sábado, 13 de junho de 2015

1.823 - SE ME DESSE UMA CHANCE.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra: 13 06 2015 e música:


Vivo decepcionado
Por minha situação
Todos sabem o que passo
Mas ninguém me dar à mão
Eu quero crescer na vida
Mas muito mau ganho pão.

Isto não é blasfêmia não
Estou dizendo a verdade
Existo mas não existo
Perante a autoridade
Que é cego ou finge não ver
A minha capacidade.

Sou filho desta cidade
Quero muito trabalhar
Com esporte e com cultura
Mas ninguém chance me dar
O potencial que tenho
Não querem aproveitar.

O prefeito do lugar
Sabe muito bem quem sou
Devido questões políticas
Nunca me valorizou
Amigos me apresentam
Ele jamais me chamou.

Até apolítico sou
Não faço discriminação
Minha política é a cultura
Defendo-a de coração     
Só não faço mais por ela
Por que não tenho condição.

Se me dessem condição
Pra eu poder trabalhar
Buscava de todas formas
A cultura resgatar
Com certeza o prefeito
Ia de mim se orgulhar

Meu valor quero mostrar
Naquilo que sei fazer
Eu estando no comando
A cultura vai crescer
Se me desse uma chance
Não ia se arrepender.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.822 - ESTRELA ERRANTE

Autor: Erivaldo Alencar;

Letra: 13 06 2015 e música:


Sou estrela errante que vagueia
Pelo espaço sem e ter direção
Estrela que nunca existiu nem existe
Sem que a vejam segue na contramão.

Sou imperceptível ao ser humano
Mas quando menos se espera apareço
Não sou do mundo, mas estou presente,
Pra que fui feito não sei ou esqueço.

A ciência tenta me descobrir
Mas não consegue pois sou o que não sou
Sou impalpável e não tenho corpo
Não sei donde vim e nem pra onde vou.

Não fui gerado nem feito nem nascido
Sou fruto do nada e também nada sou
Não tenho destino nem pais nem parente
Não tenho vida, sem vida vivê-la vou.

Não tenho forma nem composição
Não tenho brilho e não tenho cor
Um vazio no espaço sideral
Sem desejo sentimento e odor.

Na condição de estrela errante
É muito difícil de me encontrar
Percorrendo universo sem rumo certo
Sem atropelos vou a todo lugar.

Não tenho massa e nem oxigênio
Um astro inerte e sem gravidade
Não incomodo e não sirvo pra nada
Se não faço o bem não faço maldade.

Sem propósitos e sem superfícies
Não tenho valor e sou inconstante
Na incerteza no espaço composto
Sou apenas uma estrela errante.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

1.821 - MULHER DE PELE MORENA.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 08 06 2015 e música:


O brilho dos teus olhos
Agiu como tentação
A doçura do teu sorriso
Gamou o meu coração.

O teu charme sedutor
Transportou-me pro além
Tua voz mansa e suave
Enfeitiçou-me também.

Mulher de pele morena
Responda-me, por favor.
O que eu devo fazer
Pra conquistar teu amor.

Estou gamado em você
Preciso do teu carinho
Tira-me da solidão
Não quero morrer sozinho.

Vem correndo pros meus braços
Aperta-me com fervor
O remédio que procuro
Para curar minha dor.

Por favor, não perca tempo,
Que o tempo não espera
Se demorar mais um pouco
Meu coração não tolera.

Reconheço meu lugar
Sou apenas um sonhador
Mas darei-te o mundo todo
Em troca do teu amor.

Tua imagem me contagia
Minh’alma se envenena
Quero ser feliz contigo
Mulher de pele morena.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

1.820 - MONTANHAS DE TROVAS.

Autor: Erivaldo Alencar

Letra: 05 -6 2015 e música:

Há sessenta e seis anos
No Comboeiro nasci
Como um sonho que passa
No tempo envelheci.

Vou numa rua e noutra
De vender perdi a fé
Pra controlar meu expresse
Vou comer um picolé.

Tenho amor no coração
Não guardo mágoa no peito
Ao amigo quero bem
Ao inimigo respeito.

Já tentei em loterias
Mas ganhar não tive sorte
Pra conseguir o que quero
Desafio até a morte.

Estou sentado num banco
Cá na praça da matriz
Vou levantar vou pra casa
Meu picolé ninguém quis.

Sou poeta escritor
Mas não faço profissão
Pra explorar este dom
Busco na inspiração

Quando se perde um amor
Tem outro que logo vem
Pra ser feliz no amor
Não só basta querer bem.

Grande êxodo rural
Tem me deixado alerto
O lugar que eu nasci
Está ficando deserto.

Da velha casa que nasci
Nem ruína existe mais
Aquelas terras também
Já não são mais dos meus pais.

Pra ir ao topo da fama
Tem que ir pela escada
Nesta montanhas de trovas
Tenho marca registrada.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.819 - SE ELA ME MATAR.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 05 06 2015 e música:


Não tive passado
Não tenho presente
Eu vivo somente
Pra aquela mulher
Eu já fiz de tudo
Pra ela querer
Comigo viver
Mas ela não quer.

Ela já me disse
Que ela não me ama
O seu maior drama
É me tolerar
Que eu procure outra
Lhe deixe em paz
Tem outro rapaz
A quem vai amar.

Eu quero um amor
Que me dê carinho
De viver sozinho
Já estou cansado
Eu não quero outra
Pra minha querida
É triste a vida
De um desprezado.

Eu não me conformo
Com o teu desprezo
A ela vivo preso
Não posso fugir
Coração de pedra
Não ver meu sofrer
Sei que vou morrer
Mas não vou desistir.

De ter seu amor
Não vou desistir
Eu a vou seguir
Por onde andar
Até no altar
Eu a buscarei
Só não a terei
Se ela me matar.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.818 - NÃO POSSO FAZER NADA

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 05 06 2015 e música:

Tenho vontade de fazer
Algo de utilidade
Que faça bem as crianças
E a toda humanidade.

Mas a peste da pobreza
E a falta de condição
Não me deixam fazer nada
Até parece maldição.

Eu tenho observado
O que passa pela terra
Revoluções, violências,
Fenômenos, fome e guerra.

Há muita gente doente
Sem se tratar vai morrer
Sem poder comprar remédios
E eu nada posso fazer.

Na internet e jornais
No rádio e televisão
Notícias de violências
Faz doer o coração.

Há miséria em toda parte
O povo desassistido
Desmando e corrupção
O que mais tenho assistido.

Os governos pouco fazem
Pela paz e bem estar
Enquanto me sinto inútil
Por não poder ajudar.

Tudo que posso é cobrar
Mas não posso exigir
Tou certo que só cobrando
Jamais eu vou conseguir.

Quero ajudar as pessoas
A resolver seus problemas
Sou pequeno diante deles
Inútil frente aos sistemas.

No mundo não há mais paz
Terra vai ser dizimada
Fico só me lamentando
Pois não posso fazer nada.

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.817 - BALSEIRO DE TROVAS.

Autor: Erivaldo Alencar.

Letra: 05 06 2015 e música;


Todas noites a lua sai
Por de traz da grande serra
Com seus raios prateados
Vem pratear minha terra.

Todos dias bem cedinho
O sol nasce no nascente
Percorre todo universo
E vai morrer no poente.

Olho e vejo estrelas
Ofuscando a amplidão
Do alto do universo
Centelha meu coração.

Levantei cedo fui pra rua
Entusiasmado com fé
Empurrando meu carrinho
Para vender picolé.

É dia de Corpus Cristus
Feriado nacional
Pra igreja é dia santo
Mas trabalhar na faz mal.

Nasci na zona rural
E fui rico fazendeiro
Quebrei e vim pra cidade
Para ser picolezeiro.

Na rua com um carrinho
De picolé sou vendedor
Com lápis e papel na mão
Sou poeta escritor.

Eu nasci num pé de serra
Onde o sol custa nascer
Com quatro meses de aulas
Aprendi ler e escrever.

Eu sou filho lá da terra
Que canta triste o Vem-vém
Sou donde a mulher pilava
Milho pra fazer xerém.

No alto do céu eu louvo
Deus Jeová criador
E aqui na terra tenho
Jesus como salvador.

O dia está nublado
Parece que vai chover
A seca não deixou água
Pra cozinhar e beber

Não denuncio ninguém
Se eu não tiver as provas
Eu prefiro fazer versos
Neste balseiro de trovas.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.