Autor; Erivaldo Alencar.
Letra; 05 01 2007 e música; 12 07 2007.
Foi lá pela madrugada
Sentei num banco da praça
Apareceram dois gatos
Que faziam arruaças
Eram dois gatos moriscos
Em uma briga sem graça
Na discussão entre eles
Era grande o alarido
Eu fui lá pra apartá-los
Eles foram divididos
Cada um foi pra um lado
Acabou todo ruído
Foi uma briga ferrenha
Ninguém saiu machucado
Os gatos se retiraram
E eu fiquei sossegado
Depois fui s4entar no banco
Porque estava cansado
Soprava um vento frio
E eu no banco sentado
Esperava uma topic
Quando silêncio foi quebrado
Eram dois gatos moriscos
E outro amarelado
Os três gatos se travaram
Numa briga de má fé
Gato azunhava gato
Todos sabem como é rolavam no chão
Horas rolavam no chão
Horas ficavam de pé
Eu não suporto ver brigas
Mesmo que seja de gato
Eu fui pra apartá-los
E só recebi mau trato
Eles não me atenderam
E Eu não deixei barato
Disse pra eles chô gatos
Mas os gatos não ligaram
Joguei neles jornal velho
Foi como se separaram
Embora insatisfeitos
Foi como se desgarraram
Voltei a sentar no banco
Agora bem mais tranqüilo
Não demorou muito tempo
Me pareceu um asilo
Sem ver direito perguntei
Meu Deus o que é aquilo
Logo fui ver o que era
Tinha três gatos brigando
Eram dois brancos um preto
Estavam se estranhando
Antes que se machucassem
Eu fui logo separando
Olhando me perguntei
Como vou separar eles
Como defensor dos bichos
Não podia tocar neles
Tinha que haver um jeito
De parar a briga deles
Eu dei um grito bem alto
Os gatos se assustaram
Percebi que não gostaram
Mas eles se separaram
Cada um seguiu um rumo
E pra lá não mais voltaram
Outra vês sentei no banco
Sem mais preocupação
De repente vi um vulto
Dentro da escuridão
Era um gato fugindo
Duma outra confusão
Era de cor amarelo
Com a coluna quebrada
Corria caia dos quartos
Uma peleja danada
Caia se levantava
E dava uma miada
Alguns minutos depois
Eu estava cochilando
Me despertei assustado
Ouvi um gato miando
Eu fui olhar e vi
Tinha três gatos brigando
Dentre eles um era branco
Um preto um mariscado
Tinha outro amarelo
Olhando mais afastado
Enquanto os três brigavam
Ele ficava ao lado
Me levantei outra vês
E fui apartar a briga
Sem machucá-los queria
Findar aquela intriga
A miadeira dos gatos
Tava me dando fadiga
Os gatos se azunhavam
Ficavam ponta de pé
Eles se mordiam todos
Eu lhes fiz um rapapé
Os gatos se separaram
Dando em mim um olé
Eu agradeci a Deus
Porque a briga findou
Quando fui pegar o carro
Outra briga começou
Não vi os brigões porque.
O carro não esperou
Francisco Erivaldo Pereira Alencar.
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