quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

2.100 - O ASSASSINO DE GATOS.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 05 01 2017 e música:


Eu vi no meu facebook
Uma cena revoltante
De um monstro violento
Estúpido ignorante
Um demônio em pessoa
Um perverso arrogante.

Tal assassino cruel
Teve a brutalidade
De poder postar seu crime
Feito com barbaridade
Contra seres incapazes
De fazer qualquer maldade.

O cara que falo tem
Com sangue alma manchada
Matou de forma cruel
Rindo e dando gargalhada
Vários gatos indefesos
Uma chacina planejada.

O monstro teve a coragem
Na internet postar
Exibindo com insultos
Pra quem quiser comentar
Só sendo o pior dos monstros
Pra tanto gato matar.

É terrível a gente ver
Tanto bicho assassinado
Por um cara sangue frio
Louco desequilibrado
Todo castigo é pouco
Pra este amaldiçoado.

Ele se ente um herói
Por este crime praticar
Mas o Criador não dorme
Também não vai perdoar
Pelo que fez com os gatos
Logo o vai castigar.

Não vai poder se esconder
Nas cidades nem nos matos
Vai pagar com correção
Todos os seus disparatos
Deus vai punir com justiça
O assassino de gatos.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

2.099 - ME REVOLTO QUANDO VEJO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 03 01 2017 e música;


Me revolto quando vejo
Um animalzinho morrendo
Sem eu poder fazer nada
Da vida se desfazendo
Mais uma vida que vai
Um gato que estou perdendo.

Na minha humilde chupana
Eu crio vários gatinhos
Pra mim todos são iguais
Pra gozar dos meus carinhos
Eu faço que for possível
Pra cuidar bem dos bichinhos.

Além dos gatos de casa
Eu também dou alimento
Os dos vizinhos e de ruas
Os dou ração a contento
Os gatos abandonados
Levo pro meu aposento.

Quando eu vou pela rua
Pra meu picolé vender
Os bichos que me acompanham
Eu me sinto no dever
Dar ração suficiente
Pra os que quiser comer.

Mas me sinto revoltado
Com a morte traiçoeira
Que vai destruindo vidas
Por toda terra inteira
Leva vidas trás tristezas
Inda se diz justiceira.

Um gatinho que peguei
Abandonado no mato
O levei com muito amor
Libertando do maustrato
Alimentei dei conforto
E proteção e bom trato.

Dum momento para outro
O gatinho adoeceu
Remédio não fez efeito
E sem eu querer morreu
Sua morte prematura

Meu peito entristeceu.

Parecia está melhor
Que ia sobreviver
Mas a morte traiçoeira
Não tardou aparecer
De forma inexplicável
Fez o meu gato morrer.

Que adianta criar
Animal de estimação
Pra ver sofrer e morrer
Por algo sem coração
A morte matou meu gato
Sem dar uma explicação.

Não me importa o que pensam
Nem o que andam dizendo
Tenho amor aos animais
Não quero os ver sofrendo
Me revolto quando vejo
Um animalzinho morrendo.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2.098 - TERMINOU EM BRINCADEIRA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 02 01 2017 e música:

Ainda tenho lembrança
De uma manhã fagueira
Não lembro porque motivo
Ocorreu esta asneira
Só sei que foi engraçado
Terminou em brincadeira.

Minha tia tava presente
Mas ainda não entendo
Porque que o meu irmão
De casa saiu correndo
Passou por uma janela
Num desespero estupendo.

Eu ia chegando a casa
Quando ouvi sem querer
Minha mãe tava brigando
Tudo que pude entender
Nervosa pegou o chicote
Pra no meu irmão bater.

Minha mãe tentou pegá-lo
Mas ele não foi alcançado
Gritou zangada pra mim
Pegue logo este safado
Mas sem saber o porquê
Eu corri atordoado.

Fui correndo atrás dele
Pegar não foi meu querer
Pois jamais que eu iria
Minha mãe desobedecer
Na verdade o que eu queria
O meu irmão proteger.

Meu irmão corria muito
Dando voltas no terreiro
E eu pego, mas não pego,
Correndo muito ligeiro
Disfarcei o quanto pude
Porque nisso sou veleiro.

A minha mãe era forte
Não agüentou a carreira
Cansada se pôs a rir
Comentou, isto besteira.
A surra do meu irmão
Terminou em brincadeira.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

2.097 - BANDO DE COVARDES.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 28 12 2016 e música:


Assisti pela internet
Uma infeliz postagem
Na saída duma escola
Uma cena de molecagem
Da estudante que nos passa
A mais terrível mensagem.

Uma estudante rude
De mentalidade cega
Vendo-se inferiorizada
A sua inveja não nega
Aluna despreparada
Agrediu sua colega.

O motivo da agressão
Da malvada adolescente
Devido sua colega
Ser bonita e inteligente
Negra justificação
Desta aluna prepotente.

Ela agrediu a colega
Com socos e empurrões
Puxavancos de cabelos
Rasteiras e bofetões
Com xingamentos e bullying
Com gestos e palavrões.

E um bando de covardes
Dotado de violência
Assistindo e aplaudindo
Sem esboçar diligência
Para defender a jovem
Desta brutal imprudência.

A tal aluna cretina
Com arrogância gritava
Ela mijou na calcinha
E da coitada zombava
Juntamente com seu bando
A pobre moça humilhava.

Pessoas deste quilate
Não tem personalidade
Logo vai ser castigada
Por tanta barbaridade
Cedo ou mais tarde vai ser
Banida da sociedade.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

2.096 - PRA ME SERVIR DE APOSENTO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 27 12 2016 e música:


Vim do campo pra cidade
Para a vida melhorar
No peito trouxe a saudade
Do meu querido lugar.

Esbanjando confiança
De me tornar vencedor
Imbuído na esperança
Dum futuro promissor.

Destino foi meu transporte
Vim confiante na sorte
Sem nenhum conhecimento.

Matuto do pé rachado
Eu trouxe um cumbar de lado
Pra me servir de aposento.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sábado, 24 de dezembro de 2016

2.095 - VULTO DE FRADE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 24 12 2016 e música:


No tempo eu volto a trás
Jamais pude esquecer
Eu vi um vulto capaz
De fazer me emudecer.

Às três e meia da tarde
Limpava o batateiral
Suado e sem alarde
Nunca tinha visto igual.

Quando eu me levantei
Com o vulto deparei
Ali estava um padre.

Tremendo nada falei
Nenhuma voz escutei
Daquele vulto de frade.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

2.094 - EXCURSÃO DE PARENTES.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 21 12 2016 e música:


No dia dez de setembro
De dois mil e dezesseis
Eu fiz uma excursão
Neste sábado do mês
Para visitar parentes
Lá pela primeira vez.

Para ir esta viagem
Parentes eu convidei
Vamos sair lá da praça
Para todos eu avisei
Como meio de transporte
Um ônibus eu contratei.

Aos dez minutos pra seis
Saímos de Acopiara
Dezenove passageiros
Pra uma viagem rara
Por sairmos atrasados
Nem pra merendar se pára.

Nós merendamos no ônibus
Pra poder não atrasar
No Portal do Padre Cícero
Paramos pra descansar
No alto da grande serra
Este lugar contemplar.

Chegamos ao Quincuncá
Nós fomos bem recebidos
Pelos parentes de lá
Tornamo-nos conhecidos
Pela receptividade
Nós somos agradecidos.

Do Quincuncá nós seguimos
Para a Serra de Santana
Onde nasceu Patativa
Casa que chamou chopana
Fomos recepcionados
Por aquela gente bacana.

De lá fomos ao Assaré
Pra visitar o museu
Patativa do Assaré
Que levou o nome seu
Fomos mui bem recebidos

Na terra que ele viveu.

Fomos pra Urucuzinho
Pra visitar um parente
Depois fomos pra Guaribas
Outro parente da gente
Outro parente em Tarrafas
Que nos recebeu contente.

Já pelo cair da noite
Lá em São Sebastião
Encontramos com parentes
Em grande recepção
Por todos estes parentes
Vai a minha gratidão.

Voltamos pra Acopiara
Felizes muito contentes
Numa viagem tranquila
Conhecemos outras vertentes
Agradecemos a Deus
Esta Excursão de Parentes.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.