quinta-feira, 19 de março de 2015

1.791 - EU MENTI

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 19 03 2015 e música:


Eu menti quando lhe disse
Que lhe tenho amor profundo
E você acreditou
Nesta mentira imunda.

Eu menti quando lhe disse
Que meu amor é só seu
Menti acreditar que
Seu amor ser só meu.

Eu menti em ser solteiro
Na verdade sou casado
Tenho uma linda família
Que mora noutro estado.

Eu menti que era rico
Tinha fazenda de gado
E uma rede de lojas
Mas sou um pobre coitado.

Eu menti quando lhe disse
Que era feliz com você
Acreditava cegamente
Mas só menti pode crer.

Tu pensas que me enganou
Você é que foi enganada
Pra você eu só menti
E não desconfiou de nada.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 17 de março de 2015

1.790 - EU FAÇO DA RESIDÊNCIA, UMA CASA DE CULTURA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 17 03 2015 e música.


Eu nasci lá no sertão
E vim morar na cidade
Tomei esta decisão
Pra buscar felicidade
Na feira eu trabalhei
Muito dinheiro ganhei
Mas dediquei-me a leitura
Por ter amor a ciência
Eu faço da residência
Uma casa de cultura

Montei uma oficina
Em conserto e manutenção
Reparei pra gente fina
Som, Rádio e Televisão.
Lá fora do meu Estado
Trabalhei de empregado
Busquei na literatura
Comprovar minha existência
Eu faço da residência
Uma casa de cultura.

Aos onze eu conheci
A Carta de ABC
Nesta idade aprendi
A ler e a escrever
Meu pai foi meu professor
Na roça fui trabalhador
Dedicado à agricultura
Com garra e paciência
Eu faço da residência
Uma casa de cultura.

Sempre eu gostei de ler
História e geografia
Pesquisei pra conhecer
Ciências e Filosofia.
Alguns livros eu comprei
Num jornal me assinei
Pra minha desenvoltura
Cursei por correspondência
Eu faço da residência
Uma casa de cultura.

Quase aos cinquenta anos
Fiz o primeiro poema
Fiz projetos e fiz planos
Criei meu próprio sistema
Um violão eu comprei
Um teclado arranjei
Até pensei ser loucura
Mas ajo com consciência
Eu faço da residência
Uma casa de cultura.

Muitos livros e cordéis
Discos revistas jornais
E muitos outros papéis
Apanhei nos matagais
Rádio som televisão
Catei muitos no lixão
Fui formando a estrutura
Com zelo e persistência
Eu faço da residência
Uma casa de cultura.

Livros em exposição
Enfeitam a minha casa
E espalhados pelo chão
A minha visão embasa
Em um estudo futuro
Um acervo grande e puro
Embora digam ser loucura
Guardando com paciência
Eu faço da residência
Uma casa de cultura.

Eu tenho prazer de ver
As paredes enfeitadas
Todos podem perceber
As peças bem arrumadas
A minha mulher critica
Brigando diz que isto fica
Pra quem está na loucura
Ouço tudo e com prudência
Eu faço da residência
Uma casa de cultura.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar

1.789 - MENTI

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 17 03 2015 e música:
 

Fui gerado na mentira
Na mentira eu nasci
Cresci fazendo mentira
Por toda vida menti.

Contando histórias menti
Menti pra me defender
Namorando eu menti
Menti querendo e sem querer.

Eu mentir para não ler
E pra não levar recado
Menti dizendo verdade
E mentindo fui citado.

Eu menti por não saber
Que eu estava mentindo
Menti pra não trabalhar
E quando estava fingindo.

Sonhando menti dormindo
Menti pra me desculpar
Mentindo dei meu perdão
Menti pra puder amar.

Menti pra não viajar
E menti quando escrevi
A minha vida é de mentira
Na vida eu só menti.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 10 de março de 2015

1.788 - DOENÇA É O QUE NÃO FALTA

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 10 03 2015 e música:


Mensalmente nesta data
Vou ao posto de saúde
Pegar remédios de graça
Porque comprar eu não pude.

A maldita da doença
Minha saúde delata
Meu corpo quase sem forças
Porque ela me maltrata.

As dores tomam meu corpo
Do pé a até a cabeça
Tomo tudo que é remédio
Pra que ela desapareça.

Infelizmente as dores
Tem a mim amor fiel
Elas mandam, obedeço.
Invés do mel me dão fel.

Minha glicose é alta
Sofro de hipertensão
As duas hérnias de discos
Só sendo mando do cão.

Hemorróida incomoda
A bursite doe demais
O reumatismo nas juntas
Faz aumentar os meus ais.

Os remédios que pego é pouco
Bem mais tenho que comprar
E os remédios caseiros
Nunca paro de tomar.

Eu também faço massagens
De tudo que consta em pauta
Pode me faltar riqueza
Mas doença é o que não falta.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

1.787 - SOU POLIVALENTE

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 24 02 2015 e música:


Sou um fiel sertanejo
Defensor da minha gente
Não sou de ficar calado
Eu digo o que vem na mente
Sou7 amigo do amigo
Cidadão livre e descente.

Sou um desportista nato
E líder comunitário
Sou amante da cultura
Sou do meio literário
Mas como aposentado
Ganho um mísero salário.

Na mesa com a caneta
Sou poeta escritor
Na rua com o carrinho
De picolé vendedor
No estúdio radiofônico
Sou um apresentador.

Defensor da natureza
Amante dos animais
Eu sou contra o incêndio
Que dizima os vegetais
Eu sou a favor da vida
E dos preceitos morais.

Sou um sujeito honesto
Amigo e conselheiro
Eu gosto de trabalhar
E ganhar um bom dinheiro
Me orgulho ser cearense
Nordestino brasileiro.

Gosto muito do que faço
E de gente inteligente
Sou amante da verdade
Rezo pra quem tá doente
De tudo faço um pouco
Porque sou polivalente.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

1.786 - EU DISPENSO SER AMIGO

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 17 02 2015 e música:


Pensas ser dono do mundo
Mas teu mundo é um buraco
Tu berras igual um bode
E fede mais que sovaco
Tu tens a tromba de porco
E a barba de macaco.

Eu nunca que vi no mundo
Homem igual a você
Uma cara igual a tua
Dá muito medo de ver
É o terror das crianças
E a dor que faz gemer.

Ninguém gosta de você
Mas fala ser gostosão
As mulheres te odeiam
Ninguém te dar atenção
Teu prestígio era pouco
Despencou caiu no chão.

Você se mete em tudo
Fala mal de todo mundo
É falso e mentiroso  
É um hipócrita imundo
Nem o lixo te aceita
Preguiçoso vagabundo.

Você é um cara inútil
Sequer merece viver
Não tem onde cair morto
Só o mal vive a fazer
Por toda sua ruindade
Tu só mereces morrer.

Pois em toda sua vida
Você só fez inimigo
Não cruze no meu caminho
Não quero acordo contigo
Com gente igual você
Eu dispenso ser amigo.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

1.785 - BEBENDO VOU APAGAR AS LEMBRANÇAS

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 14 01 2015 e música:


Hei garçom, traz mais uma cerveja.
Quero matar a dor do meu peito
Afogar as mágoas neste copo
E fazer desta mesa o meu leito.

Quero esquecer aquela mulher
A quem amei com tanto fervor
Somente em uma mesa de bar
Esqueço aquela que foi meu amor.

Não tenha medo não sou violente
Pois não vim aqui para brigar
Sirva-me, não deixe faltar nada.
Não sairei sem a conta pagar.

Cuide de mim com exclusividade
Escute com atenção meu lamento
Preciso de alguém pra desabafar
E tirá-la do meu pensamento.

A mulher de quem estou falando
Jurou amar-me a vida inteira
Acreditei em sua falsa jura
Convicto que fosse verdadeira.

Meu passado não te interessa
Mas quero te fazer sabedor
Ouvindo-me vais ficar sabendo
Todo o porquê do meu amargor.

Quem eu tanto amo foi embora
E a outros braços se entregou
Somente recordações dos momentos
Felizes no meu peito restou.

O que será de mim sem o seu amor
Doravante confesso que não sei
Bebendo vou apagar as lembranças
Daquela mulher a quem tanto amei.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.