domingo, 29 de abril de 2012

1.103 – DAR UMA SAIDINHA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 29 01 2010 e música; 27 02 2011.


Querida eu te convido
Pra dar uma saidinha
Sair do cotidiano
Fazer a vontade minha
Em um local bem tranqüilo
Tomar uma cervejinha.

Não há corpo que aguente
Todos os dias trabalhar
Temos que tirar uma folga
Para poder descansar
Hoje reservei o dia
Para contigo brincar.

Trabalho diariamente
Para ganhar o bocado
De tanto eu trabalhar
Eu já me acho cansado
Não recuse meu convite
Se não eu fico zangado.

Não me venha com desculpas
Que tem casa pra arrumar
Por favor, esqueça a casa.
Arruma quando voltar
Troque as roupas depressa
Não podemos atrasar.

Amor não é todo dia
Que de folga eu estou
Vamos prum lugar seguro
Minha palavra lhe dou
Vamos logo que o tempo
De espera acabou.

Vamos para o restaurante
Comer uma carne assada
Tirar a barriga da miséria
Com cerveja bem gelada
Dai-me tua mão e vamos
Amor não dê mais maçada.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.102 – EU VOU AGORA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 29 01 2010 e música; 31 01 2010.


Faz muito tempo que deixei a minha terra
Pra em outra terra buscar felicidade
Eu larguei tudo, com a cara e a coragem,
Vim procurar trabalho na grande cidade.

Chegando aqui tudo pareceu difícil
Não desanimei fui a luta consegui
Um bom emprego, muito dinheiro ganhei.
Depois de muitos anos na vida venci.

Por muito tempo passei por dificuldades
Muitos desafios eu tive que vencer
Nada foi fácil pra chegar onde cheguei
As minhas agruras nunca vou esquecer.

Saía cedo pra não chegar atrasado
Fazendo extra voltava fora de hora
Dormia pouco e pouco me alimentava
E economizei sem nada jogar fora.

O pouco que sobrava da despesa mensal
Por segurança eu investi na poupança
Objetivando um futuro promissor
Em minha vida nunca perdi a esperança.

Os meus amigos me chamavam de pão duro
Porque eu sempre fugia das brincadeiras
Jamais pensei de ser miserável na vida
Só não gastava com futilidade e besteiras.

Com o suor derramado do meu rosto
Honestamente um patrimônio formei
Sem inveja e sem perseguir meu concorrente
Num empresário bem sucedido me tornei.

Anos após anos muitos anos se passaram
Sem eu jamais a minha terra visitar
Mas a saudade nunca saiu do meu peito
Eu preciso logo a minha terra voltar.

Por todos estes anos de trabalho eu fui
Agraciado por uma aposentadoria
Tenho uma família e uma mesa farta
Boa saúde e Deus em minha companhia.

É chegado o momento de rever minha terra
Berço querido lugar onde eu nasci
Terra tão distante, muitas lembranças me dão.
 Do meu lugar querido eu nunca esqueci.

Os meus pais tão velhinhos inda estão por lá
Meus irmãos e parentes não me conhecem mais
Os meus amigos muitos deles já se foram
Tão diferentes não os reconheço jamais.

As pessoas idosas que por lá eu deixei
Não os encontrarei, pois no céu foram morar.
Talvez os jovens e as crianças de lá
Bem ou mal de mim jamais ouviram falar.

Eu recordo o açude de águas cristalinas
A casa velha deve está tão diferente
Os currais, os chiqueiros e os verdes campos.
E o sol ardente queimando a pele da gente.

Eu vou agora e quando lá eu chegar
Eu vou abraçar forte aos meus queridos pais
Tenho pressa, vou agora tenho que ir.
Rever a terra que foi dos meus ancestrais.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.101 – EU NÃO SOU MUITA COISA

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 29 01 2010 e música; 27 02 2011.


Sei muito bem que eu não sou muita coisa
Eu reconheço o meu devido lugar
Não ponho os pés adiante das mãos
Nem dou motivos pra ninguém me reclamar.

Também não meto minhas mãos em cumbuca
No meu trabalho jamais faço gambiarras
Também não gosto de falar da vida aleia
E não misturo coisas sérias com fanfarras

Eu nunca pensei de ser melhor que os outros
Sou humano também tenho meus defeitos
Pois jamais errarei propositadamente
Tenho limites, mas gosto fazer direito.

Não cabe a eu julgar outras pessoas
Nem absolver ou condenar alguém
Estar escrito no Santo Evangelho
Da mesma forma serei condenado também.

Quem faz o mal aos outros faz a si também
Quem faz o mal aqui, aqui há de pagar.
Não podemos exigir nada de Jesus
Mas pedir humildemente pra nos ajudar.

Eu não invejo a vida de seu ninguém
Nem de ninguem pretendo ser superior
Sou apenas quem sou e nada mais que isto
Um farrapo humano carente de amor

Aqui na terra não sou dono de nada
Tudo que tenho foi emprestado por Deus
Eu sempre acreditei na sua existência
Que exerce sobre mim todos os poderes seus.

Vivo na pobreza, mas eu não gosto dela,
Ridicularizo a fome e a doença
Sou pó da terra e a ela eu voltarei
Na Santa Trindade deposito a minha crença.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.100 – DEPOIS QUE ME CONVERTI.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 28 01 2010 e música; 30 01 2010.


Depois que me converti
Tudo para mim mudou
Minha vida se transformou
Num verdadeiro paraíso
Antes eu não era nada
Vivia na perdição
Pra ganhar a salvação                                                                                                                                                                             Me converter foi preciso.

Ao lado de Jesus Cristo
Tudo mais fácil ficou
Minha vida melhorou
Não tenho mais tribulação
Com Cristo na minha vida
Nada mais vai me faltar
A paz voltou a reinar
No meu frágil coração.

Não tenho mau pensamento
Nem ódio no coração
Com a sua santa mão
Jesus me tirou do abismo
Iluminou minha vida
Envolvido em um véu
Abriu-me as portas do céu
Salvou-me do egoísmo.

Eu estou muito feliz
Por me converter ao Cristo
Do seu amor não desisto
Porque nele eu confio
Ele é a redenção
E tem amor para dar
Com Jesus a me guiar
Enfrento todo desafio

Com Jesus Cristo ao meu lado
Não temo nenhum perigo
Pois meu pior inimigo
Há de se render a mim
Cristo é o meu Senhor
Ele é por mim louvado
Sou por ele abençoado
E salvo do que for ruim.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.099 – PRA SER SERVO DE JESUS

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 28 01 2010 e música; 30 01 2010.

Eu andava tão perdido
Lá pelo vale da morte
De Deus tinha esquecido
Nos caminhos do desnorte
Fazendo o que não devia
Praticando heresia
Trilhando na escuridão
Que cegava os meus olhos
Entre espinhos e abrolhos
Eu buscava a perdição.

Pelos caminhos errados
Muitos erros cometi
E entre fogos cerrados
Meu espírito eu feri
Na farra e bebedeira
Contra a paz travei trincheira
Minha vida destruindo
Por conta do egoísmo
E em um sem fim abismo
Nele estava caindo.

Era bem larga a estrada
Que eu estava trilhando
Sem queu percebesse nada
Para o inferno andando
No mundo da bandidagem
Eu fiz minha decolagem
No aeroporto do mal
Em trevas aterrissei
Do brilho da luz ceguei
Fugi do mundo real

Tudo queu fazia era
Satisfazer a matéria
Transformei-me numa fera
Só praticando miséria
Trabalhar eu nem pensar
Eu vivia de roubar
E de praticar delitos
No comando da desordem
Como chefe dando ordem
Deixando todos aflitos.

No universo do mal
Eu construí um império
Só me sentia legal
Ao ver lá no cemitério
Um morto se enterrando
Sua família chorando
Pelo seu ente perdido
Fiz lares se destruírem
Mulheres prostituírem
Traindo o próprio marido.

Promovi tantas desgraças
Contra a humanidade
Em festas, campos e praças,
Sangrei a sociedade
Fiz tudo que não prestava
Confesso que eu gostava
Ver tanta destruição
E o povo em sufoco
Na verdade fui um louco
Um louco sem coração.

Num certo dia ouvi
Uma voz que me chamava
Na hora eu pressenti
Que ao meu coração tocava
Quem é eu imaginei
E a voz eu perguntei
O que tu queres de mim
Respondeu dizendo filho
Tu andas fora do trilho
Deixe de ser tão ruim.

Tu andas desnorteado
Injustiças cometendo
Numa vida de pecado
Tua alma tá perdendo
O teu viver me fadiga
Largue tudo e me siga
Não há mais o que esperar
Eu sou o teu salvador
Por ordem do criador
Vim aqui pra te salvar.

Naquele mesmo momento
Pus meus joelhos no chão
Diante do firmamento
Eu roguei o seu perdão
Meu coração lapidei
Por transformações passei
Acendeu-me uma luz
Por Cristo eu fui convidado
Larguei a vida do pecado
Pra ser servo de Jesus.



Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sábado, 28 de abril de 2012

1.098 – QUE ESTAR ACONTECENDO

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 24 01 2010 e música; 27 02 2011.


Eu não sei o que estar acontecendo
Que o povo não quer mais trabalhar
Até parece não ser mais necessário
Trabalhar para o nosso pão ganhar.

Fico triste quando vejo o sertanejo
Despreocupado na sua palhoça
Vem o inverno a chuva molha o chão
E ele não planta a semente na roça

Diz que a chuva não foi suficiente
Para deixar a terra bem molhada
Outras chuvas veem e ele não planta
Porque a terra só estar ensombrada.

Nisto o tempo passa o mato cresce
Muitas roças deixam de serem plantadas
Quando plantada usam-se agrotóxicos
Deixando nossas águas envenenadas.

Não haverá fartura se não plantarmos
Jamais viveremos sem os alimentos
Sem produzir temos que trazer de fora
De fora fica mais caro pra se comprar.

Acorda gente e deixe de preguiça
Pegue a ferramenta e vai trabalhar
O preguiçoso não chega a lugar nenhum
Na terra ninguém vive sem se alimentar.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

1.097 – GRAVIOLA DE TRES QUILOS E TREZENTAS E CINQUENTA GRAMAS.

Autor; Erivaldo Alencar.

Letra; 24 01 2010 e música; 27 02 2011.


Não mentira não                                                                                                                                                                                     Falo com sinceridade
Pode parecer mentira
Aconteceu de verdade.

Tava escrito no balaio
Revista Globo Rural
Sobre uma Graviola
De tamanho anormal.

Uma fruta de três quilos
Trezentas e cinquenta gramas
Pesou esta graviola
Que no Brasil ganhou fama

No pomar Vô Zé Real
Esta fruta foi colhida
Divulgada na revista
Por ela ser bem crescida.

Deu seis litros de sorvete
Pelo Zé tomate feito
Contar fatos desse tipo
O meu ser não se abate.

No estado de São Paulo
em José Bonifácio
Que este fato se deu
E em versos a prefácio.


Francisco Erivaldo Pereira Alencar.