terça-feira, 19 de maio de 2015

1.806 - NÃO ME DISPONHO

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 17 05 2015 e música:


Eu Não tenho tempo
Pra conversa fiada
E não me disponho
Ouvir palhaçada.

Não sou como tu
Tenho o que fazer
Contigo não vou
Meu tempo perder.

Procure um trouxa
Para te ouvir
Pois a mim não vai
Mais me seduzir.

Eu já me cansei
De ser enganado
De ser infeliz
Por não ser amado.

Não te quero mais
Não me ache ruim
Queira dar pra outro
Que não deu pra mim.

Tuas palavras doces
Não contém o mel
Teus beijos fingidos
Só contém o fel.

Pois esqueça deste
Que foi seu freguês
Tudo se acabou
Passou sua vez.

Nosso amor passou
Como passa um sonho
Pois viver contigo
Eu não me disponho.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar

quarta-feira, 13 de maio de 2015

1.805 - QUERO A BÊNÇÃO DE JESUS

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 12 05 2015 e música:


Quero a Bênção de Jesus
Pra ganhar na loteria
Livrar-me de pesada cruz
Que tanto me agonia.

Meus sonhos realizar
E ao mundo conhecer
Minha família ajudar
O bem aos outros fazer.

Proteger os animais
Evitar que vegetais
Com fogo sejam queimados.

Acabar a erosão
Extinguir poluição
E consolar os derrotados.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 10 de maio de 2015

1.804 - PODE SER A SUA CIDADE

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 10 05 2015 e música:


Conheço um lugar
Igual livro sem capa
Só está no mapa
Da corrupção
Nos noticiários
Ela faz sucesso
Lugar sem progresso
De gestor ladrão.

Escuto do povo
Grande falação
A insatisfação
Ao gestor eleito
Não cumpre as promessas
Que fez em campanha
Troféu que ganha
De pior prefeito.

Pois nada constrói
No sítio e cidade
Por prioridade
Escolhe o dinheiro
Pra ir pra seu bolso
Sempre dar um jeito
Com golpe perfeito
Rouba o brasileiro.

Para gostar dele
Só os puxa sacos
Que não buracos
Por toda cidade
Na infra-estrutura
Inda não fez nada
Parede lambuzada
É prioridade.

O esporte parou
Na arte e cultura
Na literatura
Também nada fez
Saúde um desastre
Ensino faliu
Mas a grana sumiu
No bolso talvez.

O povo reclama
Cadê as estradas
Sem ser concertadas
Não dar pra passar
Com isso os alunos
São prejudicados
Nos carros quebrados
Não podem chegar.

Os vereadores
Andam assombrados
Parecem comprados
Não faz oposição
A oposição
Parece com medo
Não mexe o dedo
Pois divide o pão.

Lá na prefeitura
Gestor não estar
Onde vou encontrar
Jamais vou saber
Os seus secretários
Vivem escondidos
Pois serão punidos
Se desobedecer.

Mas quando o prefeito
Programa eventos
Diz, fiquem atentos.
Pra o que vou avisar
Será demitido
Qualquer funcionário
Sem prover erário
Aquele que faltar.

Cadê o dinheiro
Que ele recebeu
Desapareceu
Na infinidade
Amigo leitor
Procure saber
Pois esta pode ser
A sua cidade.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

1.803 - PARA ME FAZER FELIZ

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 06 05 2015 e música:


Eu só quero ser feliz
Ao lado dum grande amor
Libertar-me desta dor
Que faz doer meu coração.
Eu só não quero ser mais
Um infortúnio na vida
Eu só quero uma querida
Pra me tirar da solidão.

Eu só quero uma paixão
Duma mulher dedicada
Amorosa e prendada
Para me fazer feliz
Que saiba me escutar
Sincera inteligente
Educada e prudente
Pra cuidar deste infeliz.

Eu só quero uma esposa
Que tenha tempo pra me dar
Também pra me suportar
Quando eu tiver nervoso
Que não goste de fofoca
Que me ame de verdade
Que enfrente a realidade
Quando me tornar teimoso.

Eu só quero companheira
Pra me aceitar como sou
Esquecer tudo que passou
Se um dia foi infeliz
Que não seja reclamona
Briguenta nem impaciente
Seja mansa e competente
Para me fazer feliz


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.802 - IRMANDADE DE QUINZE IRMÃOS

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 06 05 2015 e música:


Sou duma irmandade de quinze irmãos
Porém, eu não sou irmão de ninguém,
Mas quanto à fé somos todos cristãos
Cada um ao seu modo, todos vivem bem.

Seis da irmandade já faleceram
Mas, nove ainda continuam vivos
De duas mães e de um só pai nasceram
Com saúde ou não estamos ativos.

Sou o primogênito da irmandade
E tenho sessenta e seis de idade
Sou aposentado e poeta escritor.

Trabalho na rua vendo picolé
Crente em Jesus eu inda tenho fé
Da terra e do céu ser um vencedor.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 5 de maio de 2015

1.801 - PERDI MINHA COMPANHEIRA

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 05 05 2015 e música:


Há poucos dias atrás
Perdi minha companheira
A desculpa que arranjou
Não passa duma besteira
Por mais que se justifique
Não aceito esta asneira.

Por quase uma vida inteira
Compartilhamos mesmo lar
Sem motivos aparentes
Quis de mim se separar
Queria viver sozinha
Sem homem para cuidar.

Para puder me deixar
Se apoderou dos fatos
Toda hora reclamava
Por em casa ter muitos gatos
Odiosa começou
A cuidá-los com maus tratos.

Com palavras e desacatos
Ela muito me humilhou
Que ela quem me sustentava
De tantas formas me xingou
Que era um vagabundo
Muitas vezes me detratou.

Muitas vezes me mandou
Que pra sempre fosse embora
Tinha nojo do meu trabalho
Reprimia-me toda hora
Que o pouco que eu ganhava
Com besteira jogava fora.

Garanto que teve hora
Pensar em fazer besteira
A minha biblioteca
Só chamava de porqueira
Ia tocar fogo em tudo
Ou então jogar na lixeira.

Pedi a Deus uma maneira
Pra que ela fosse embora
O Senhor me atendeu
Até que chegou a hora
Foi embora e me deixou
E com sua família mora.

Com sua ida embora
Outra mulher eu não quero
Prefiro viver sozinho
Brigar mais eu não tolero
Que ela seja mui feliz
É o que desejo e espero.

Eu estou sendo sincero
Jamais lhe desejo o mal
Hoje tenho mais espaços
Vivo uma vida normal
Vou transformar minha casa
Em um centro cultural.

Por muito tempo foi legal
Amamo-nos de verdade
Mesmo estando separados
Não perdi sua amizade
Ela lá e eu aqui
Gozamos de liberdade.

Estou dizendo a verdade
Não deixei de trabalhar
Não é por tê-la perdido
Que eu vou amofinar
Sem ela eu fiquei livre
Pra fazer qu’eu desejar.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.800 – SECA DEVASTADORA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 05 05 2015 E música:


Há se eu tivesse o poder
Pra falar com o Criador
Pediria misericórdia
Pra o homem trabalhador
Pra mandar chuva urgente
Pro nordeste sofredor.

Mas eu sou um pecador
Não sei se mereço tanto
Não sei se é atrevimento
Da minha parte, porquanto.
Não posso ver o sofrer
De alguém que derrama pranto.

Enquanto em versos canto
O sofrer do nordestino
A seca tá muito grande
Parece coisa do destino
Pra reverter tudo isso
Só com a bênção do Divino.

Eu já não sou mais menino
Tenho histórias pra contar
Mas seca igual a esta
Porém, jamais vi passar.
Em sessenta e seis de vida
Mais outra que vou narrar.

A tendência é se agravar
Se a chuva não vier logo
O sol está causticante
E no calor me afogo
Pro inverno vir pro sertão
Ao Senhor Jesus eu rogo.

Súplicas ao Divino jogo
Contrito em oração
Que nosso Deus, pai eterno.
Tenha de nós compaixão
Leve a seca e mande chuva
Pra fazer água no chão.

Já morreu a plantação
Porque a chuva faltou
Somente caiu neblinas
Que nem a terra molhou
O açude de água doce
Não resistiu e secou.

A pastagem acabou
Em quase todo sertão
Dinheiro também não há
Pra puder comprar ração
Sem a água e sem pastagem
Como sofre a criação.

É triste a situação
Do criador e agricultor
Ver a plantação secar
Seu peito encher de dor
A criação morrer de fome
Não existe maior clamor.

Portanto rogo ao Senhor
Sua bênção salvadora
Faça chover com urgência
Com sua graça protetora
Acabe de uma vez por toda
Esta seca desoladora.

A seca devastadora
Não dar mais pra suportar
Sem água, alimento e pasto.
A vida vai se acabar
Sem chuva o meu nordeste
Vai se desertificar.

Esta seca veio acabar
Com a criação e a lavora
A água em carro pipa
A solução salvadora
Suplico Senhor acabe
Com a seca devastadora.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.