sábado, 3 de março de 2012

567 – PRA SEMPRE TE ESQUECER

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 04 05 2005 e música; 21 09 2008


Eu já cansei de chorar
Perdi tempo em amar
A você mulher fingida
Tu sabes que te venero
Tu és tudo que eu quero
Não magoe minha ferida.

Eu não vou mais insistir
Também não vou mais pedir
Quem não tem amor pra dar
Você não gosta de mim
Se é de sofrer assim
Melhor mesmo é lhe deixar.

Não, não, não.
Eu não quero mais você
Vou embora duma vez
Pra sempre te esquecer.

Você jurou ser fiel
Mas teu coração cruel
Não cumpriu que prometeu
No mundo a mais fingida
Destruiu a minha vida
Tu jamais me mereceu.

Vou embora duma vez
Nos braços doutra talvez
Eu terei amor e paz
Outra besteira não faço
Você foi o meu fracasso
Adeus até nunca mais.

Não, não, não.
Eu não quero mais você
Vou embora duma vez
Pra sempre te esquecer.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

566 – A VIDA NO SERTÃO NO PASSADO.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 25 04 2005 e música. 21 09 2008


Hoje tou velho e cansado
Mas inda guardo na lembrança
A vida no sertão no passado
Tinha fartura e bonança
Miséria lá ninguém passava
E quando a gente chegava
Na casa de um sertanejo
Se estranho ou conhecido
Era muito bem recebido
Com recepção e cortejo.

Matava logo uma galinha
Pra gente comer no almoço
Quando chegava a noitinha
O mungunzá era um colosso
Lá ninguém se aperreava
O dono da casa chamava
Para no alpendre sentar
A vizinhança então chegava
Alguém uma viola pegava
E começávamos cantar

Já nas noites enluaradas
Toda gente se reunia
No terreiro ou nas calçadas
O dono da casa dizia
Quem que vai tirar da memória
Uma belíssima história
Adivinha ou anedota
Como era maravilhoso
Ouvi histórias de Trancoso
Com toda aquela patota.

Na limpa ou na plantação
Quando alguém se atrasava
Se formava um mutirão
Sem cobrar nada ajudava
Vivíamos em harmonia
Pois desavença não havia
Ainda guardo na lembrança
Como prova de união
Matava uma criação
Dividia com a vizinhança.

Tinha brincadeira de roda
De anel e de casamento
O Maneiro Pau era moda
Mas o folguedo do momento
Era dança de São Gonçalo
Mas a corrida de cavalo
Tinha grande aceitação
Nas apostas tinha mutretas
Nem o Judas nem os caretas
Não era como hoje são.

Todo mundo se conhecia
Por mais que fosse a distância
Se trabalhava todos os dias
Sem cúbica e sem ganância
Andava a pé ou montado
Num cavalo bem arreado
Pois não havia caminhão
Se respeitava a natureza
Tomava banho na represa
Pegava terra no purão.

Já nas festas de São João
Assava milho nas fogueiras
Pulava soltava rojão
E muitas outras brincadeiras
Pisava nas brasas descalço
Jamais se levantava falso
Se repartia o bocado
Ódio e violência jamais
Era isto e muito mais
A vida no sertão no passado.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

565 – CABEÇA VERMELHA SE AFOGANDO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 24 04 2005 e música; 10 08 2008


Certa vez eu estava na roça
Bem próxima de um ribeirão
No período chuvoso do ano
Tinha lá um velho cacimbão.

De longe ouvi um grande alarido
E muitos passarinhos voando
Fui lá pra ver que acontecia
Cabeça vermelha se afogando

Sem exitar entrei no cacimbão
Pra salvar-lo do afogamento
Com cuidado peguei o bichinho
Botei num galho e fiquei atento

Os passarinhos que ali estavam
Vendo o amigo ser socorrido
Fizeram festa nos galhos da árvore
Pelo amigo ter sobrevivido.

Tempo depois o Cabeça Vermelha
Do naufrágio ter sobrevivido
Mudou de galho, sacudiu as asas.
Cantou alegre agradecido.

Bateu asas pra longe voou
Nunca mais eu vi o passarinho
Fiquei muito emocionado
Por o ver salvo com seus amiguinhos.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

564 – É MELHOR ASSIM

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 14 04 2005 e música; 10 08 2008


Me enganei por acreditar
Que você gostasse de mim
É duro gostar de alguém
E ser desprezado assim.

Jamais fiz para merecer
Teu desprezo teu abandono
Lhe dou todo amor do mundo
Me dar em troca só desengano.

Vai, vai, vai.
Vai embora duma vez
Pra sempre sem despedir
É melhor assim, talvez.

Eu tou decepcionado
Por tomar esta atitude
Eu fiz tudo ao meu alcance
Só não fiz mais porque não pude.

 Eu tou decepcionado
Por tomar esta atitude
Eu fiz tudo ao meu alcance
Só não fiz mais porque não pude.

Eu só tenho que acatar
Pois não há mais o que fazer
Você está indo embora
Pra sempre Eu vou te perder.

Vai, vai, vai.
Vai embora duma vez
Pra sempre sem despedir
É melhor assim, talvez.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

563 – QUEM AMA PERDOA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra e música; 06 06 2004.


Você está indecisa
Se vai me deixar voltar
Vai pelo teu coração
Não há mais o que pensar.

Se você inda me ama
Perder mais tempo por que
Eu quero voltar agora
Só depende de você.

Eu fui pelo egoísmo
Em de casa ter saído
Sem ao menos conversar
Mas estou arrependido.

Sei que você tem razão
Mas suplico teu perdão
Me deixe voltar querida
Não vivo sem você não.

Eu muito tenho sofrido
Por não estares comigo
Juro não mais fazer isto
Revoga este castigo.

Querida te amo muito
Você sabe muito bem
Juntos vamos ser felizes
Pra sempre sem fim amém.

Não quero outra mulher
Sem você sou infeliz
És tudo na minha vida
Só você me faz feliz.

Mais uma vez eu suplico
Teu perdão por caridade
Amor quem ama perdoa
Perdão faz felicidade,


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

562 – JAMAIS NEGO O QUE FAÇO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 31 05 2004 e música; 01 06 2004.


Certa vez eu e um amigo
Fomos beber lá num barzinho
De um outro amigos nosso
Que por sinal muito fraquinho
Conversa vai, conversa vem.
Ele falou deste jeitinho.

Ele disse para meu amigo
Quer pra tu a minha mulher?
Ele respondeu Deus me livre
Esta peste nem o cão quer
Mulher como ela dispenso
Fique com ela se qui9ser.

Então, ele virou pra mim
Perguntou muito exaltado
Você quer ela para ti
Surpreso, eu fiquei calado.
Que respeite merece ter
Me perguntei admirado.

Ela que foi minha cunhada
Sempre fez charme para mim
Mas nós nunca tivemos nada
Só alguns abraços em fim
Agora vem o seu marido
E me oferece assim.

Num outro dia quase bêbado
Aproveitei e lhe cantei
E por ter medo da irmã
Ela disse não poderei
A minha irmã é valente
Se descobrir eu morrerei.

Numa briga com o marido
E sem querer me entregou
Quando ele me viu passar
Sem hesitar me convidou
Pra qu’eu fosse a casa dele
E lá ele me perguntou.

Diz se é verdade que tu
Cantastes a minha mulher
Se ela ficou com você
Porque a ela você quer
Eu quero saber a verdade
Me responda como quiser.

Passei maus momentos não nego
Pois ele estava armado
Eu fiz da fraqueza a força
Nunca serei acovardado
Eu jamais nego o que faço
E respondi pro desgraçado.

Lhe disse, é verdade sim.
Mas ela não me aceitou
Foi você quem ofereceu-a
E sendo homem como sou
Não dispenso mulher bonita
Dar licença, embora vou.

Depois ela me procurou
E se desculpando primeiro
Me prometeu sair comigo
Mas antes me pediu dinheiro
Como era do seu costume
Foi pra junto do companheiro.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

561 – SE NÃO POSSO TÊ-LA, ME AJUDE ESQUECÊ-LA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 30 05 2004 e música; 01 06 2004.


Ó meu Senhor Jesus Cristo
Se caso não posso tê-la
A leve para bem longe
E me ajude esquecê-la.

Ó Senhor não suporto mais
Viver longe desta mulher
Meu amor por ela é puro
Mas ela diz que não me quer.

Eu queria tanto está
Agora nos braços dela
Ser afagado no seu peito
E viver a vida com ela.

Ò meu Senhor Jesus cristo
Se caso não posso tê-la
A leve para bem longe
E me ajude esquecê-la

Senhor será que é verdade
Que ela já me esqueceu?
Ou somente está blefando
Pra ver o sofrimento meu.

Eu quero voltar pra ela
Mas ela jamais me aceita
Que faço pra reconquistar
Aquela que a mim rejeita.

Ó meu Senhor Jesus Cristo
Se caso não posso tê-la
A leve para bem longe
E me ajude esquecê-la.

Será que eu não a mereço
Que mal tão grande pratiquei
Então, porque que não perdoa
A única vez qu’eu errei.

Todos casais se desentendem
Dão as pazes e vivem bem
Quando errou a perdoei
Porque não perdoa também.

Ó meu Senhor Jesus Cristo
Se caso não posso tê-la
A leve para bem longe
E me ajude esquecê-la.

Só eu tenho que perdoar?
Os meus erros não tem perdão?
Serei eu o pior dos homens?
Só mereço condenação.
                                                                                                                                                                                                                      O Senhor sabe muito bem
O quanto gostaria tê-la
Nas se não é do teu agrado
Ajude a mim, esquecê-la.

Ó meu Senhor Jesus Cristo
Se caso não posso tê-la
A leve para bem longe
E me ajude esquecê-la.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.