sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

208 – FARINHA DO MESMO SACO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 19 08 2001 e Música; 24 08 2001.


Entra governo sai governo
Todos prometem nos tirar do buraco
Não fazem nada deixam tudo como estar
Pois todos são farinha do mesmo saco.

Prometem dar bom salário ao trabalhador
Créditos com juros baixos ao agricultor
E transpositar água para irrigação
Dizem que vão acabar com a criminalidade
Que vão dar segurança ao cidadão na cidade
Isto é só balera não acreditem não

Todos prometem com a corrupção acabar
Também dos altos salários do Marajá
E com a miséria do pobre infeliz
Prometem justiça e punir os fraudadores
Prender os ladrões e cobrar os sonegadores
Mas só aumentam, a roubalheira  no país

Entra governo sai governo
Todos prometem nos tirar do buraco
Não fazem nada deixam tudo como estar
Pois  todos são farinha do mesmo saco.

Dizem mandar o FMI pro inferno
Vão acabar a seca que vão mudar o inverno
Cuidar da saúde e nos tirar do buraco
Que vão mudar tudo nós esperamos aêsmo
Não mudam nada, pois o sistema é o mesmo.
Pois eles são todos farinha do mesmo saco.

Entra governo sai governo
Todos prometem nos tirar do buraco
Não fazem nada deixam tudo como estar
Pois todos são farinha do mesmo saco.

207 – QUE PAÍS É ESTE

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 19 08 2001 e Música; 24 08 2001.


Diz-me que país é este
Que não se fala verdade
Justiça não funciona
E não há honestidade.

Só se pratica o mal
O bem é desconhecido
É o país da desordem
Meu Deus como tem bandido.

Lá onde chove inunda
Onde não chove seca flagela
Pirataria se alastra
Multiplicam-se favelas.

Cangaceiro é herói
Ladrão não vai pra prisão
Os direitos são iguais
Mas só a mulher tem razão

Quem estuda não aprende
Droga não é controlada
Mudam sempre de moeda
Moeda é falsificada.

Jovens são prostituídas
Crime não tem punição
Só errou porque ta bêbado
Sonegam contribuição.

Políticos trocam tapas
Manda quem tem dinheiro
O pobre lá não tem vez
Só apóiam estrangeiro.

Preto é descriminado
Manipulam inflação
Pra viver neste país
Tem que ser muito doidão.

206 – TENHO SAUDADES

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 19 08 2001 e Música; 24 08 2001.


Tenho saudades do meu velho sertão
Da nossa pequena casinha de tijolos
Recordo o passado quando criança
Quando mamãe me pegava no seu colo.

Tenho saudades quando meu papai
Ensinava-nos dar os primeiros passos
Da criação, do galo, da passarada.
Da chuva na terra, água fazendo regaço.

Tenho saudades do brilho das estrelas
Do céu azul da noite enluarada
Dos pássaros que cantam no arvoredo
Do anoitecer e bravia madrugada.

Tenho saudades do campo verdejante
Da brisa fria,  tarde ensolarada.
Serras que de longe ficam azuis
Pássaros nos céus fazendo revoada.

Tenho saudades do aboio do vaqueiro
Das boiadas que cortam o estradão
Do barulho das águas nas cachoeiras
E da beleza do meu velho sertão.

Tenho saudades de tudo que lá existe
Da vida de lá jamais vou esquecer
Mesmo que jamais eu não volte morar lá
Guardo-te no peito enquanto viver.

205 – MENTIRA OU VERDADE

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra e Música; 11 08 2001.


Será mentira quando ela diz que me odeia
Será verdade quando ela fala que me ama
Portanto eu já não sei se mentira ou verdade
Tudo que eu sei ela faz sempre o mesmo drama.

Fico confuso quando diz que não quer mais me ver
Que sou seu rei seu homem que não vive sem eu
Fico maluco quando diz que tem nojo de mim
Que sou bom de cama e que seu amor é só meu.

De paixão me torturo quando ela me recusa
Mas fico em chamas quando me beija e abraça
Perco o juízo quando ela me poe porta fora
Quando em delírios na cama chora e faz graça.

Portanto eu não sei em que devo acreditar
No que diz no que faz ela me leva a loucura
De qualquer forma ela mente e fala a verdade
Com seu modo de ser aquela mulher me tortura.

204 – NÃO VÁ EMBORA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 10 08 2001 e Música; 24 08 2002.


Minha querida lhe peço
Pra você não ir embora
Que não me deixe sozinho
Amor não se vá agora.

Mais uma vez me perdoa
Por todo mal que te fiz
Reconheço fui covarde
Por lhe fazer infeliz.

Sim eu não fui o marido
Que você sempre desejou
Hoje pago muito caro
Por ser eu homem que sou

203 – A DAMA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 09 08 2001 e Música; 05 03 2002.


Vocês estão vendo ali meus amigos
A dama que se levantou pra dançar
Ela foi minha primeira namorada
Jurou um dia comigo se casar.

Mas sua obsessão pelo dinheiro
Fez dela a mulher que aí estar
Perdeu seu nome parou no cabaré
Infelizmente não pude evitar.

Atenção garçom trás mais uma cerveja
Neste copo vou afogar minha dor
Minha mágoa vou apagar nesta mesa
E esquecer esta que foi meu amor.

Só ela não tem dó do meu desespero
Quando da pra outros os carinhos teus
Para o mundo perdi aquela mulher
Não existe ninguém mais infeliz que eu.

202 – VEM

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra e Música; 03 08 2001.


Eu não suporto mais
Está longe de ti
Não me deixe aqui
Vem salvar minha vida
Vem matar a saudade
Deste seu sofredor
Que morre de amor
Só por você querida.

À noite eu não durmo
O dia me atormenta
Meu peito não agüenta
A saudade de ti
Ou será que você
Já esqueceu de mim
Minha vida tem fim
Se ficares aí.

Um bichinho perverso
Rói o meu coração
Tem de mim compaixão
Volte logo querida
Não seja tão cruel
Não me faça sofrer
Sem ti eu vou morrer
Vem salvar minha vida.

Tu não sabes a dor
Que eu sinto agora
A distância apavora
Meu peito sofredor
Sabes que minha vida
Sem ti não tem sentido
De amor estou perdido
Volte já meu amor.