Autor: Erivaldo Alencar.
Letra: 10 02 202.
Não nasci pra aboiar
Mas nasci pra ser vaqueiro
Sou poeta escritor
E filho de violeiro
Da terra do lavrador
Do interior brasileiro.
Eu nasci no Comboeiro
Sou da família Alencar
Cearense cabeça chata
Tenho amor ao meu lugar
Querida Acopiara
Lugar bom de se morar.
Cedo eu fui trabalhar
Em nossa propriedade
Para ajudar os meus pais
Criar minha irmandade
Onde vivi minha infância
E a minha mocidade.
O que eu digo é verdade
Não existe trapalhada
Nasci na casa de taipa
As margens duma estrada
Da casa onde nasci
Já não existe mais nada.
Quase numa encruzilhada
Localizava um curral
Na sombra de um juazeiro
La ficava o animal
E um pé de cajarana
Plantada no meu natal.
Como é muito legal
Eu gosto puder lembrar
Do canto da passarada
E das noites de luar
Eu tenho prazer imenso
Meu passado relembrar.
Eu vivo a recordar
Os tempos bons que passei
A minha vida no campo
Eu jamais esquecerei
E quem sabe no futuro
Para o campo voltarei.
Dos bons tempos que passei
Eu sou feliz em dizer
Dar vontade de chorar
E aos bons tempos reviver
Da minha vida no passado
Eu jamais hei de esquecer
Francisco Erivaldo Pereira
Alencar.
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