sábado, 28 de abril de 2012

1.096 – NÃO NEGUE A QUEM TE CLAMA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 20 01 2010 e Música; 21 02 2011.


Foi bom nós nos encontrar
Quero contigo falar
Preciso arrebatar
A dor que está no meu peito
Amor não suporto mais
A saudade é demais
Os meus gemidos e ais
Não me deixam dormir direito.

Meu amor minha paixão
Ouça o meu coração                                                                                                                                                                           Tenha de mim compaixão
Venha curar minha dor
Meu coração te implora
Deixe o mundo lá fora
Venha correndo agora
Para ser o meu amor.

Desde quando me deixou
A minha vida arruinou
Mas agora que voltou
Tu tens que se convencer
Veja o meu sofrimento
Viver sem ti não aguento
Pois é chegado o momento
Da gente se entender.

Sem ti eu sou infeliz
Contigo serei feliz
Na vida o queu mais quis
Foi ser feliz com você
Por incrível que pareça
Você virou a cabeça
E antes que eu esqueça
Vou agora te dizer.

Aqui vou te suplicar
Não é preciso pensar
Se quiser pra eu voltar
Eu lhe darei meu perdão
Tu és tudo que eu quero
Dar-lhe-ei amor sincero
Volta logo eu espero
Meu amor minha paixão.

Por favor, não diga não.
Peço-lhe de antemão
Consulte seu coração
Pra ver se inda me ama
Não vá se precipitar
Uma decisão tomar
Outra vez me recusar
Não negue a que te clama.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.095 – TERRA DE POBRE

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 20 01 2010 e Música; 21 02 2011.


É tão triste se nascer
Em uma terra de pobre
Onde não há ouro nem cobre
Tão ausente de riqueza
Onde tudo é escasso
Na miséria se crescer
A vida inteira viver
Numa maldita pobreza.

Aonde a chuva é pouca
Tão pobre de Ph
Não dar gosto cultivar
Numa terra improdutiva
Onde tudo vem de fora
Sem dinheiro pra comprar
O básico alimentar
Feliz nela não há quem viva.

Terra de fome e miséria
E de meninos buchudos
Verminosos pançudos
Doentes e desnutridos
Aonde a mãe não dar leite
Pra seu filho amamentar
De tanta fome passar
Os filhos crescem sofridos.

Aonde o pai de família
Não encontra o que fazer
Para fazer o comer
Da família que espera
Felicidade não há
Aonde a miséria consome
Barriga de quem tem fome
Muito tempo não tolera.

Na terra que há pobreza
O sofrimento impera
O seu povo não tolera
Por muito tempo viver
Passando necessidade
E vivendo de favores
Dentre os tantos horrores
Na vida tendo que vencer.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.094 – NUNCA VI TANTO DOIDO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 19 01 2010 e música; 21 02 2011.


Eu nunca vi tanto doido
Como na minha cidade
Estou falando verdade
Não costumo inventar
Não se pode ir pra rua
Que tem um doido na frente
Outro perturbando a gente
Se parado a gente ficar.

Outro dia na cidade
Ouvi grande alarido
E um grito espremido
Dum alguém pedindo ajuda
Fui até lá para ver
Um doido embriagado
Na calçada estirado
Apanhando duma muda.

Outro de nome piru
Tava muito enfezado
Na rua tava pelado
Com uma pedra na mão
Noutro lugar tinha outro
Metido a bacanal
Todo cheio de moral
Se metendo a valentão.

Uma doida maltrapilha
Descalça esmulambada
Suja e arrepiada
Roubando coisas na feira
Um doido religioso
Dando uma de pastor
Louvava Nosso senhor
Depois saía na carreira.

Um sujeito amalucado
Em uma mercearia
Pegando coisas e dizia
Não quero eu tou brincando
Vi outro doido na rua
Dançando uma gafieira
Depois nos carros de feira
Esmolas ficava rogando.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.093 – PRENDER-SE POR QUEM NÃO LHE QUER

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra 19 01 2010 e música; 21 02 2011.


Eu vou sair por aí
A procura de alguém
Que esteja desprezada
Solitária sem ninguém.

Eu já não suporto mais
Viver nesta solidão
Portanto quero alguém
Que alegre meu coração.

Muito triste a gente
Não ter uma companheira
Pra dividir os ofícios
Ser sozinho a vida inteira

No meu mundo não existe
Amor nem felicidade
Só desprezo e abandono
De quem eu tenho saudade.

Não adianta insistir
Com alguém que não me quer
Eu vou tentar ser feliz
Com outra que me quiser.

Mesmo assim não vai ser fácil
Com outra eu conviver
Mas é o único jeito
De eu deixar de sofrer.

Ela hoje vive feliz
Com outro homem ao seu lado
Enquanto vivo sofrendo
Pra ter sido abandonado.

Não suporto mais vou agora                                          
Caçar algo pra fazer
Parado pensando nela
Poderei enlouquecer.

O mundo é muito grande
Não devo me amofinar
Tenho toda liberdade
Pra outro amor buscar.

Vou arregaçar as mangas                                                                                                                                                                           E esquecer esta mulher
Um homem jamais deverá
Prender-se por que não lhe quer.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.092 – VOU MORRER SEM REALIZAR MEU SONHO.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 16 01 2010 e música; 21 02 2011.


Há muitas coisas nesta vida
Que me deixa inconformado
Viver uma vida inteira
E não me sentir realizado.

Num óvulo somos fecundados
Após nove meses nascemos
Cuidados pelos nossos pais
Mui lentamente nós crescemos.

No transcorrer de nossas vidas
Somos obrigados estudar
Para depois de preparados
Um trabalho executar

Principal desejo de criança
Crescer e um dia ficar grande
Ser igualmente aos seus pais
Sua ansiedade se expande.

No período de adolescência
Cria um mundo e fantasia
Sente-se o dono da razão
Postando-se com rebeldia.

Quando em nossa juventude
Queremos nossa independência
Pra fazer tudo que quisermos
Sem nenhuma interferência.

Depois de crescidos os nossos
Anseio continuarmos vivos
Com unhas e dentes defendermos
Todos os nossos objetivos.

Buscamos em todos os lugares
Tentando alcançar espaços
Todos os esforços são inúteis
Na vida só tive embaraços.

Criamos projetos e planos
Em favor da humanidade
Convictos de sermos atendidos
Procuramos à autoridade

Ao receber nossos projetos
Dizem que ideia sorrateira
Não dão a menor importância
Mandam direto pra lixeira.

Eu jamais me conformarei
Ao ver alguém com tanta riqueza
Invés de ajudar a quem precisa
Esnobam quem vive na pobreza.

Eu me refiro a mim mesmo
Pois não me dão o valor que tenho
Sequer reconhecem meu trabalho
Nem procuram ver meu desempenho.

Quero fazer algo de bom
Em defesa da natureza
O melhor para as nossas crianças
Mas devido a minha pobreza.

E sem o apoio de quem pode
Pois de quem não pode não espero
Tou ficando velho e não vou
Fazer tudo de bom que eu quero

Pois todo o meu potencial
Estou perdendo eu reconheço
Enquanto as autoridades não                                                                                                                                                                Me dão o valor que eu mereço.

È muito duro pensar assim
Mas os meus dias estão chegando
Pois a velhice a mim chegou
E a morte estar se aproximando.

Já procurei por todos os meios
Mas nunca me deram atenção
Tudo que eu pretendi fazer
Nunca me deram à condição

Pela ultima vez eu os peço
Ajudem no que me proponho
Pois eu jamais quero morrer
Sem ver realizado meu sonho.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.091 – EU QUERO UMA NAÇÃO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 13 01 2010 e música; 21 02 2011.


Eu quero uma nação onde
Que nunca mais haja fome
A miséria que consome
Dela seja erradicada
Onde haja mais amor
O povo seja feliz
Quero viver no país
Onde a paz seja alcançada

Eu quero uma nação onde
Crianças possam brincar
Comer bem e estudar
Sem nenhuma distinção
Que não haja violência
Na escola nem na rua
No trabalho nem casa sua
Igreja e diversão.

Eu quero uma nação onde
Haja fartura na mesa
Onde se tenha certeza
De boa alimentação
Onde não haja doenças
Enfermos sejam curados
Todos sejam vacinados
Contra toda infecção.

Eu quero uma nação onde
O povo seja educado
O direito respeitado
Sem nenhuma distinção
Onde não haja assaltantes
Corrupto nem fraudador
Delinqüente batedor
Nem gatuno nem ladrão.

Eu quero uma nação onde
O ilustre presidente
Seja amigo da gente
Que não explore o povo
Que cobre menos impostos
Dê mais emprego pra gente
Trazer de volta o ausente
Pra sua terra de novo.

Eu quero uma nação onde
As nossas autoridades
Tenham responsabilidades
E cumpram o prometido
Onde haja sinceridade
Mentira desapareça
A verdade prevaleça
E não deixar ressentido.

Eu quero uma nação onde
O povo seja disposto
Tenha sorriso no rosto
Seja mais determinado
Seja mais crente em Deus
Seu chamado atender
A ele obedecer
Como um servo soldado.

Eu quero uma nação onde
A chuva molhe o chão
Sem fazer inundação
Com produção promissora
Um país sem tempestades
Poluição nem vulcão
Tsuname nem furacão
Nem seca devastadora.

Eu quero uma nação onde
Respeite os animais
Preserve os vegetais
Se respeite à natureza
Onde se preserve a vida
Reine a paz e a justiça
Uma terra sem preguiça
Desperdícios e pobreza.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.090 – DEMÔNIO EM PESSOA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 12 01 2010 e música; 19 02 2011.


Eita mulher fuleragem
Tua presença me faz mal
Um demônio em pessoa
Seguidora de Barral.

Você não está com nada
Não queira me seduzir
Mulher inescrupulosa
Você não vai conseguir.

Eita mulher fuleragem
Larga do meu pé por quê.
Você não está com nada
Eu não gosto de você.

Tu és uma debochada
Não é mulher para mim
Neste mundo nunca vi
Mulher tão ruim assim

Quero distância de ti
A mim você não merece
Eu não gosto de você
Porque que não me esquece.

Eita mulher fuleragem
Larga do meu pé por quê
Você não está com nada
Eu não gosto de você.

Onde quer que você vá
O tempo fica pesado
Tu não mereces respeito
Teu mundo é de pecado.

Tu só mereces castigo
Ao inferno condenada
Nunca amastes ninguém
E jamais será amada.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.