sábado, 18 de julho de 2015

1.838 – CHOCANTE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 18 07 2015 e música:


Estou sentado na praça
Pois não há o que fazer
Olhando o povo que passa
Fico comigo a dizer.

Como aqui tem vagabundo
Gente sem ocupação
Um ser sem valor, imundo.
Não dar lucro pra nação.

Cadê a sociedade
Que não tem a caridade
Nem amor ao semelhante.

Para pegar este povo
Levar para um mundo novo
Viver assim é chocante.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.837 - MUNDO DE TROVAS.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 18 07 2015 e música:

No mundo belo de trovas
Escrevo que eu quiser
Da injustiça a vitória
Do herói e da mulher.

Do pó da terra o homem
É a semelhança de Deus
Desobedeceu e só
Ver os interesses seus.

O povo já está cansado
De ouvi tanta promessa
Quem não quer ouvir um não
Por favor, nada me peça.

Não sou nenhum Jesus Cristo
Não tenho poder de salvar
Também eu não sou político
Para o povo enganar.

Eu não gosto de pessoas
Que vive a vida a mentir
Pois não sou nenhum político
Pra prometer e não cumprir.

Um político daqui
Prometeu o céu e o mundo
Mas quando eleito foi
Não deu céu, mundo nem fundo.

Mulher que muito se enfeita
Tem intenção de enganar
A mulher quando é bonita
Não precisa se enfeitar.

Há gente com mais lambança
Que poeira nos desertos
Quem for tolo se arrebente
O mundo é dos mais espertos.

O pobre vive de sonhos
Buscando crescer do nada
O pobre só vai pra frente
Quando leva uma topada.

Com caneta e papel
Sou poeta escritor
No mundo belo de trovas
Sou poeta trovador.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

1.836 - O HOMEM TEM DOIS INSTINTOS

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 10 06 2015 e música:

O homem tem dois instintos
Um do bem outro do mal
Que em confrontos constantes
Lutam de igual pra igual.

Muitas vezes o instinto
Do mal presta ser mais forte
Alimentados por demônios
Leva ao crime e traz a morte.

O instinto do bem é
Dádiva do Criador
Tendo Deus no coração
Sempre sairá vencedor.

Pra resolver um problema
Deve-se usar o bom senso
Com domínio emocional
Consegue o pleito pretenso.

Quando se deixa levar
Pelo instinto do mal
Perde-se o alto controle
E o equilíbrio emocional.

Não raciocina direito
E age pela emoção
Não ver seus próprios defeitos
E nem do outro a razão.

Quando se achar diante
De qualquer situação
Pare um pouco e medite
Para tomar decisão.

Não seja precipitado
Deixe o tempo passar
Evite porque depois
Não há como consertar.

Quem age pela emoção
Termina se arrependendo
Causa dor a si e ao próximo
E depois não há remendo.

O homem tem dois instintos
Escolha o que lhe convém
O mal é do satanás
Tenha Deus e faça o bem.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.835 - FINGIR PRA QUE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 10 06 2015 e música:


É muito interessante
Mas não consigo entender
Você diz que me adora
Sem eu vive a padecer
Sou o amor da sua vida
Não quer comigo viver

Quando se encontra comigo
Você me abraça me beija
Sufoca-me no teu corpo
Rindo diz que me deseja
Morar comigo não vai
Que o momento não enseja.

Como posso acreditar
Que o que diz tem fundamento
Quem age como você
Não tem comprometimento
Só diz da boca pra fora
Você não tem sentimento.

O que sinto na verdade
A mim tu não tens amor
E de forma tão grosseira
Hipócrita sem pudor
Só pensa em ludibriar
Meu coração sofredor.

Jamais agiria assim
Se me amasse de verdade
Viria logo pra mim
Sem qualquer formalidade
Se eu não sou quem tu queres
Não me faça esta maldade.

Eu não posso te negar
Preciso muito de você
Somente a ti tenho amor
Já lhe disse o porquê
Agora diga a verdade
Mentir ou fingir pra que.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar

quinta-feira, 9 de julho de 2015

1.834 - SEM GRANA A CONTA ATRASA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 09 07 2015 E música:


Hoje amanheceu nublado
Indicando que vai chover
E eu muito atarefado
Sem saber o que vou fazer.

Eu preciso trabalhar
Pra ganhar algum dinheiro
Pois sem dinheiro ganhar
Não é bom pro brasileiro.

Não me encontro sadio
Mas meu bolso está vazio
E faltando tudo em casa.

Nublado como estar
Vender picolé não dar
Sem grana a conta atrasa.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar

terça-feira, 7 de julho de 2015

1.833 - PRA ME TORNAR ASSASSINO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 07 07 2015 e música:


Todos vão me condenar
Mas o que fiz está feito
Agora não tem mais jeito
Para poder consertar
A culpa tem endereço
A morte quem dar o preço
Para quem crer no destino
Pela falta de prudência
Atendi a violência
Pra me tornar assassino.

O pior do erro meu
Foi depois da discursão
Não contive a emoção
E o fato aconteceu
Pelo ódio fui dopado
Meu instinto descontrolado
E de modo repentino
Eu perdi a paciência
Atendi a violência
Pra me tornar assassino.

O meu peito tá em brasa
Ver seu corpo enterrado
E eu no mundo jogado
Sem poder chegar em casa.
Eu estou arrependido
Por ter isto cometido
Na hora do desatino
Sem pudor e sem clemência
Atendi a violência
Pra me tornar assassino.

Não posso ressuscitar
A quem tanto eu amei
Eu fui bárbaro eu sei
Ninguém vai me perdoar
Claro não tenho razão
Por ouvir o coração
Louco cruel e cretino
Perdi do bem a essência
Atendi a violência
Pra me tornar assassino.

Vou pagar tudo que fiz
Numa penitenciária
Custará cara a diária
Deste monstro infeliz
Não merecerei perdão
Nem dó e nem compaixão
Por agir com desatino
Movido pela insolência
Atendi a violência
Pra me tornar assassino.

Por eu não pensar direito
Pratiquei uma crueldade
Perdi minha liberdade
Para mim não tem mais jeito
Tenho que ir pra cadeia
Não adianta cara feia
Nem também culpar destino
Por falta de indulgência
Atendi a violência
Pra me tornar assassino.

Não adianta lamentar
O fato foi consumado
Eu é que foi o culpado
Deste ato praticar
Com isto perdi meu sossego
Na sarjeta sem apego
Como andarilho sem tino
Indigno de complacência
Atendi a violência
Pra me tornar assassino.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.832 - QUEM SOU NEM EU MESMO SEI.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 05 06 2015 e música:


Vivi com felicidade
Sem saber que era feliz
Perante minha existência
Tive quase tudo que quis
Mas por não conseguir tudo
Eu me achava infeliz.

Muitas das coisas que fiz
Eu fiz com dignidade
Na busca de ajudar
Os exclusos da sociedade.
Mas meus feitos, muito pouco,
Representam pra humanidade.

Eu ralei barbaridade
Buscando ser vencedor
Jamais machuquei alguém
Sempre fui respeitador
Longe de conseguir tudo
Não me sinto perdedor.

Reconheço meu valor
Mas não sou reconhecido
Até penso em desistir
Mas eu estou convencido
Desistir não é o certo
Pra quem quer ser conhecido.

Às vezes sou atrevido
Outras vezes cauteloso
Eu primo pela verdade
Não apoio o mentiroso
Discordo do que não gosto
E sou fã do valoroso.

Se alguém me acha teimoso
Só discuto com a razão
Não corro sem ver de quê
Não ponho pé diante da mão
Tento pisar com firmeza
Para não cair no chão.

No trabalho ganho o pão
Não puxo o saco de ninguém
Faço o que acho que devo
Se preciso peço alguém
Não jogo pedra na lua
Nem ando na linha do trem.

Não discrimino ninguém
Mas há coisas que não aceito
Eu jamais escandalizo
Eu prefiro andar direito
Eu sei que não sou perfeito
Mas tento em ser perfeito.

Sempre tento dar um jeito
Naquilo que for possível
Buscando fazer possível
O que parece impossível
Tento fazer do mais simples
Para se tornar incrível.

Só quero o admissível
Só colho do que plantei
Busco com unhas e dentes
O que na vida sonhei
Tento descobrir quem sou
Quem sou nem eu mesmo sei.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.