Autor: Erivaldo Alencar.
Letra: 03 04 2026.
Meio a tanta violência
O mundo está revirado
Com o mando e desmando
O povo preocupado
Pelo certo ou errado
Não sei quem é o culpado.
O direito violado
Respeito não há mais
Muitas vidas são ceifadas
De humanos e animais
E a terra degredada
E queimadas ilegais.
Minerais e vegetais
Estão sendo destruídos
Por ganância e arrogância
Assuntos maus entendidos
A falta de humildade
Por quem se diz instruídos.
Nós estamos divididos
Por gente sem coração
Cada um buscando o certo
Querendo explicação
Mas ninguém não aparece
Pra trazer a solução.
É nação contra nação
Numa guerra sem sentido
Pela a falta do diálogo
Tudo parece perdido
E a falta de vontade
E o que tem me parecido.
O povo está iludido
Por querer a creditar
Vir o salvador da pátria
E a bagunça acabar
E voltar a ser feliz
Sem nada pra atrapalhar.
Com instinto de matar
Se dizendo salvador
O apaziguador do mundo
Se achando o senhor
Surge lá no horizonte
Com cara de traidor.
A vida perdeu valor
Isto tenho por certeza
É tanto dinheiro gasto
Por ambição e avareza
Invés de dar alimentos
Pra quem vive na pobreza.
Destroem a natureza
E os bens materiais
Tento controlar o mundo
De maneiras desleais
Bombardeando e matando
Os humanos e animais.
Manifestações reais
Pelas ruas em passeatas
Exigindo dos gestores
Soluções imediatas
Para o retorno da paz
Sem restrições insensatas.
Aos senhores de gravatas
São quem tem este poder
De negociar a paz
De fazer e desfazer
Sem traição e ameaças
Os problemas resolver.
Como todos podem ver
A fome no mundo inteiro
Nas cidades e nos campos
É grande o doenceiro
Pro alimento e remédio
O povo não tem dinheiro.
Peguem todo este dinheiro
Que são gastos nesta
guerra
Ajude os necessitados
Em toda face da terra
De emprego a quem não tem
Quem age assim nunca erra.
Aos governantes da terra
Eu vos peço em poesia
Por favor, parem e pensem,
E vejam no dia a dia
Só vocês tem o poder
Dar-nos esta alegria.
Digo sem demagogia
Nem também peço perdão
Eu não sou doido nem cego
Sou um cara de visão
Do jeito que estão agindo
Vai ser a destruição.
Francisco Erivaldo Pereira
Alencar