Autor; Erivaldo Alencar.
Letra; 22 08 2026.
No dia quando eu morrer
Não quero ouvir chorar
Nem ou vir lamentações
Eu só quero ouvir rezar
Me encomendando a Deus
Pra minha alma salvar.
Eu quero ouvir cantar
Todos com muita alegria
Quero ouvir recitar
Uma minha poesia
Com palmas acaloradas
Enterrar-me na terra fria.
Quero ouvir em cantoria
Dois repentistas cantando
Repentes feitos na hora
Da minha vida falando
Com o meu corpo presente
Em um caixão escutando.
Não quero velas queimando
Nem também buquê de flores
Só quero um velório simples
Com muitos declamadores
Enaltecendo em versos
A todos nós escritores.
Relatando minhas dores
Que em vida eu passei
Expondo as minhas obras
Que escrevi e publiquei
Para que todos conheçam
O que na vida narrei.
Tudo que eu publiquei
Com carinho e com amor
Quero que o povo conheça
Este poeta escritor
O que fiz pela cultura
Da terra do lavrador.
Eu escrevi com amor
Pra todos que quero bem
Tratei todos com carinho
Nunca difamei ninguém
Quero ir em paz comigo
Para morar no além
Não sou melhor que ninguém
Não tenho nada a temer
Tenho por certo a morte
Não há onde me esconder
Não quero ver ninguém
triste
No dia quando eu morrer.
Francisco Erivaldo Pereira
Alencar.
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