Autor; Erivaldo Alencar.
Letra; 19 12 2006 e música; 30 06 2007.
Porque que eu devo ter vergonha
Se nada faço por baixo do pano
Vergonha do que sou do que faço
Sou o que sou e não me engano
Jogado ao relento da vida
Sou apenas um trapo humano
Se eu cato latinhas na rua
Para o meu sustento ganhar
Ganho dinheiro licitamente
Não há porque me envergonhar
Como não tenho emprego fixo
Tenho muito que me rebolar
Se apanho jornais e revistas
Nas lixeiras da minha cidade
Faço isto, pois gosto de ler
Não se compra só com a vontade
Não é por isto qu’eu vou perder
Meu moral, minha dignidade
Se o meu chinelo ta rasgado
Não uso pra me apresentar
Ganho pouco dinheiro não dar
Pra um sapato novo comprar
Por mais que me sinto humilhado
Eu jamais vou me envergonhar
Quem que não gosta se vestir bem
Roupas de marcas, um bom calçado
Também gosto não sou exceção
Olhem pra mim vejam meu estado
Sou pobre não tenho condições
Para poder andar bem trajado
Se sou pobre e Analfabeto
Alto posto não posso galgar
Não importa se quero ou não
Eu reconheço o meu lugar
Vergonha pra que se não dar jeito
Jeito que tem é me conformar.
Francisco Erivaldo Pereira Alencar.
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