domingo, 21 de dezembro de 2014

1.781 - E ASSIM SOBREVIVER.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 21 12 2014 e música:


Enquanto todos descansam
Saio para trabalhar
Cansaços no corpo avançam
Mas eu não posso parar.

Lentamente vou empurrando
Meu carro de picolé
Ao sol quente vou gritando
Disposto com muita fé.

Olhem o picolé cremoso
Docinho muito gostoso
Tem pra você escolher

Pois é nesta profissão
Que ganho arroz e feijão
E assim sobreviver.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.780 - CADÊ

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 21 12 2014 e música:


Cadê o inverno que não chegou
Cadê a chuva que não molhou
Cadê a água a água secou
Sem água com cede vamos morrer.
Cadê a nuvem que não aparece
Cadê o governo que de nós esquece
Somente o sol quente que tudo aquece
Com a quentura tudo vai derreter.

Cadê a água pra gente beber
Cadê a comida pra nós comer
Cadê o governo pra nos socorrer
Estar no palácio esquecido de nós
Diz-me cadê a felicidade
Cadê a solidariedade
Diz-me cadê a autoridade
Impiedosa nos deixou a sós.

Cadê a paz na humanidade
Cadê o amor e a fraternidade
Diz-me cadê a sociedade
Que não ver não sente a nossa dor
Cadê o poder dos soberanos
Cadê quem criou dia, mês e anos
Diz-me cadê os direitos humanos
Estão lá protegendo o infrator.

Cadê o governo estadual
Cadê a Câmara Federal
Cadê o Congresso Nacional
Só voltarão para eleição
Cadê o prefeito da cidade
Cadê o padre da comunidade
Cadê a minha privacidade
Se é que tive inda não sei não.

Cadê o juiz a sala tá vazia
O promotor da promotoria
O delegado da delegacia
Minha cidade está sem justiça
Diz-me cadê médico doutor
Cadê a presença do Salvador
Cadê a Terra do Lavrador
Há muito virou terra da preguiça.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.779 – MANDE A SECA PRO INFERNO

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 06 11 2014 e música:


Quanta tristeza me dar
Olhar pro sertão e ver
A terra esturricada
Nuvem sem fazer chover.

Reservatórios secando
E a mata desfolhada
A pastagem acabando
Criação sendo dizimada.

Ó Jesus eu rogo a voz
Sua interseção pra nós
Junto ao nosso Deus eterno

Dai-vos a tua bênção
Tenha de nós compaixão
Mande a seca pro inferno



 Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

1.778 - SUA MENSAGEM EM CANÇÃO

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 06 11 2014 e música:


Hoje ao sair do meu lar
Pra conversar com alguém
Na mata pude escutar
Lindo cantar do Vem-vem.

No seu cantar sozinho
Chamava pela companheira
Solitário sem carinho
Num galho da aroeira.

Tentei vê-lo, mas não vi.
Eu somente consegui
Detectar sua direção.

Afastei-me a persuadir
Até deixar de ouvir
Sua mensagem em canção.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

1.777 – APRESENTAÇÃO DA ANTOLOGIA POÉTICA

Autor: Erivaldo Alencar

Letra: 05 11 2014 e música:

Junto à família resgatei
Também fiz a seleção
Esta obra organizei
Com bastante atenção.

Obra escrita com esmero
Versos feitos com cuidado
Sem cometer exagero
Rimado metrificado.

Nos poemas que escreveu
Pedro Gomes obedeceu
Uma poesia estética.

Poeta imortalizado
Nos deixou este legado
Em Antologia poética.


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Francisco Erivaldo Pereira Alencar

domingo, 2 de novembro de 2014

1.776 - PARAR PRA LOUVAR JESUS

Autor: Erivaldo Alencar

Letra: 29 10 2014 e música:


O dia amanheceu lindo
Gostoso pra se viver
Levantei e estou indo
Para o meu afazer.

Eu vou aproveitar bem
Esta dádiva divina
Pra fazer o que convém
Pregar a santa doutrina.

E com a bênção de Deus
Vou levar a paz aos meus
Em Cristo ensinar a luz.

Salvação em um Deus perfeito
Depois de tudo isto feito
Parar pra louvar Jesus.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 26 de outubro de 2014

1.775 - NO ROL DE TERRA MALDITA

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 26 10 2014 e música:


Já estou me aproximando
Do lugar onde nasci
Completamente abandonada
O lugar onde cresci
Nem sequer existe mais
As casas onde vivi.

A velha casa de taipa
O meu berço natural
Foi-se levando com ela
O terreiro e o quintal
Não há ovelhas nem cabras
Nem chiqueiro nem curral.

E a casa de tijolos
No ano trinta construída
Foi o meu segundo lar
Onde passei parte da vida
Também não existe mais
Sem razão foi demolida.

Ao rever o meu lugar
Recordações dão demais
Lágrimas caiem dos olhos
Com saudade dos meus pais
As terras tem outros donos
E os meus pais não vivem mais.

Eu avisto um touro morto
Num terreno descampado
Porque morreu eu não sei
Talvez por ser mau cuidado
Exalando mau odor
Por urubus é tragado.

Mas na terra é assim
Nada tem vida infinita
Por desprezar meu lugar
A lembrança me irrita
Com desprezo a inscreveram
No rol de terra maldita.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.