sábado, 22 de junho de 2013

1.670 – SÓ NÃO VAI TIRAR FARTURA QUEM SUA ROÇA NÃO PLANTOU

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 22 06 2013 e música;

A seca estava grande
No meu Ceará querido
Toda mata desfolhada
E o solo ressequido
Sem chuva fazia crer
Que tudo estava perdido.

Aqui nesta região
Nada de chuva em janeiro
Sobre o sol escaldante
Também não chove em fevereiro
A esperança fica em março
Que é o mês do padroeiro.

Em março só neblinou
A seca foi declarada
A Funceme anunciava
Em abril uma chuvarada
Só na metade do mês
Que a terra foi molhada.

A chuva caiu em maio
Mas pouca gente plantou
Em junho também choveu
Teve açude que sangrou
Mas teve muitos açudes
Nem sequer água tomou.

Hoje aqui choveu muito
Desde de cedo da madrugada
Passou o dia chovendo
Chuva fina bem regada
Entrou a noite chovendo
A terra ta bem molhada.

Aquele que não plantou
Deve estar arrependido
Ver a terra tão molhada
Ter o inverno perdido
Vai reclamar de si mesmo
Por ele não ter insistido.

A voz humana declara
Que a seca se acabou
Só não vai tirar fartura
Quem  em Deus não acreditou
E o preguiçoso que
A sua roça não plantou.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

1.669– NÃO TINHA NENHUMA BUNDA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 20 06 2013 e música;


Hoje eu estava sentado
La na praça da matriz
Alguém passou ao meu lado
Num celular Eloá diz.

Eu não gosto de andar
Onde tem homem presente
Ao ver a gente passar
Olham pra bunda da gente.

Com seus olhos de doente
Só faltam comer a gente
Odeio esta gente imunda.

Olhei e vi uma gorducha
Na sua traseira murcha
Não tinha nenhuma bunda.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

1.668 – NA CASA QUE FOI SEU LAR HOJE SÓ MORA SAUDADE

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 19 06 2013 E MÚSICA


A mulher que tanto amo
Bateu asas foi embora
Por que meu pranto derramo
Não está mais comigo agora.

Sem motivo aparente
Disse adeus e se mandou
Pra viver com outra gente
Se foi e não mais voltou.

Por onde anda não sei
A mulher que tanto amei
Foi morar noutra cidade

Viver sem ela não dar
Na casa que foi seu lar
Hoje só mora saudade.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.667 – DE BRAÇOS ABERTOS ESPERO.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 19 06 2013 e música;


Atenção minha querida
Hoje eu quero saber
O que passa com você
O que que anda fazendo
Porque que não dar notícias
Pra dizer aonde mora
Desde que fostes embora
O que faz não estou sabendo.

Pois eu nunca entendi
Porque da sua partida
Se o adeus da despedida
Saiu como fugitiva
Sem nenhuma explicação
Voou igual passarinho
Você foi fazer seu ninho
Em novo mundo a deriva.

Aonde quer que esteja
Se estiver me ouvindo
Na Tv rádio assistindo
Ouça que vou lhe dizer
Se acredita ou não
Falo sem demagogia
Nem a sua grosseria
Me faz de ti esquecer.

Seu desaparecimento
Me tem feito muito mal
Uma pessoa normal
Não faz o que você fez
Abandonastes seu lar
Pra viver uma aventura
Por estrada obscura
Sem rumo certo talvez.

Se hoje sou infeliz
A culpada é você
Sem motivos, nem porque.
Você me abandonou
Se foi sozinha ou não
Isto não tenho certeza
Mas te falo com franqueza
Meu amor não acabou.

Talvez tu nem imagines
O quanto tenho sofrido
Por ter o amor perdido
Da mulher que mais venero
Não importa que tenha feito
Eu lhe dou o meu perdão
Volte para mim paixão
De braços abertos espero.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

1.666– SÃO JOÃO FESTA MAIOR

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 14 06 2013 e música;


Já chegou o mês de junho
Vai ter festa o mês inteiro
Santo Antonio e São João
E São Pedro o chaveiro.

Começa no dia treze
A bonita brincadeira
Vinte e quatro e vinte e nove
Vai ter queima de fogueira.

Vou dançar todas as noites
No terreiro e no salão
Voltar rabo de saia
Bomba, trac e rojão.

A festa é contagiante
Ninguém vai ficar parado
Com quentão a noite inteira
Canjica e milho assado.

Pega o machado gente
Para cortar a madeira
A fogueira é mais vibrante
Quando é de catingueira.

O querido Santo Antonio
Seja amigo e camarada
Por favor no dia treze
Me dê uma namorada.

Andar sobre brasa acesa
Descalço sem queimar o pé
Pegar brasa com a mão
É só para quem tem fé.

Vai ter compadre e comadre
Casamento e batizado
São João festa maior
Viva ao santo consagrado.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

1.665 – MORENA EU TE JURO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 13 06 2013 e música;


Ó linda morena
Estou a lhe dizer
Que deve fazer
Pra ter meu amor
Ser leal comigo
Guardar-me firmeza
E dar-me a certeza
Me ama com fulgor.

Pois assim fazendo
Pode confiar
Que eu irei lhe dar
Todo amor do mundo
Tu não tenhas dúvidas
Estou sendo sincero
Tu és quem mais quero
A tenho amor profundo.

Pois enquanto durmo
Eu sonho contigo
Estando comigo
Me dando carinho
Chega de sofrer
Diz meu coração
Cansei amorzão
De viver sozinho.

Preciso de alguém
Que traga esperança
Me dê segurança
Afeto e amor
Devolva me a paz
E a felicidade
Tenha piedade
Deste sofredor.

Descobri em ti
Minha felicidade
Minha cara metade
Que tanto procuro
Faça o que te disse
E cumpra o que diz
Lhe fazer feliz
Morena eu te juro.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

1.664 – POR VENDER CDS PIRATAS, FUI PARAR ATRÁS DA GRADE.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 06 06 2013 e música;


Dia primeiro de julho
De dois mil e oito se deu
Lá na Praça da Matriz
Este fato aconteceu
Um inspetor de polícia
Eu e mais quatro prendeu

Nós estávamos na praça
Tentando ganhar o pão
Com a banquinha na feira
Mas naquela ocasião
Vendendo Cds piratas
Nos levaram pra prisão.

Os Cds e Dvds
Que eu estava vendendo
Tinha comprado fiado
Ainda estava devendo
Por eles serem piratas
Eu os terminei perdendo.

Naquela delegacia
Depois de termos chegados
Nós fomos bem assistidos
Por nobres advogados
Ouvidos pelo escrivão
Na prisão fomos jogados.

Tidos como criminosos
Passamos por maus momentos
Passamos a noite toda
Num quarto sujo nojento
No segundo dia fomos
Para o alojamento.

Pois só no terceiro dia
Pro fórum fomos levados
E diante da Juíza
O processo foi lavrado
Depois de pagar fiança
Todos fomos libertados.

Em casa fomos cumprir
Prisão domiciliar
E por quase cinco anos
Sem a justiça julgar
Agora fomos intimados
No fórum se apresentar.

Por amigos testemunhas
Nós fomos acompanhados
Pra fazer nossa defesa
Levamos advogados
E na condição de réus
Temíamos ser condenados.

Diante do promotor
E do Juiz da cidade
Nós fomos advertidos
Em dizer só a verdade
Feito a identificação
Com muita propriedade.

Depois de falar meu nome
Data do meu nascimento
Dizer o estado civil
Foi grande o constrangimento
Endereço e profissão
Dei o meu depoimento.

Eu nasci lá no sertão
E vim morar na cidade
Por vender CDs piratas
Fui parar atrás da grade
E hoje aqui na justiça
Suplico por liberdade.

Eu fiz a minha defesa
Sobre os acontecidos
Deus ouviu os meus apelos
Por ele fomos protegidos
Na aplicação da sentença
Nós fomos absolvidos.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.