terça-feira, 11 de dezembro de 2012

1.592 – ESTE MUNDO TÃO GOSTOSO, PORQUE QUEREM ACABAR.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 11 12 2012 e música;


O mundo é tão gostoso
Porque querem acabar
Com incêndio criminoso
A vida exterminar.

Só gente muito maldosa
Que não tem amor à vida
Faz profecia mentirosa
Sabendo não ser cumprida.

Com guerra e revolução
Assassinato, poluição
Vão a terra dizimar

Patrimônio valioso                                                                                                                                                                               Este mundo tão gostoso
Porque querem acabar?


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 9 de dezembro de 2012

1.591 – AINDA TENHO LEMBRANÇA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 09 12 2012 e música;


Ainda tenho lembrança
Do meu tempo de criança
Tempo bom e de esperança
Que não esqueço jamais
Da minha primeira idade
Até minha mocidade
Eu me sentia a vontade
Junto aos meus queridos pais.

Inda lembro os caminhos
E de todos os vizinhos
Dos alegres passarinhos
Nos galhos do juazeiro
Da rolinha, do nambu.
Do paturi, do jacu.
Das galinhas, do Peru.
Criados lá no terreiro.

Também lembro o periquito
O papagaio, o cebito.
Cancão pássaro bonito
Asa-branca e o gambá.
Na pedreira o mocó
Na pescaria o socó
Na mata o pixoxó
Do bravo Lobo-guará.

Da casa que eu nasci
Onde morei e cresci
Da água que eu bebi
Da roça que eu trabalhei
Do gado que eu campeava
Dos borregos que eu curava
Cabritos que eu chiqueirava
Do mato que eu capinei.

Inda lembro o terreiro
O aboio do vaqueiro
O escuro nevoeiro
Jogando chuva no chão
Relâmpago no nascente
O pôr do sol no poente
Do banho na água corrente
E o gemido do trovão.

De quando o inverno chegava
Das covas que eu cavava
Da semente que semeava
Das plantas que vi nascer.
O milho sair do chão
Da debulha do feijão
Da cata do algodão
Sem aos besouros temer.

Lembro o mel da abelha
A estrela que centelha
Meu avô fazendo telha
Lá na sua olaria
Inda lembro na floresta
Pássaros fazendo festa
Jovens fazendo seresta
E o meu pai cantoria.

Da minha mãe trabalhando
No rio roupas lavando
E dos seus filhos cuidando
Com muita dedicação                                                                                                                                                                              Do meu pai lá no roçado
Trabalhando alugado
Para ganhar um trocado
Pra nossa alimentação.

Do gado que encurralava
Das vacas que desleitava
E do leite que eu tomava
Leite mugido na hora
Das festas de São Gonçalo
Da corrida de cavalo
E do cântico do galo
Cedo ao romper da aurora.

Nunca esqueci, sou franco.
Do velho cavalo branco
E da mulher de tamanco
Da cangalha e da cela
E do macaco soim
Das formigas e cupim
Quando queimei o capim
Da tramela e da cancela.

Da mordida da mutuca
De uma velha caduca
Quando fazia arapuca
Para pegar passarinho
O Canário cantador
O gavião caçador
E do veloz beija-flor
Arquitetando seu ninho

Do banho de cachoeira
Do roço da capoeira                                                                                                                                                                               Do broto da catingueira
Na vinda da primeira chuva
Da raposa galinheira
Do meu pé de aroeira
Da foice e da roçadeira
Que usei sem usar luva.

Da broca que eu fazia
Da amanhecência do dia
Maneiro pau e cantoria
Da noite enluarada
Do o lindo amanhecer
Domingos ao entardecer
E do sol se esconder
Ao fim da sua jornada

Lembro o Vento Aracati
Na mata o Juriti
O valente bem-te-vi
E do tempo de bonança
Do meu berço idolatrado
Do estio prolongado                                                                                                                                                                                 O que vivi no passado
Ainda tenho lembrança.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sábado, 8 de dezembro de 2012

1.590 – NÃO ACREDITO EM COMEDOR DE FEIJÃO.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 08 12 2012 e música;

Existe alguém por aí
Conversando heresia
Inventando o que fazer
Que o dia doze é o dia
Do mundo se acabar
Conforme sua profecia.

Segundo o raciocínio                                                                                                                                                                                De esta gente profeta
Dois mil doze em dezembro
Que o tempo se completa
Pra o mundo se acabar
È o que esta gente decreta.

Assim falou Jesus Cristo
Não devemos acreditar
Nestas falsas profecias
Que alguém possa inventar
Só o pai sabe quando
O mundo vai acabar.

Que o mundo vai acabar
Nós sabemos de antemão
Quando vai acontecer
Os homens não saberão
Isto é assunto de Deus
Não pra comedor de feijão.

Por muitas e muitas vezes
Profetas enganadores
Que dizem saber das coisas
São de Deus informadores
Já extinguiram o mundo
Por causa destes horrores.

Se estes caras sabem
Quando o mundo vai acabar
Eles também devem saber
Como deve evitar
Ou só sabem pregar medo
Com mentira tão vulgar.

Nem mesmo o apocalipse
Do evangelista João
Sobre ano, dia e hora
Ele não faz revelação
Por isto não acredito
Em comedor de feijão.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.589 – TUDO ACABA NO SOL QUENTE

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 08 12 2012 e música;


É triste olhar pra o campo
Ver a terra ressecada
Sem a luz do pirilampo
E a selva desfolhada.

A seca torrando o sertão
Não há mais neve na serra
A chuva não cai no chão
Pra poder molhar a terra.

Nuvem branca não tem água
Nos açudes a deságua
Feita pelo sol ardente.

A falta da chuva no chão
Desertifica o sertão
Tudo acaba no sol quente..


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.588 – COM DESPREZO E FALSIDADE

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 08 12 2012 e música;


A mulher que tanto amo
Já não gosta mais de mim
A dama a quem aclamo
Está querendo ver meu fim.

Ela disse em juramento
Ser minha eternamente
No altar em casamento
Jurou ser minha somente.

Na alegria na dor
Na tristeza no amor
De me dá felicidade.

Perdeu a sua ternura
Depois que quebrou a jura
Com desprezo e falsidade.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.587 – DESAPARECE SOBRE A AMPLIDÃO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 08 12 2012 e música;


Sempre que vejo aquela mulher
Sinto remorsos no meu coração
Não sei quem é ela nem de onde veio
Só sei que ela chamou-me atenção.

Tenho buscado saber quem é ela
Ela sonega se identificar
Com olhos distantes sempre fugindo
Sobre sua vida recusa falar.

Inda é jovem e muito bonita
Em teu semblante enorme tristeza
Palavras doce saem de sua boca
Seu visual denuncia pobreza.

Ela me olha com muito carinho
Querendo da minha vida saber
Desejando muitas felicidades
Sai chorando ao Senhor agradecer.

Parece que algo muito especial
Que desconheço ou não tou lembrado
Que somente ela é a sabedora
Que ocorreu entre nós no passado.

Com uma mão alisa meus cabelos
Com a outra aperta minha mão
Soluça forte respira profundo
As suas lágrimas ensopam o chão.

Já procurei entre muitas pessoas
Obter informações sobre ela
Ela é estranha, ninguém a conhece.
O que faz onde vive nada tenho dela.

Tentando buscar saber quem é ela
Botei detetive foi tudo em vão
Segui os seus passos nada consegui
Pois desaparece sobre A amplidão.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.586 – QUAL O HOMEM QUE DIZ NÃO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 04 12 2012 e Letra;


Qual o homem que não gosta
De uma mulher cheirosa
Qual homem que não aposta
No amor duma dengosa.

Qual o homem que não quer
Um amor sincero e puro
Uma bonita mulher
Pra namorar no escuro.

Pois homem nenhum reclama
De ter que levar pra cama
Uma linda mulher formosa

Qual o homem que diz não
Quando o seu coração
Ama uma Mulher dengosa.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.