sábado, 14 de fevereiro de 2026

3.431 - EU JAMAIS HEI DE ESQUECER

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 10 02 202.

 

 

Não nasci pra aboiar

Mas nasci pra ser vaqueiro

Sou poeta escritor

E filho de violeiro

Da terra do lavrador

Do interior brasileiro.

 

Eu nasci no Comboeiro

Sou da família Alencar

Cearense cabeça chata

Tenho amor ao meu lugar

Querida Acopiara

Lugar bom de se morar.

 

Cedo eu fui trabalhar

Em nossa propriedade

Para ajudar os meus pais

Criar minha irmandade

Onde vivi minha infância

E a minha mocidade.

 

O que eu digo é verdade

Não existe trapalhada

Nasci na casa de taipa

As margens duma estrada

Da casa onde nasci

Já não existe mais nada.

 

Quase numa encruzilhada

Localizava um curral

Na sombra de um juazeiro

La ficava o animal

E um pé de cajarana

Plantada no meu natal.

 

Como é muito legal

Eu gosto puder lembrar

Do canto da passarada

E das noites de luar

Eu tenho prazer imenso

Meu passado relembrar.

 

Eu vivo a recordar

Os tempos bons que passei

A minha vida no campo

Eu jamais esquecerei

E quem sabe no futuro

Para o campo voltarei.

 

 

Dos bons tempos que passei

Eu sou feliz em dizer

Dar vontade de chorar

E aos bons tempos reviver

Da minha vida no passado

Eu jamais hei de esquecer

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

 

3.430 - QUE FAÇO NINGUÉM REPROVA

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 14 02 2026.

 

 

Não tenho tempo a perder

Com conversa sem futuro

Assim faço-te saber

Não assino no escuro.

 

Sou livre independente

Para fazer o que quero

Sou um cara inteligente

Safadeza não tolero.

 

Sou amigo do amigo

Respeito meu inimigo

Não falo mal sem ter prova.

 

A traição me dar ira

Desconjuro a mentira

Que faço ninguém reprova.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

3.429 - DESEQUILIBRDO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 11 02 2026.

 

 

Um sujeito sorrateiro

Fez-me uma indagação

O senhor é forasteiro?

Eu lhe respondi que não.

 

Aonde que o senhor mora?

Quero saber a verdade

Eu lhe respondo agora

Eu moro aqui na cidade.

 

O sujeito era tinhoso

Esquisito, presunçoso,

Imbecil, mal encarado.

 

Metido a inteligente

Na verdade delinquente

Viril, desequilibrado.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.428 - PRA COMPRAR O MEU BOCADO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 08 02 2026.

 

 

Eu me encontro na praça

Já passa do meio dia

Um tanto quanto sem graça

Sem perder a alegria.

 

Tô na praça da matriz

C o corpo dolorido

A minha saúde diz

Sou um doente atrevido.

 

Quase sem puder andar

Sem forças pra trabalhar

Mas me sinto obrigado.

 

Empurrando um carrinho

Pra ganhar um dinheirinho

Pra comprar o meu bocado.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.427 - POR MEU AMOR DESPREZADO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 08 02 2026.

 

 

Aquele pássaro que voa

No alto do firmamento

Por ter sido abandonado

Curtindo seu sofrimento

Tenta encontrar seu amor

Pra sair deste tormento

Assim também vive eu

Com o meu padecimento.

 

Aquela ave que canta

Canta para não chorar

Seu amargor, sua dor,

Como ao mundo avisar

A perca do seu benzinho

Que foi não quer mais voltar

Assim também vive eu

Sem puder me consolar.

 

Aquela ave tristonha

No galho da laranjeira

Está triste inconsolável

Por perder a companheira

Com saudades do seu par

Sonha com ela a noite inteira

Assim também vive eu

Por perder minha parceira

 

Aquela ave que geme

Com o coração traspassado

Por perder sua querida.

Seu peito foi mutilado

Pelo golpe da traição

Teve seu brio frustrado

Assim também sou eu

Por meu amor desprezado

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

domingo, 8 de fevereiro de 2026

3.426 - REMEDIO QUE VAI SALVAR MINHA VIDA

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 03 02 2026.

 

 

Cadê você que não vejo

Aonde vou lhe encontrar

Porque que fostes embora

Sem ao menos me avisar

Meu coração triste chora

Pedindo-te pra voltar.

 

Você deixou nosso lar

Sem nenhuma explicação

O que, que fiz de errado,

O motivo e a razão

Pra se aventurar om outro

Deixar-me na solidão

 

Ouça o meu coração

Esqueça o que passou

Quero-te de qualquer jeito

Sem ver o mal que causou

A este pobre coitado

Que a muito te perdoou.

 

Minha alma já te perdoou

A todo mal que me fez

Arrume as malas depressa

Sem duvidas nem talvez

Pegue o transporte e venha

Pra nosso lar duma vez.

 

Pois todo o mal que me fez

Esta no esquecimento

Favor não perca mais tempo

Tire-me deste relento

Vo9lte logo meu amor

Não ver o meu sofrimento.

 

Você é meu acalento

Meu amor, minha querida,

A dor tá me consumindo

No peito cresce a ferida

Pois você é o remédio

Que vai salvar minha vida.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.425 - EU GOSTO DE POETAR

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 07 02 2026.

 

 

Sou poeta de raiz

Vate da nossa cultura

Sou poeta poemista

Sertanejo com bravura

E filho de repentista

Amo a literatura.

 

Um poeta sem censura

Que gosta de escrever

Sou de tradição poética

E defensor do saber

Sou humilde cordelista

Cumpridor do meu dever.

 

Escrevo pro povo ler

Sem a ninguém difamar

Tiro versos da cachola

E sem escandalizar

Com minha inspiração fértil

Adoro poetizar.

 

Sem medo de versejar

Sou poeta nordestino

Escrevendo poesias

Eu cumpro com meu destino

Tenho orgulho sadio

De ter este dom divino.

 

Eu já não sou mais menino

Escrevo e dou garantia

Não plagio de ninguém

Escrevo com alegria

Levo a paz e o amor

Para que me aprecia.

 

No ramo da poesia

Eu sou bem desenvolvido

Por poeta escritor

Sou no mundo conhecido

E minhas obras poéticas

No mundo eu sou bem lido.

 

Sou um cara prevenido

Isto posso comprovar

Conhecedor do que faço

Faço sem titubear

Sou sincero em dizer

Eu gosto de poetar.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar