domingo, 1 de fevereiro de 2026

3.424 - QUE A MORTE É O FIM DA VIDA

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 01 02 2026.

 

 

A morte é o fim da vida

Não há o que duvidar

Uma assassina cruel

Que nasceu para matar

Por mais esperto que seja

Dela não vai se livrar.

 

A morte e de lascar

Não há onde se esconder

Ela estar em toda parte

E tem enorme poder

Não tem corpo, não tem alma,

E a ela ninguém ver.

 

Um desmancha prazer

Ela não tem coração

Quando menos se espera

Ela entra em ação

A morte e intocável

Não deixa rastro no chão.

 

Ela faz destruição

A todo lugar que vai

Quando cisma com alguém

Do pé do alguém não sai

A morte é ser sagaz

Em armadilhas não cai.

 

Em armadilhas não cai

É covarde e traiçoeira

Pra morte não há perdão

E vingativa e veleira

E inimiga da vida

Humilhante e grosseira.

 

Ela adora bagaceira

Gosta muito de tragédia

Ela e mal e demagoga

E gosta de fazer média

Dos crimes feitos por ela

Não cabe em enciclopédia.

 

Matar pra ela é comedia

É farra e diversão

Ela mata por brincadeira

Faz brigar e confusão

Poe mulher contra mulher

Cidadão com cidadão.

 

 

Ela não tem amor não

Vive da desgraça alheia

Mesmo não sendo visível

Dizem que tem cara feia

Com seu instinto maligno

A vida ela odeia.

 

Quando ela nos rodeia

Não existe escapatória

Não há como fugir dela

Matar pra ela e vitória

Querendo ou não querendo

Conhecemos sua historia.

 

Matando ela faz historia

Em todas formas de matar

Em acidentes de carros

Mata pra se apresentar

Em acidentes de motos

Não deixa o alvo escapar.

 

Pois a arte de matar

 É o se maior legado

Ama matar enforcado

Numa corda pendurado

Em mares, rios e açudes,

A morte mata afogado.

 

Mata o sujeito sentado

Correndo ou caminhando

Ela mata em enfarte

Mata rindo ou chorando

Mata de fome e sede

Se divertindo e cantando.

 

Mata calado e falando

Onde quer que se esteja

Ela não escolhe lugar

Em lugar que ninguém veja

Mata com remédio errado

Bebendo agua ou cerveja.

 

No trabalho, em peleja,

No esporte, no lazer,

Seu ódio ela despeja

No vivente que ela ver

Ela se acha suprema

Não tem Nada a perder.

 

Quem a ela não temer

Deixa ela aborrecida

Logo procura um jeito

Para lhe tirar a vida

Com a morte não se brinca

A morte é intrometida

 

 

A morte é comprometida

Cm a desgraça do vivente

Ela mata a sangue frio

Na sombra ou no sol quente

Depois sai dando risadas

Sem qualquer pena da gente.

 

Ela mata de repente

Até numa brincadeira

De forma acidental

No meio de muita gente

Mata quando tá dormindo

E brinca de matar gente.

 

Ela mata inocente

A morte é implacável

É um ser repugnante

Um monstro intolerável

A sua ação criminosa

Considero inaceitável.

 

Uma tese inaceitável

Que ela não faz distinção

Trata a todos por igual

Não faz discriminação

Mas se dependesse de mim

Não havia morte não.

 

Mesmo que digam que não

Eu sou contra a morrer

A vida é uma dádiva

Feita pra gente viver

Não a passagem de vida

Como tem gente que crer.

 

A morte é desprazer

Que foi feita pra matar

Com ela não há acordo

Discorde quem discordar

A morte é fim da vida

Não há outro termo a dar.

 

A morte nos faz chorar

Ao matar um filho nosso

Nossos pais, avós e tios,

Evitar isto não posso

Eu seria criminoso

Se defendesse este troço.

 

Maior inimigo nosso

E o carrasco da luz

Matou até Jesus Cristo

Cravado em uma cruz

Vejam quão atrevimento

Que a morte nos traduz.

 

 

 Que a morte nos seduz

Fazer-nos acreditar

Que ela é justiceira

Na profissão de matar

Meio de transporte

Pra outra vida levar.

 

E modo de castigar

De punir ao o vivente

Animais e vegetais

Sofrem com esta serpente

Quando não mata enfartado

Antes faz ficar doente.

 

Pra tristeza do vivente

Mata em vento e furacão

M torrentes, enxurradas,

M enchentes e vulcão

Mata em descargas elétricas

Na cidade e no sertão.

 

Mata em revolução

Conflito, atrito e guerra,

Em incêndios e doenças,

Deslizamento de terra

Desabamentos de casas

Perdido em trilhas na serra.

 

Quem descreve isto não erra

Mata em queda e avião

Afundamento de barcos

No trabalho em ação

Mata em banhos na praia

Em poço e cacimbão.

 

Em festas e diversão

Na rua e na escola

Marido mata mulher

E irmão mata irmão

Filhos matam pai e mãe

 Mulher marido então.

 

Não existe escapação

Ela arranja um jeitinho

De fazer o seu trabalho

Fingindo amore carinho

Mata em arrombamento

Acompanhado e sozinho.

 

Mata amigo e vizinho

Mata a pessoa querida

A morte pior castigo

Cm o crime comprometida

Ate provar em contrario

A morte é o fim da vida.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

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