhando lá na roça
Com meus irmãos e meus pais.

Na agricultura de base
A trabalhar aprendi
A lidar com a criação
Desde quando me entendi
Com o trabalho da roça
Enricar não consegui.

Talvez por começar cedo
Eu gosto de trabalhar
Não é mais na agricultura
Mas não consigo parar
Hoje na cidade tenho
Saudade do meu lugar.

Orgulho-me em ser matuto
Um matuto da mão grossa
Que se criou lá no sertão
Morando numa palhoça
A semana de sol a sol
Trabalhando lá na roça.

Eu adoro a minha terra
Embora esteja distante
Dos trabalhos que eu fazia
Eu era perseverante
Da terra onde nasci
Não esqueço um só instante.

Naquelas terras tão boas
Se plantando tudo dar
Quando tiver um tempinho
Por lá eu vou passear
Para matar a saudade
Do meu querido lugar.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.143 - PERDÃO PARA A MULHER QUE FOI O MEU AMOR.


Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 04 03 2017 e música;


Que adianta ouvir o bem-te-vi
Alegremente cantando na praça
Sem pressa sem destino estou aqui
Lamentando toda minha desgraça.

Choramingando com o peito partido
Bebendo sozinho aqui nesta mesa
Tudo por causa dum amor perdido
Na bebida afogo a minha tristeza.

Solitariamente curto a solidão
Enquanto a vejo dançar no salão
Minha alma se tortura de dor.

Não guardo ódio só decepção
Que posso fazer é dar o meu perdão
Para a mulher que foi o meu amor.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 3 de março de 2017

2.142 - NÃO CORRO SEM VER DO QUE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 03 03 2017 e música:


Não nasci pra ser valente
Nem pra ser cabra de peia
Sou um cara inteligente
Sem medo de cara feia.

Eu não sou tão corajoso
Eu vou ter medo porque?
Mas também não sou medroso
Eu vou enfrentar você.

Você me chama de mole
Comigo você não bole
Sabe muito bem por que.

Eu já lhe disse e repito
Aqui vou deixar escrito
Não corro sem ver do que.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 2 de março de 2017

2.141 - MAL DOBRADO PARA O NÃO FUMANTE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 02 03 2017 e música:


Meus pulmões não estão mais suportando
A maldita fumaça do cigarro
Eu convivo com quem vive fumando
E onde vou com fumaça esbarro.

É óbvio que fumante não entende
Cigarro é do câncer causador
A nicotina nos pulmões se prende
Além da morte causa grande dor.

Fumo leva saúde e trás doença
Assim sendo só fuma quem não pensa
Fumo é droga e é bom ficar distante.

Além de exalar um forte odor
Também faz grande mal ao fumador
E mal dobrado para o não fumante.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.140 - PASSOU A NOITE CHOVENDO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra:  02 03 2017 e música:


Aqui em Acopiara
Passou a noite chovendo
Chuva fina molhadeira
É o que estamos vendo
A terra tá bem molhada
O sertanejo tá dizendo.

Finalmente Deus lembrou
Do meu querido sertão
Mandou a seca embora
Para outra dimensão
Botou chuva em abundância
Pra poder molhar o chão.

Só falta mandar a água
Para os açudes encher
Mas inda há muito tempo
E Ele vai nos atender
Nem animais nem o povo
De sede irão morrer.

Só lamento não poder
Tá na roça trabalhando
Ao canto dos passarinhos
Com o meu corpo suando
Vendo a mata verdejante
E a planta prosperando.

Mesmo que eu quisesse ir
Eu jamais conseguiria
Tenho duas hérnias de disco
Logo me impediria
Além de outros problemas
Que não me permitiria.

Minha alegria é tanto
Que resolvi escrever
Sentindo o cheiro da terra
Sem nada poder fazer
Para está lá na roça
Ver água no rio correr.

O sol amanheceu quente
Mas está se escondendo
Por trás de nuvens pesadas
Com raios transparecendo
Estou alegre por que
Passou a noite chovendo.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.