domingo, 23 de agosto de 2026

3.502 - É CULPA DO SER HUMANO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 23 08 2026

 

 

Em todas partes da terra

Ouve-se reclamações

Temperatura aumentando

Secas e inundações

É culpa do ser humano

Por todas alterações.

 

Com o mal uso do solo

E o mal aproveitamento

Feito pelo ser humano

Desde o primeiro momento

Levou-nos aonde estamos

A um caos sem cabimento.

 

Enormes alterações

É visto a todo dia

A terra está doente

Gemendo em agonia

E deixou de produzir

Como antes produzia.

 

Quando Deus criou o mundo

Pois tudo em seu lugar

Deu-nos tudo de presente

Sem precisarmos pagar

Com uma obrigação

Cuidar bem e preservar.

 

Deus criou o universo

Os astros e minerais

As nuvens, o ar, a água,

A vida e vegetais

A luz, o vento, o amor,

As trevas e animais.

 

Criou tudo que é bom

Sem deixar nada faltar

A salvação, o perdão,

Dons de ouvir e falar

O dom da sabedoria

E os sentidos pra usar.

 

Deus nos deu livre arbítrio

Pra podermos escolher

Tudo aquilo que queremos

Nosso modo de viver

Discernir o bem do mal

E saber se proteger.

 

 

Deus nos deu inteligência

O dom de raciocinar

Dois maravilhosos olhos

Pra podermos enxergar

Um par de pernas perfeitas

Para podermos andar.

 

Jeová nos deu a vida

Condições pra bem viver

Cérebro para pensar

Disposição e saber

Deu-nos tato e olfato

Dom de nascer e crescer.

 

Deus Jeová nos deu tudo

Tudo nos fez conhecer

Mas com uma obrigação

A Ele obedecer

Sobre pena de castigo

Se o desobedecer.

 

Jeová disse ao homem

Dou-lhe a terra com prazer

Povoai, multiplicai,

Feliz nela vai viver

Do próprio suor do rosto

Pra de fome não morrer.

 

Preservai todos meus bens

Que estarei sempre contigo

Tu és minha semelhança

Não seja meu inimigo

Se me desobedecer

Receberá meu castigo.

 

Cuidado com satanás

Ele é o tentador

Ele vai tentar você

Com promessas sem pudor

Ele é o anjo do mal

Terrível destruidor.

 

Só obedeça a teu Deus

O Senhor da criação

Quando precisar de ajuda

Peça-me em oração

Estarei a te ouvir

E a lhe dar a salvação.

 

Mas com o passar do tempo

Tudo no mundo mudou

O homem tomou a terra

E logo a povoou

Em um só piscar de olhos

Toda a terra degradou.

 

 

A terra foi cultivada

Pra produção de alimento

De forma mal planejada

Pra fazer nosso sustento

De dor o planeta terra

Geme a todo momento.

 

Como ser inteligente

Se achou o dono de tudo

Vou fazer tudo que quero

Ouvi bem, pois não sou mudo,

Eu sou dono de mim mesmo

Com promessas não me iludo.

 

Ele descobriu o fogo,

E também os minerais

Fez o machado, a serra,

Derrubou os vegetais

Achou–se o próprio deus

Dominou os animais.

 

Fez reservatórios d’agua

Logo aprendeu pescar

Fabricou armas mortíferas

Para ferir e matar

Fez revoluções e guerras

Poluiu agua e ar.

 

Inventou o avião

Pra transportar passageiro

Fez dele arma de guerra

Usado no mundo inteiro

E os transportes marítimos

Também criou o dinheiro.

 

Com machado, foice e serra,

O homem fez derrubadas

Sem pena sem piedade

Tem feitos grandes queimadas

E de forma criminosa

As matas são incendiadas.

 

Muitos poços são cavados

Pedreiras são destruídas

Na construção de estradas

Na terra causam feridas

Por causa da imprudência

Muitas vidas são perdidas.

 

O homem invadiu o espaço

Com foguetes e munições

Com agentes poluentes

Poluiu os ribeirões

O ambiente e a agua

O ar e as plantações.

 

 

Com foguetes e munições

O espaço está poluído

Com bombas e bombardeios

Tudo sendo destruído

Sem paz e sem segurança

O povo estar perdido.

 

Com todos estes desmando

O homem há de pagar

Com as secas infindáveis

A fome quem vai reinar

Inundações, terremotos,

Muita gente vai matar.

 

Com o frio e a geada

Muitos irão perecer

Acidentes de veículos

Muita gente vai morrer

Sem culpa os animais

Irão desaparecer.

 

Ate os peixes do mar

Estão desaparecendo

Os poços sendo aterrados

Só cego não está vendo

Por doenças incuráveis

O povo esta morrendo.

 

Todos os dias se ouve

Falar em destruições

Por chuvas torrenciais

Tempestades e tufões

Por temperaturas altas

Terremotos e vulcões.

 

Acidentes de aviões

E em guerras infundadas

Afundamentos de barcos

Acidentes nas estradas

Por brigas e suicídios

Por motos atropeladas.

 

Por assaltos a mãos armadas

E por falta de prudência

O povo está nervoso

Acabou a paciência

Em queimadas e fanfarras

Disto tenho consciência.

 

A fé e a esperança

Tudo se foi pelo cano

Tudo isto e muito mais

Castiga-nos o soberano

Tudo de mal que passamos

É culpa do ser humano.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

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