Ator: Erivaldo Alencar.
Letra: 23 06 2026.
Sou poeta nordestino
Da terra do lavrador
Sou de tradição poeta
E filho de cantador
Cearense cabeça chata
Sou poeta escritor.
Também sou pesquisador
Tenho bom conhecimento
Eu faço da poesia
O meu entretenimento
Do que é a poesia
Eu tenho discernimento.
Eu aproveito o momento
Para escrever poesia
Tenho domínio da coisa
Escrevo e dou garantia
Ter o dom de ser poeta
Minha maior alegria
Eu faço da poesia
A minha arma de guerra
Com ela eu me defendo
E descrevo a minha terra
Minha inspiração é fértil
Quem fala assim não erra.
Eu nasci num pé de serra
Comigo não há segredo
Eu me criei lá na roça
Não vejo de que ter medo
Aboiando com o gado
Eu cantava meu enredo.
Eu sou pior que torpedo
No meio do juremal
Montado no meu cavalo
Cortando o matagal
Juntava o gado no campo
Levava para o curral.
Ao despertar do pardal
Levantava com humor
Tirava o leite das vacas
E cantando com fervor
Levava o gado ao pasto
Aboiando com amor.
Francisco Erivaldo Pereira
Alencar.
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