domingo, 6 de novembro de 2016

2.081 - SECA DA PESTE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 06 11 2016 e música:


Senhor Deus do universo
Nosso pai e criador
Rogo-te neste poema
Tenha por nós mais amor
Mande chuva pro sertão
Por Jesus o salvador.

O sol está muito quente
Quase que insuportável
Temperatura elevada
Senhor seja mais amável
Acabe urgentemente
Esta seca interminável.

Nordestino é cabra macho
De coragem se reveste
É bravo e destemido
Não mancha a roupa que veste
Só queremos que Deus tire
Esta peste do nordeste.

Ó Senhor mestre dos mestres
Veja que sofrer eterno
Acalente o nordestino
Mandando um bom inverno
E de uma vez por todas
Mande a seca pro inferno.

Com este sol escaldante
A terra vai pegar fogo
Não há vivente na terra
Que agüente este jogo
Em nome dos nordestinos
Senhor eu te peço arrogo.

Há um cinzeiro no mundo
Parece está chovendo
Não é água é só cinza
Faz o dia escurecendo
Com a seca a vida na terra
Está desaparecendo.

São cinco anos de secas
Que assola o meu nordeste
Não há mais água nem pasto
No sertão nem no agreste
Só o Senhor pode acabar
Com esta seca da peste.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

2.080 - POEIRA FINA DO CHÃO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 06 11 2016 e música:

O vento sopra e levanta
Poeira fina do chão
Denunciando a seca
Que assola meu sertão

Folhas secas são levadas
Pra outro lugar distante
A flora é devastada
Por um clima escaldante.




Francisco Erivaldo Pereira Alencar

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

2.079 - SEM CONVIDADO.

 Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 03 11 1948 e música:


Há sessenta e oito anos
Houve um acontecimento
Numa manhã de novembro
Deus deu-me o consentimento
De sair da minha mãe
Para o meu nascimento.

Por nove meses estive
Preso ao ventre maternal
Sempre me alimentando
Por cordão umbilical
Pra com primogenitude
Nascer em parto normal.

No dia três de novembro
Quarenta e oito o ano
Do ventre da minha mãe
Eu tracejei o meu plano
Deixei a vida de feto
Para ser um ser humano.

Todos os anos nesta data
Comemoro aniversário
Sem querer fico mais velho
É só ver no calendário
Fui mudando de idade
Para sexagenário.

Aniversário de pobre
Não há nada diferente
Só os amigos mais íntimos
Inda se lembram da gente
Lembrar meu aniversário
É o meu maior presente.

Hoje é meu aniversário
Sinto-me gratificado
Uma vida de conquistas
Muito suor derramado
Sem bolo, sem vela, sem festa,
Sem jantar sem convidado.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

2.078 - COMO PÁSSARO QUE VOA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 25 10 2016 e música:


Sou passarinho que voa
No espaço sem rumo certo
Buscando a felicidade
Mas só encontro deserto
É invisível não vejo
E onde mora não acerto.

Encontro-me num deserto
Sem amor e sem paixão
Sou amante não amado
Preso nesta solidão
Por ninguém gostar de mim
Sofre o meu coração.

Acho ser ingratidão
Uma pessoa como eu
Fazer o que tenho feito
Pra ter um amor só meu
Mas o destino cruel
Roubou o que Deus me deu.

Pois ninguém mais do que eu
Sofreu o que tenho sofrido
Pelo amor duma morena
Eu me senti iludido
Eu lhe dei amor sincero
E ela um coração fingido.

O meu peito está sentido
Devido à ingratidão
Os carinhos que a dei
Retribuiu-me com traição
Pelo que fez tem no peito
Pedra invés dum coração.

Tomei uma decisão
Pra buscar noutro lugar
Uma mulher respeitosa
Pra ser amado e amar
Como pássaro que voa
Vou guardá-la no meu lar.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

2.077 - A VIDA VAI ANOITECER.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 19 10 2016 e música:


À medida que o tempo passa
Com ele vou envelhecendo
Os meus sonhos viram fumaça
Pelo espaço vão se perdendo.

Que futuro eu poderei ter
Se minhas forças estou perdendo
Embora sem querer morrer
Eu vejo a morte me vencendo.

Minhas pernas estão cansadas
Pra mim não há mais madrugadas
Já sinto a vista escurecer.

A língua não mais me obedece
Com dores meu corpo padece
Não tarda a vida anoitecer.






Francisco Erivaldo Pereira Alencar. 

domingo, 9 de outubro de 2016

2.076 - PRA MEU DINHEIRO GANHAR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 09 10 2016 e música:


Vou saindo pra pegar
Carrinho de picolé
Eu preciso de dinheiro
Por isto eu vou com fé
De ganhar alguns trocados
Pra gastar com o que eu quiser.

Todos os dias as mesmas horas
Vou para a rua vender
Nas horas quentes do dia
Trabalhar é meu dever
Com Jesus em minha guia
Jamais vou esmorecer.

Preciso ganhar dinheiro
Para comprar meu comer
Legumes, remédios e leite
E a água pra beber
Depois pagar minhas contas
E assim deixar de dever.

Acho ruim ser cobrado
Você pode acreditar
Além de ficar nervoso
Fico pra não aguentar
Para evitar as cobranças
Me obrigo a trabalhar.

O dinheiro não é tudo
Mas é grande companheiro
O cabra quando tá duro
Terá que ficar ligeiro
Pra comprar o que queremos
É necessário dinheiro.

Há muitas pessoas que
Não gostam de trabalhar
Ficam pedindo as outras
Ou então tem de roubar
Eu prefiro trabalhar
Pra meu dinheiro ganhar.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

2.075 - CALOR CAUSTICANTE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 06 10 2016 e música:

À noite tá tão escura
Mas o céu estrelado
O calor tá causticante
De suor estou molhado
Sem qualquer ventilação
Estou sendo sufocado.

A terra esturricada
Pouca água pra beber
Sem ter água para banho
Não sei o que vou fazer
Com a pouca água que tem
Não dar pra fazer o comer.

É triste a situação
Nessa época de estiagem
O sofrimento é grande
Não tou falando bobagem
Mas quem não acreditar
Visite-nos de passagem.

Pra saber o que é seca
Só convivendo com ela
Não há como acostumar
Viver com esta mejela
A seca é implacável
Não há como fugir dela.

Sobre o sol abrasador
Não há como resistir
As altas temperaturas
Que a tudo faz sucumbir
Se continuar a vida
Do planeta vai sumir.

Nem o ar condicionado
Ameniza o furor
É perder tempo e dinheiro
Se usar ventilador
Não há quem possa dormir
Diante de tanto calor.

Para quem usa camisa
Pode ser mais agravante
Joguei a camisa fora
Aliviou um instante
Não há quem se sinta bem
Neste calor causticante.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.