sábado, 5 de dezembro de 2015

1.912 - VAI FICAR MUITO PIOR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 05 12 2015 e música:

A vida não está boa
Devia está bem melhor
Mas aqui neste planeta
Cada um quer ser maior
Do jeito que tão fazendo
Vai ficar muito pior.

Estão Degradando a terra
Deixando-a improdutiva
Fazendo grandes queimadas
E o que mais nos desmotiva
É ver a terra morrer
Impedindo que a gente viva.

A gente ler nos jornais
E ver na televisão
Ouve através do rádio
E na internet então
Que o homem é a causa
Da sua destruição.

Pois com o lixo atômico
Estão poluindo o mar
Através dói gás carbônico
Estão poluindo o ar
Pois o home faz de tudo
Pra se auto dizimar.

Por meio do lixo urbano
Poluem mananciais
As águas que nós usamos
Pra beber não prestam mais
Além de causar doenças
Mata plantas e animais.

O Agrotóxico também
Gera a poluição
Causa o envenenamento
Da nossa alimentação
Também envenena a água
Provoca intoxicação.

A ciência tem provado
Os malefícios causados
Pelo mau uso dos bens
Por homens desajustados
Inda vai ficar pior
Se não tomarmos cuidados



Francisco Erivaldo Pereira Alencar

1.911 - CULTIVO NO ANONIMATO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 04 12 2015 e música:

Sou poeta escritor
Um literato sensato
Na profissão do repente
Eu recebo o mesmo trato
Por não me reconhecerem
Cultivo no anonimato.

Pouquíssimos brasileiros
Tem contado com a sorte
Ser reconhecido em vida
É preciso ter suporte
A maioria é somente
Reconhecido após morte.

O cara pode ser bom
No ofício que exercer
Experto no assunto
Pode até fazer chover
Enquanto vida tiver
Este gosto não vai ter.

Tudo que faço na vida
Tento fazer com amor
Com responsabilidade
Carinho e com fervor
Mas os filhos desta terra
Não me devota valor.

Como eu existem muitos
Que não são reconhecidos
Com grande potencial
Mas vivem desiludidos
Clamando por atenção
Mas seus feitos são perdidos.

Escrevo faço palestras
Tentando me divulgar
Poucos me dão atenção
Dar vontade de parar
Insistentemente meu âmago
Me obriga a continuar.

Insisto com teimosia
Pois teimar é meu barato
Buscando oportunidades
Recebendo desacato
Enquanto a chance não vem
Cultivo no anonimato.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

1.910 - FAÇA AGORA E NÃO SÓ DEPOIS QUE EU MORRER.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 26 11 2015 e música:

Não sei o que vou fazer da minha vida
Tive no passado uma vida sem futuro
Olho para frente e vejo tudo escuro
Em toda vida só dei passada perdida
Pois entre outras sou poeta escritor
Escrevendo tento mostrar meu valor
Quem me ver fecha os olhos pra não me ver
Sem ajuda já imaginei meu fim
Quem puder e quiser fazer algo por mim
Faça agora e não só depois que eu morrer.

Porém é hoje que eu estou precisando
De um alguém que queira me dar a mão
Pois só assim ganho minha libertação
Deste mundo cruel que está me castigando
Nas condições que vivo me sinto inútil
Sendo ajudado posso me tornar útil
Pois tenho tantos projetos para fazer
Querer fazer e não poder é tão ruim
Quem puder e quiser fazer algo por mim
Faça agora e não só depois que eu morrer.

Não me adianta receber parabém
E alguém me dizer que eu sou o maior
Se a condição cada vez fica pior
E da infame da pobreza sou refém
Quero trabalhar no esporte e na cultura
Sem apoio fazer isto é loucura
Precisam minha capacidade ver
Escrevendo versos faço apelo assim
Quem puder e quiser fazer algo por mim
Faça agora e não só depois que eu morrer.

Eu preciso hoje e não na posteridade
Trabalhar e mostrar todo o meu valor
Que as autoridades façam-me o favor
Resolver meu problema por caridade
Pois tenho muitas idéias aproveitáveis
Pois politicamente são recomendáveis
Ajudando-me bons frutos vão colher
A sociedade agradecerá em fim
Quem puder e quiser fazer algo por mim
Faça agora e não só depois que eu morrer.

Infelizmente a verdade é dura e crua
Com minha morte vão me homenagear
Projeto pela câmara vão fazer passar
E vão me fazer torna-me nome de rua
Depois da morte nada vai me servir
Quero em vida condição para subsistir
Pra feliz em nome de Deus agradecer
Pois depois de morto não falo mais assim
Quem puder e quiser fazer algo por mim
Faça agora e não só depois que eu morrer.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar,

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

1.909 - ATENTADOS MATAM QUARENTA E CINCO.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 25 11 2015 e música:

Vinte e quatro de novembro
Dois mil e cinco se deu
Dois atentados bárbaros
No Iraque aconteceu
Com uso de carros bombas
Esta região sofreu.

O primeiro em Bagdá
Fora de um hospital
Por pessoas sem escrúpulos
Que só pensa em fazer mal
Roubar paz e ceifar vidas
Torna-se um ato legal.

Se encontravam no local
Policias iraquianos
Funcionários e crianças
E soldados americanos
Lá no bairro Mahmoudiya
E também estes profanos.

Para as crianças do bairro
Era ali distribuída
Por soldados e polícia
Os brinquedos e comida
Nesta explosão trinta e quatro
Pessoas perderam a vida.

Quarenta ficam feridas
Neste atentado brutal
Outra explosão acontece
Próximo noutro local
Lá na cidade de Hilla
Bem ao sul da capital.

Perto de uma barraca
Um carro-bomba explodiu
Onze pessoas morreram
Outras dezessete feriu
Numa onda de violência
Que ao país atingiu.

Quarenta e cinco morreram
Nesta guerra de atentados
Cinquenta e sete são feridas
E não se tem os culpados
O povo quem paga a conta
Por estes desocupados.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

1.908 - TROVAS DIVERSAS.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra:  23 11 2015 e música:


O que vou fazer agora
Ainda estou por saber
Se não sei o que farei
Como é que vou fazer.

Minha vida não tem sentido
Como é que a vou viver
Se vivo não sei se vivo
Morro ou deixo morrer.

Se nasci por nascimento
Ou nasci duma explosão
Se não sei como nasci
Qual será meu fim então.

Viver assim como vivo
Não vale a pena viver
Como não conheço a morte
Sendo assim não vou morrer.

O mundo é tão pequeno
Mas para mim é tão grande
Fora nada represento
Nele meu eu se expande.

Minha inspiração desvaira
Em torrentes sub-imersas
No âmago tenho tempo
Pra fazer trovas diversas.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 22 de novembro de 2015

1.907 - SOBEJO DA SORTE.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 22 11 2015 e música:


Eu não sou nada na vida
Não tenho valor nenhum
Eu sou sobejo da sorte
Inda bem que sou só um.

Sou um cara desprezível
Prestígio nenhum eu tenho
Nem sequer eu sei quem sou,
Nem também de onde venho.

Pra onde vou eu não sei
Nem o que será de mim
Não sei se tive começo
Nem se um dia terei fim.

Pois não conheço verdade
O que é mentira não sei
Não sei se um dia nasci
E nem o que pratiquei.

Eu desconheço o meu eu
Não sei se estou vivo ou não
Se sou selvagem ou doméstico
Ou vivo na contramão.

Coração não sei se tenho
Ou pedra em seu lugar
Se não sei que é amor
Como poderei amar.

Sou um personagem inerte
Sem vida sem sentimento
Não sinto não vejo não ouço
Um corpo posto ao relento.

Não me ouvem nem me entendem
Sou fraco diante da morte
Sofrido fragilizado
Sou o sobejo da sorte.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

1.906 - ME DEIXE EM PAZ POR FAVOR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 18 11 2015 e música:


Não queira mexer comigo
Estou de cabeça quente
Os nervos a flor da pele
Com tanta gente imprudente.

Não venha com lenga lenga
Que posso ficar nervoso
E fazer o que não quero
Eu me sinto perigoso.

Reconheça teu lugar
Que eu reconheço o meu
O meu direito começa
Depois que termina o seu.

Com raiva eu sou nojento
Mas na paz sou gente boa
Procuro viver direito
Não encaro gente atoa.

Não gosto de confusão
Sou amigo de todo mundo
Respeito e quero respeito
E tenho amor profundo.

Vivo de casa pro trabalho
Não falo mal de ninguém
Eu odeio a fofoca
Sou um cidadão de bem.

Sou amigo da verdade
Tento ajudar quanto posso
Defensor dos animais
Preservo tudo que é nosso.

Viva lá como quiser
Prego a paz e o amor
O que faz não interessa
Me deixe em paz por favor.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.