segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

1.782 - A CULTURA DE ACOPIARA ESTAR DE MAL A PIOR

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 22 12 2014 e música:


A cultura de Acopiara
Estar de mal a pior
Nem mesmo quem faz cultura.
Quer vê-la ficar melhor
Do jeito que a coisa vai
Inda vai ficar menor.

Não estou falando mal
Estou narrando à verdade
Quase não há mais cultura
Aqui na minha cidade
Do que chamamos de cultura
Hoje só resta saudade.

Cultura é sabedoria
É arte é educação
É ciência é lazer
É confraternização
É memória é história
Do povo duma região.

As duplas de emboladores
Não há mais em Acopiara
Até mesmo os glosadores
Aqui é espécie rara
O contador de histórias
Sumiu com o pau-de-arara.

A festa do maneiro pau
Há muito tempo morreu
O folclore acopiarense
Também desapareceu
As brincadeiras de rodas
Também se escafedeu.

O cantador de viola
Também tá em extinção
As cantorias são raras
Pouquíssimas pessoas vão
Não se ver mais cantador
Perambulando no sertão.

As festas de são Gonçalo
Tá difícil de se ver
O verdadeiro reisado
Deixou de acontecer
Até mesmo os caretas
Mudou a forma de ser.

Nas festas de são João
Não tem mais o milho assado
Nem canjica, nem pamonha.
Nem o jerimum sapecado
Sem pulador de fogueira
São João é desanimado.

Benzedor e benzedeira
Estão desaparecendo
O contador de anedotas
Também não estou mais vendo
Os escritores também
Não estão mais escrevendo.

Os cantadores daqui
Vivem em desunião
Os poetas não se entendem
Virou baderna e confusão
O músico da minha terra
Também tá em extinção.

A arte cênica também
Praticamente morreu
O Fetac de Acopiara
Nunca mais aconteceu
Coitada da arte plástica
Capengou e faleceu.

A memória desta terra
Anda pela mesma sina
A estação ferroviária
Encontra-se em ruína
O prédio da prefeitura
Passou por mesma chacina.

A primeira casa erguida
Na Terra do Lavrador
Só existe o retrato
No arquivo dum escritor
Também o Circo Operário
Mudou de função e cor.

Desde a primeira gestão
Nunca entrou um gestor
Que gostasse de esporte
E a cultura desse valor
Nem esporte nem cultura
Dar voto de eleitor.

Um povo que não tem arte
É um povo sem memória
E um povo sem cultura
É um povo sem história
Povo sem educação
É um povo sem vitória

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 21 de dezembro de 2014

1.781 - E ASSIM SOBREVIVER.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra; 21 12 2014 e música:


Enquanto todos descansam
Saio para trabalhar
Cansaços no corpo avançam
Mas eu não posso parar.

Lentamente vou empurrando
Meu carro de picolé
Ao sol quente vou gritando
Disposto com muita fé.

Olhem o picolé cremoso
Docinho muito gostoso
Tem pra você escolher

Pois é nesta profissão
Que ganho arroz e feijão
E assim sobreviver.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.780 - CADÊ

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 21 12 2014 e música:


Cadê o inverno que não chegou
Cadê a chuva que não molhou
Cadê a água a água secou
Sem água com cede vamos morrer.
Cadê a nuvem que não aparece
Cadê o governo que de nós esquece
Somente o sol quente que tudo aquece
Com a quentura tudo vai derreter.

Cadê a água pra gente beber
Cadê a comida pra nós comer
Cadê o governo pra nos socorrer
Estar no palácio esquecido de nós
Diz-me cadê a felicidade
Cadê a solidariedade
Diz-me cadê a autoridade
Impiedosa nos deixou a sós.

Cadê a paz na humanidade
Cadê o amor e a fraternidade
Diz-me cadê a sociedade
Que não ver não sente a nossa dor
Cadê o poder dos soberanos
Cadê quem criou dia, mês e anos
Diz-me cadê os direitos humanos
Estão lá protegendo o infrator.

Cadê o governo estadual
Cadê a Câmara Federal
Cadê o Congresso Nacional
Só voltarão para eleição
Cadê o prefeito da cidade
Cadê o padre da comunidade
Cadê a minha privacidade
Se é que tive inda não sei não.

Cadê o juiz a sala tá vazia
O promotor da promotoria
O delegado da delegacia
Minha cidade está sem justiça
Diz-me cadê médico doutor
Cadê a presença do Salvador
Cadê a Terra do Lavrador
Há muito virou terra da preguiça.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.779 – MANDE A SECA PRO INFERNO

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 06 11 2014 e música:


Quanta tristeza me dar
Olhar pro sertão e ver
A terra esturricada
Nuvem sem fazer chover.

Reservatórios secando
E a mata desfolhada
A pastagem acabando
Criação sendo dizimada.

Ó Jesus eu rogo a voz
Sua interseção pra nós
Junto ao nosso Deus eterno

Dai-vos a tua bênção
Tenha de nós compaixão
Mande a seca pro inferno



 Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

1.778 - SUA MENSAGEM EM CANÇÃO

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 06 11 2014 e música:


Hoje ao sair do meu lar
Pra conversar com alguém
Na mata pude escutar
Lindo cantar do Vem-vem.

No seu cantar sozinho
Chamava pela companheira
Solitário sem carinho
Num galho da aroeira.

Tentei vê-lo, mas não vi.
Eu somente consegui
Detectar sua direção.

Afastei-me a persuadir
Até deixar de ouvir
Sua mensagem em canção.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

1.777 – APRESENTAÇÃO DA ANTOLOGIA POÉTICA

Autor: Erivaldo Alencar

Letra: 05 11 2014 e música:

Junto à família resgatei
Também fiz a seleção
Esta obra organizei
Com bastante atenção.

Obra escrita com esmero
Versos feitos com cuidado
Sem cometer exagero
Rimado metrificado.

Nos poemas que escreveu
Pedro Gomes obedeceu
Uma poesia estética.

Poeta imortalizado
Nos deixou este legado
Em Antologia poética.


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Francisco Erivaldo Pereira Alencar

domingo, 2 de novembro de 2014

1.776 - PARAR PRA LOUVAR JESUS

Autor: Erivaldo Alencar

Letra: 29 10 2014 e música:


O dia amanheceu lindo
Gostoso pra se viver
Levantei e estou indo
Para o meu afazer.

Eu vou aproveitar bem
Esta dádiva divina
Pra fazer o que convém
Pregar a santa doutrina.

E com a bênção de Deus
Vou levar a paz aos meus
Em Cristo ensinar a luz.

Salvação em um Deus perfeito
Depois de tudo isto feito
Parar pra louvar Jesus.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.