quarta-feira, 30 de maio de 2012

1.329 – SALVE SALVE MEU SERTÃO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 28 02 2011 e música; 28 02 2011.


Canta canta rouxinol
No galho do juazeiro
Alegre o sair do sol
Com o seu canto primeiro.

Também canta o nambu
No seio da verde mata
Na madrugada o jacu
Medita em serenata.

É bonito se ouvir
Na floresta o juriti
Entoar sua canção

Na selva o corduniz
Mui feliz da vida diz
Salve salve meu sertão.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

061,328 – SEM TEMPO PARA PERDER

Autor; erivaldo Alencar.

Letra; 22 02 2011 e música; 28 02 2011.


Certo dia uma senhora
Aqui da minha cidade
Uma pobre sofredora
Já na terceira idade
Que jamais se acostumou
Passar por necessidade.

Certa vez se deparou
Em crucial situação
Não tinha mais gás nem lenha
Pra cozinhar o feijão
Nem dinheiro pra comprar
Ela também não tinha não.

Com os netinhos chorando
Sem nada para comer
Desesperada chorando
Meu Deus o que vou fazer
Sem ninguém pra me ajudar
Sei que vou enlouquecer.

Já passava das dez horas
E ela desesperada
Foi lá no canto da casa
Pegou uma foice quebrada
Pra buscar lenha na mata
Ela saiu enfezada

Encontrando um pau seco
Logo já foi derrubando
A foice tava tão cega
Na madeira desvalando
De tanto esforço fazer
Calos nas mãos foi criando.

Mas com muito sacrifício
A árvore derrubou
A picotou em pedaços
E em lenha transformou
Juntou todos os pedaços
E em um feixe amarrou.

Quando ela pegou o feixe
Para na cabeça botar
Estava muito pesado
Não conseguiu levantar
Desesperada e nervosa
Ela começou chorar.

Sem força suficiente
Começou se maldizer
Isto é diabo de vida
Nasci só para sofrer
Ter vida igual a minha
É muito melhor morrer.

Estou velha e cansada
Não dou mais pra trabalhar
A morte deveria
Vir logo pra me levar
Para duma vez o meu
Sofrimento acabar.

Nisto ela viu de repente
Um vulto em sua frente
Dizendo eu sou a morte
Vim lhe atender urgente
Dai-me logo teu pescoço
Tua vida vai com a gente.

A velha se assustou
Ao ver a morte ao seu lado
Com um facão numa mão
E na outra um machado
Com medo se arrependeu
Do que havia falado.

A morte disse vem logo
Não tenho tempo a perder
Me chamou estou aqui
Pra poder levar você
Não dê trabalho tenho outros
Compromissos pra fazer.

A velha disse amiga
Não chamei pra me matar
O feixe tá tão pesado
Lhe chamei pra me ajudar
Pra este feixe de lenha
Em minha cabeça botar.

A morte disse nervosa
Só pode ser brincadeira
Deixei os meus afazeres
Pra atender esta porqueira
Agora diz que quer ajuda
Eita mulher trapaceira.

Vou te ajudar esta vez
Para a viagem não perder
Mas nunca mais me chame
Pois não vou te atender
Me aguarde que eu logo
Virei pra levar você.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.327 – PARA DEUS NOSSO SENHOR

Autor; Erivaldo Alencar

Letra; 22 02 2011 e música; 28 02 2011.


Jesus é a esperança
De quem vive atormentado
Pelo ódio e a vingança
De quem pelo mal foi tomado.

Mas é preciso ter fé
Pra poder se libertar
Só Jesus de Nazaré
Tem poder pra nos salvar.

Caminho verdade e vida
A salvação prometida
No reino do Criador.

Fonte da divina luz
O amor que nos conduz
Para Deus nosso Senhor.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.326 – O CARTÃO RASGUEI

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 22 02 2011 e música; 28 02 2011.


Pouco passa das seis horas
Da manhã de quinta feira
Cheguei no P.S.F.
E sentei-me na cadeira.

Sou o segundo da fila
Que hoje vai se receitar
Vou aguardar a atendente
Pra ficha poder pegar.

A zeladoura chegou
Com uma chave na mão
E cantarolando ela
Já foi abrindo o portão.

Deu de garra da vassoura
E começou a limpeza
No vai e vem da vassoura
Com vontade e ligeireza.

A atendente chegou
A ficha eu vou fazer
A médica vem chegando
Pra poder me atender.

Mas quando chegou a vez
Da médica me atender
A atendente botou outra
Me fazendo aborrecer.

Perguntei por que motivo
Ela me tirou da vez
Disse-me sou eu quem mando
Não submeto a vocês.

Nervoso o cartão rasguei
E joguei na mesa dela
Mandei comer os pedaços
Que caiu por sobre ela.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.325 – EU PREFIRO SER EU MESMO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 12 02 2011 e música; 28 02 2011.


Eu jamais na vida penso
Ser o dono da verdade
Mas tudo que vou fazer
Faço com seriedade

Reconheço meus limites
Controlo minha vontade
Obedeço os meus instintos
E minha capacidade.

Não boto a mão em cumbuca
Nem pé adiante da mão
Somente me aventuro
Com meus pés firmes no chão

Primeiro procuro ouvir
Para depois ser ouvido
Antes tento atender
Pra depois ser atendido.

Não bato a lingua nos dentes
Nem falo mal de ninguém
Não confirmo sem saber
Não me profano também.

Desconjuro a mentira
Condeno a falsidade
Amaldiçoou a inveja
E amo a felicidade.

Quando posso eu ajudo
Gosto de fazer o bem
Procuro fugir do mal
E não maltrato ninguém.

Sou amante da verdade                                                                                                                                                                        preservo a natureza
Tenho fé em Jesus Cristo
Revoltado com a pobreza.

Não entro em confusão
Sou sujeito moderado
Totalmente apolítico
Mas gosto ser respeitado

Não banalizo a vida
Eu tento vivê-la bem
Eu prefiro ser eu mesmo
Do que imitar alguém.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.324 – O CORETO BAGUNÇAR

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 11 02 2011 e música; 28 02 2011.


Hoje noite eu vou fazer
Desmantelo por aí
Vou bagunçar o coreto
Vou beber e divertir.

Eu serei muito mais eu
Vou a vida extrapolar
A vida é muito curta
Eu tenho que aproveitar

O tempo passa depressa
Tenho que me apressar
Para ser feliz enquanto
A velhice não chegar.

Não irei ferir ninguém
Não usarei de má fé
Mas vou viver minha vida
Da forma que eu quiser.

Sou jovem introvertido
Que busca felicidade
Nos mais diversos caminhos
Da vida em sociedade

De espírito, corpo e alma.
Hoje vou me entregar
Ao mundo da diversão
E o coreto bagunçar


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

1.323 – QUE AVIDA NO SERTÃO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 27 01 2011 e música; 28 02 2011.


Pisar na terra molhada
Sentir o pé lameado
Ver a semente plantada
Me deixa entusiasmado.

E ouvir os passarinhos                                                                                                                                                                Cantando no arvoredo
Corujas fazendo ninhos
Lá nas brechas do lajedo

Quão felicidade tenho
Por tudo que desempenho
Com raça e disposição.

Na roça sou o maior
Nem quero vida melhor
Que a vida no sertão.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.