terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

298 – CHOREI DE SAUDADE

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 14 12 2002 e música; 26 01 2003.


Dentre minhas tribulações
Enquanto dormia, sonhei.
Qu’eu estava em minha terra.
Meio a mata eu avistei.

O açude de águas límpidas
Quase seco abandonado
Estava coberto de mato
Eu chorei emocionado.

Eu vi a casa que morei
Sem ninguém abandonada
Os quintais que fiz com trabalho
Caindo e não tinham nada.

Não vi ninguém, só ouvi vozes.
Meu Deus quanta barbaridade
E com meu peito traspassado
Confesso, chorei de saudade.

297 – FAZ DE CONTAS

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 10 12 2002 e música; 04 01 2003.


Faz de contas que vive muito bem
Que não compro fiado a ninguém
Que vivo uma vida sossegada
Faz de contas que sou milionário
Sempre fui patrão, jamais operário.
Que tenho todo, não me falta nada.

Faz de contas que sou muito feliz
Que tenho a vida que sempre quis
Minha vida é só felicidade
Que eu sempre fui feliz no amor
Nunca tive decepção nem dor
Consigo tudo com facilidade.

Faz de contas que nunca fui cobrado
Tudo que quero tenho alcançado
Minha vida foi sempre mar de rosas
Faz de contas que nasci na riqueza
Que não carrego marcas da pobreza
Nunca tive passagens dolorosas.

Faz de contas que eu sou bom sujeito
Que não carrego mágoas no meu peito
Que minha vida é só alegria
Que tenho muita paz no coração
Não me revolto, tudo é benção.
Me dão flores e não antipatia.

296 – QUANDO EU ENRICAR

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 10 12 2002 e música; 26 12 2002.


Quando eu enricar
Bem longe vou comprar
Um pedaço de terra
Para com minha gente
Viver dignamente
Sem notícias de guerra.

Muitas cabras e gado
Ovelhas com cuidado
Galinhas vou criar
Vou construir riqueza
Viver a natureza
Ar puro respirar.

Quando eu enricar
Bom carro vou comprar
Boa casa construir
Trabalhar com prazer
Sem preguiça fazer
A terra produzir.

Fazer tudo que quero
Com um amor sincero
Ser mui feliz na vida
Ajudar quem precisa
Salvar quem agoniza
Repor a paz perdida.

Quando eu enricar
Muito vou viajar
Vou curtir a vontade
Divertir, bagunçar.
Sem nada prejudicar
É só felicidade.

Vou ter paz e sossego
Criar muito emprego
Para quem quer trabalhar
Vou instalar indústria
Sem mágoa sem angústia
Carentes empregar.

Quando eu enricar
Escolas instalar
Levar a esperança
Investir na pobreza
Salvar a natureza
Proteger a criança.

Dar ao nosso velhinho
Conforto e carinho
Boa alimentação
Lazer a juventude
Ao pobre mais saúde
Esta é minha missão.

295 – COMPRANDO FIADO, PEDINDO O TROCO.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 03 12 2002 e música; O4 01 2003.


Eu estou quebrado
Liso, leso, louco.
Comprando fiado
Pedindo o troco.

Ao levantar eu percebi
Que não tinha o que comer
Desempregado sem dinheiro
E sem água para beber.

Até mesmo o cafezinho
Não tinha mais para tomar
Diante desta situação
A mulher começou brigar.

Eu estou quebrado
Liso, leso, louco.
 Comprando fiado
Pedindo o troco.

Sem crédito desiludido
Devendo sem poder pagar
Vem cobranças de todos lados
Minha vida ta de lascar.

Não sonego tou lhe devendo.
E estou liso, leso, louco.
Mesmo assim quero fiado
E por favor, me dê o troco.

Eu estou quebrado
Liso, leso, louco.
Comprando fiado
Pedindo o troco.

294 – TU ÉS A SALVAÇÃO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 02 12 2002 e música; 10 01 2003.


Peço a Jesus meu Senhor
Que interceda, por favor.
A vosso pai celestial
Que tudo para mim dê certo
O céu pra mim seja aberto
Me feche as portas do mal.

Em vossos braços me entregue
Estou carente eu não nego
Quero a vossa proteção
Reforce minha fé Jesus
Ajude-me levar a cruz
Liberta-me da tentação.

Bote-me a benção Senhor
Como filho do salvador
Você pode me ajudar
Faz de mim teu servo Jesus
Em ti encontrarei a luz
A luz que prevalecerá.

Tu me conheces muito bem
Não há como negar também
Por isto lhe peço perdão
Dai-me da carne pra comer
Do teu sangue para beber
Porque tu és a salvação.

Tu que és irmão e Senhor
Em nome de Deus criador
Ilumine a minha vida
Não deixe cair em fracasso
E me carrega no teu braço
A estrada é tão comprida.

293 - ALFAVACA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra. 02 12 2002 e música; 25 01 2003.


A verdadeira alfavaca
Uma erva medicinal
Da família das labiadas
Aromática, ornamental.

É uma erva terapêutica
De efeitos especiais
Cura doenças estomáticas
Sudoríficas, peitorais.

Debela doenças febris
Também por ser carminativo
Elimina todos os gases
Do aparelho digestivo

Suprime e evita vômitos
Por ser erva antiemética
Tonifica a quem ta fraco
Cura secreção diurética.

Nas afecções respiratórias
Folhas e flores são usadas
E em forma de chá, por dia.
Quatro xícaras são tomadas.

Nas úlceras e nas feridas
Folhas frescas bem amassadas
Sob forma de cataplasma
Na cura são utilizadas.

292 - CHEGA DE SER PARASITA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 28 11 2002 e música; 04 01 2003.


Já chega da vida qu’eu levo
Viver somente de favor
Tenho que arranjar um jeito
Ganhar o pão com o meu suor

Na vida ninguém me respeita
Eu sou um homem sem moral
Vivo dependente dos outros
Não vivo meu mundo real;

Eu vivo de mãos estendidas
Sobejo pedaços de pão
Dizem que me acostumei
Viver esta vida de cão.

Muitos até viram as costas
Outros me mandam trabalhar
Sem jeito saio de mansinho
Mendigo em outro lugar.

Embora que não acredite
Tenho vergonha do que faço
Me constrange pedir esmolas
Colho frutos do meu fracasso.

Peço que todos me ajudem
Largar esta vida maldita
Quero viver por conta próprio
Já chega de ser parasita.