terça-feira, 5 de setembro de 2017

2.240 - DAFNY SORAYA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 04 09 2017 e música:


Em versos eu vou narrar
Com muita simplicidade
A história duma criança
Oito anos de idade
Mora no alto sertão
Na Vila Belo então
Bem distante da cidade.

Dafny Soraya é
Uma criança extrovertida
Muito alegre e amorosa
E por todos mui querida
Sempre está sorridente
Menina inteligente
Afetuosa e divertida.

Sebastião Vitor dos Santos
Seu querido genitor
Gerismar Siebra Ferreira
Sua mãe a quem tem amor
Uma menina educada
Graciosa e abençoada
Por Jesus o Salvador.

Esta princesa amável
Nascida no Hospital
Geral Suzana Gurgel
Do Vale foi seu natal
Cearense do interior
A terra do lavrador
É seu berço natural.

No dia dez de outubro
Dois mil e nove nasceu
Foi ela o maior tesouro
Que sua mãe concebeu
Esta menina querida
Maior presente em vida
Que sua mãe recebeu.

Uma menina muito simples
De personalidade cara
Uma criança saudável
De uma beleza rara
Atenciosa e sapeca
A mais perfeita boneca
Que nasceu em Acopiara

Gosta muito de dançar
E de fazer amizade
O seu robe é brincar
De viver em sociedade
Menina criteriosa
Cheia de vida e prosa
Uma amiga de verdade.

É persistente e charmosa
De cabelos cacheados
Tem olhos aconchegantes
E os dentes prateados
Teu sorriso uma doçura
Sua meiguice e candura
Nos deixa lisonjeados.

Minha nega é uma mulata
Que eu amo e quero bem
Uma criança virtuosa
E espirituosa também
É um amor de criança
Traz no peito a esperança
De uma vida gloriosa.

Nesta data tão festiva
Rogo ao Deus Criador
A paz e a felicidade
E um futuro promissor
Jesus vai te abençoar
São os votos de Idevamar
Para você com muito amor.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

2.239 - RESPEITANDO A HUMANIDADE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 22 08 2017 e música:


Faço o possível na vida
Rechiado de afazer
Atento ao meu dever
Nunca em ninguém fiz ferida
Como eu aprendi a ler
Importante é saber
Ser apenas o que sou
Confio em quem confiou
Onde feliz hei de ser.

Eu sou filho de pai pobre
Riqueza eu não conheço
Importante é ter apreço
Vivendo com quem é nobre
Acho que é pouca sorte
Levar a vida sofrendo
Duro é viver não tendo
Onde receber a morte.

Pesquiso mas não estudo
Escola eu não freqüentei
Revolta-me que passei
Escrevo um pouco de tudo
Importa-me o dom que tenho
Respondo com desempenho
Ao mal eu não me iludo

Amarga é a realidade
Levo o tempo a sofrer
Espero a vida viver
Nada fora da verdade
Com Jesus nosso senhor
Amando e plantando amor
Respeitando a humanidade.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 20 de agosto de 2017

2.238 - LISO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 20 08 2017 e Música:


Vou empurrando o carrinho
Para picolé vender
Estou na rua sozinho
Por isso ninguém me ver.

Vou gritando rua afora
Olhe o picolé passando
Com o carrinho vou embora
Pois ninguém tá me escutando.

Eu trabalho o dia inteiro
Pra ganhar algum dinheiro
Pra comprar o que preciso.

Sem ninguém pra me comprar
E sem dinheiro ganhar
Eu vou continuar liso.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.237 - CHUVA PRA MOLHAR A TERRA.


Letra: 19 08 2017 e música:


O vento está muito forte
E o sol muito quente
E o céu límpido ao norte
Poucas nuvens no nascente.

O calor abrasador
Falta água na torneira
Mas somente o Criador
Acabará com a poeira.

Ó Jesus suplico a voz
Tem piedade de nós
Nossa fé em Ti se encerra.

Não dar mais pra aguentar
Vos rogo urgente pra mandar
Chuva pra molhar a terra.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

2.236 - O NASCER DO NOVO DIA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 16 08 2017 E MÚSICA:


Eu olhei para o nascente
E avistei um vermelhão
Eram os raios solares
Dispersos na amplidão
Anunciando que o sol
Vem clarear o sertão.

Vai embora a escuridão
Com a vinda do novo dia
Carrancudo nasce o sol
Raios dourado irradia
Do alto do firmamento
Planeta terra alumia.

No meu peito a alegria
Faz pulsar meu coração
Sinto uma força externa
Arrebatar-me do chão
Meu espírito aventureiro
Vagueia na imensidão.

Repleto de emoção
Eu faço esta poesia
Por Jesus me conceder
Dignificante alegria
Levantar cedo pra ver
O nascer do novo dia.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

2.235 - FAZER O QUE DESEJO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 08 08 2017 e música:


A pobreza me impede
De fazer o que desejo
Sem apoio financeiro
Bom futuro eu não vejo
Com esperança meus versos
No mundo incerto despejo.

Busco incessantemente
Ter uma vida melhor
São tantos os sacrifícios
O desafio é maior
Quanto mais busco a melhora
O mundo fica pior.

Meus sonhos em abundância
Muito tem me atormentado
Projetos mirabolantes
Eu tenho apresentado
Mas por falta de incentivo
Um a um é engavetado.

Não estou culpando ninguém
O culpado aqui sou eu
Não devo culpar a sorte
Porque sorte Deus me deu
Eu não sob aproveitar
Que a sorte me ofereceu.

Muitas vezes me revolto
Por me achar incapaz
Não fazer o que desejo
Muita tristeza me traz
Em ver meus sonhos perdidos
Hoje não tenho mais paz.

Eu tenho muitos projetos
Pra realizar pelejo
Mas querer não é poder
É desta forma que vejo
Pois a pobreza me impede
De fazer o que desejo.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 6 de agosto de 2017

2.234 – GEMEDEIRA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 06 08 2017 e música:


Geme o padre na igreja
Pela falta do dinheiro
Numa crise como esta
Geme o pobre brasileiro
Também geme o tatu
Ai, ai, ui, ui
Encima do dum formigueiro.

Geme o povo nordestino
Quando não chove na terra
Também geme o soldado
Quando tem que ir pra guerra
A juriti também geme
Ai, ai, ui, ui
Cantando encima da serra.

O trabalhador da roça
Geme no cabo da enxada
O jogador de sinuca
Quando perde uma parada
Gemo o jovem apaixonado
Ai, ai, ui, ui
Ao perder a namorada.

Geme a mulher casada
Quando perde seu marido
Geme o agricultor
Vendo o roçado perdido
Também geme a criancinha
Ai, ai, ui, ui
Sentindo dor de ouvido.

Também geme o cantador
Quando canta sem dinheiro
Geme o vaqueiro no mato
Quando perde o mandingueiro
Geme o galo carijó
Ai, ai ui, ui
Quando cai do seu poleiro.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.