Autor: Erivaldo Alencar.
Letra: 06 9 2026.
Para fazer poesia
Não ficou pra qualquer um
Versar e dar garantia
Isto ficou para algum
Tem poeta muito bom
Ser poeta é um dom
Dado pelo Criador
Assim sigo meu destino
Tenho este dom divino
Sou poeta escritor
Por ai tem muita gente
Que entende poesia
Chega ate fazer repente
Em festa de cantoria
Versar com felicidade
Mas não demonstra vontade
Pra este dom exercer
Verseja por brincadeira
E de forma sorrateira
Faz versos só por fazer.
Também existe poeta
Que adora cantoria
Feita da forma correta
Brinca fazer poesia
Mas Não tendo o dom
poético
Até se torna patético
Por faltar inspiração
Peleja mas não sai nada
Sem métrica não rimada
Perde-se na oração.
Não é bastante querer
É preciso ter o dom
É necessário saber
Pra ser poeta do bom
Muitos usam pabulagem
Somente fazem bobagem
Cobertos de fantasias
E se achando famoso
Torna-se escandaloso
Versejando heresias.
Sei que existe parceiro
Sem qualquer concepção
Dizendo ser verdadeiro
Sem a mínima noção
Das normas da poesia
Que se auto elogia
Acha-se ser o primeiro
Sabe tudo em poética
Mas desconhece a métrica
Não passa dum poeteiro
Tenho pena dessa gente
Que se diz ser bom poeta
Não sabe fazer repente
Mais parece ser pateta
Sequer sabe que é rima
Sempre se vendo de cima
E narra com ironia
Roubando o direito doutro
Usa o que é dos outros
Como de sua autoria.
Sempre se acha o Maior
Na verdade é o menor
Dizendo-se o melhor
Não ver que é o pior
Vai cantando pela praça
Pra sua maior desgraça
É pensar ser o primeiro
O povo lhe faz chacota
O pobre do idiota
Não passa dum poeteiro.
Francisco Erivaldo Pereira
Alencar.
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