Autor; Erivaldo Alencar.
Letra e Música; 22 07 1999.
Nós já estamos cansados
De promessas não cumpridas
Muitos já perderam a vida
Esperando uma solução
Prometeram a transposição
Das águas do São Francisco
Pra irrigar áreas de risco
De seca em nosso sertão.
Prometeram perfurações
De poços artesianos
Criaram projetos e planos
Para com a fome acabar
Garantiram criar empregos
Pra salvar o flagelado
Que pela seca é forçado
Seu rincão abandonar.
Criam frentes de serviços
Mas só pagam atrasado
E com um cestão estragado
Dizem nossa fome matar
Empréstimos agrícolas
Pelo governo são criados
Mas nunca são liberados
Só querem nos enganar.
Nas campanhas eleitorais
Prometem mundo e fundo
Eles consolam todo mundo
Com promessas e dentaduras
Com a indústria da seca
Controlam nosso destino
E cuidam do nordestino
Com desprezo e agruras.
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