quarta-feira, 16 de setembro de 2026

3.507 - A DEUS EU PEÇO PERDAO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra; ’16 07 2026.

 

Sou poeta escritor

E adoro escrever

Minha inspiração é  fértil

Escrever me dar prazer

Minha maior satisfação

Escrever pro povo ler.

 

Tenho orgulho em dizer

Sou poeta escritor

Tenho o dom da poesia

Dado pelo Criador

Na profissão do repente

Provo que tenho valor.

 

No verso eu sou doutor

E poeta nordestino

Eu sou defensor da classe

Poetizar é meu destino

No ramo da poesia

Eu deixei de ser menino.

 

Eu não sou tão pequenino

No ramo da poesia

Tenho domínio poético

Que falo dou garantia

Tenho bom conhecimento

Falo sem demagogia.

 

Eu uso a poesia

Pra fazer minha vontade

Pra resolver meus problemas

Usando a sinceridade

Cultivo a minha crença

Sem impor autoridade.

 

Busco a felicidade

No seio da poesia

Peço a Deus suas bênçãos

Amor e sabedoria

Pra vencer os desafios

Com humor e alegria.

 

Renascer a cada dia

Com muita disposição

Crente que hei de vencer

Qual seja a situação

Por cada erro sentido

A Deus eu peço perdão

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.506 - MULHERES BISBILHOTEIRAS

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 11 09 2026.

 

 

La na rua que eu moro

A coisa tá complicada

Mulheres bisbilhoteiras

Levantam de madrugada

Pra falar da vida aleia

Tomam conta da calçada.

 

Cada qual mais animada

Té parece uma peleia

Sem importar consequências

Nem medo de cara feia

Esquecem seus afazeres

Pra falar da vida aleia.

 

O meu Deus que coisa feia

Fica toda mulherada

Bisbilhotando a vida

De quem passa pela estrada

Falar mal da vida aleia

Pra elas não vale nada.

 

Entre riso e gargalhada

Elas mostram saber tudo

Falam de a e de b

Descrevem tudo a miúdo

Eu observo de perto

Busco permanecer mudo.

 

Passo por elas sisudo

Fingindo não escutar

Dou um bom dia pra todas

Quase nem me ver passar

Sequer respondem bom dia

Pois não podem se empalhar.

 

Esta gente é de lascar

Vivem falando besteiras

Criadoras de motivos

Inventam qualquer asneiras

Ninguém escapa daquelas

Mulheres bisbilhoteiras.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

domingo, 6 de setembro de 2026

3.505 - POETEIRO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 06 9 2026.

 

 

Para fazer poesia

Não ficou pra qualquer um

Versar e dar garantia

Isto ficou para algum

Tem poeta muito bom

Ser poeta é um dom

Dado pelo Criador

Assim sigo meu destino

Tenho este dom divino

Sou poeta escritor

 

Por ai tem muita gente

Que entende poesia

Chega ate fazer repente

Em festa de cantoria

Versar com felicidade

Mas não demonstra vontade

Pra este dom exercer

Verseja por brincadeira

E de forma sorrateira

Faz versos só por fazer.

 

Também existe poeta

Que adora cantoria

Feita da forma correta

Brinca fazer poesia

Mas Não tendo o dom poético

Até se torna patético

Por faltar inspiração

Peleja mas não sai nada

Sem métrica não rimada

Perde-se na oração.

 

Não é bastante querer

É preciso ter o dom

É necessário saber

Pra ser poeta do bom

Muitos usam pabulagem

Somente fazem bobagem

Cobertos de fantasias

E se achando famoso

Torna-se escandaloso

Versejando heresias.

 

Sei que existe parceiro

Sem qualquer concepção

Dizendo ser verdadeiro

Sem a mínima noção

Das normas da poesia

Que se auto elogia

Acha-se ser o primeiro

Sabe tudo em poética

Mas desconhece a métrica

Não passa dum poeteiro

 

Tenho pena dessa gente

Que se diz ser bom poeta

Não sabe fazer repente

Mais parece ser pateta

Sequer sabe que é rima

Sempre se vendo de cima

E narra com ironia

Roubando o direito doutro

Usa o que é dos outros

Como de sua autoria.

 

Sempre se acha o Maior

Na verdade é o menor

Dizendo-se o melhor

Não ver que é o pior

Vai cantando pela praça

Pra sua maior desgraça

É pensar ser o primeiro

O povo lhe faz chacota

O pobre do idiota

Não passa dum poeteiro.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.504 - VAI MEU AGRADECIMENTO.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 26 08 2026.

 

 

Eu nasci no Ceará

La no sitio Comboeiro

Cidade Acopiara

Sou Cidadão brasileiro

Orgulho em ser matuto

Nordestino verdadeiro.

 

Sou poeta aventureiro

Aqui do interior

Sou de tradição poética

E filho de cantador

Sou da família Alencar

Sou de origem de valor.

 

Também sou pesquisador

É mui rico meu arquivo

Tenho uma biblioteca

Na casa em que eu vivo

Tenho mais de seis mil livros

Nela permaneço ativo.

 

Pra poetizar eu vivo

Caneta e meu instrumento

Faço da escrita e leitura

Meu maior divertimento

Por estes dons ao meu Deus

Vai meu agradecimento.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.503 - ELES SÃO AGRADECIDOS

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 24 08 2026.

 

 

Que estar acontecendo

Com os gatos adoecendo

E muitos deles morrendo

Sem eu poder evitar

Amo muito meus bichinhos

Eu os trato com corinhos

A morte dos meus gatinhos

Estou pra não suportar.

 

Eu fico preocupado

Ao ver um gato gripado

Ou então envenenado

Sem ter uma explicação

Começo a examinar

Um a um a medicar

Tentando a todos salvar

Duma contaminação.

 

Ao ver um gato doente

Trato-o ligeiramente

Pois eles são igualmente

Uma pessoa humana

Precisam ser bem cuidados

Também bem alimentados

E jamais ser maltratados

Por gente tão desumana.

 

Os gatos são carinhosos

São fieis e amorosos

Brincalhões e valorosos

Não devem ser esquecidos

Precisa de bons abrigos

Não são nossos inimigos

Além de serem amigos

Eles são Agradecidos.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

domingo, 23 de agosto de 2026

3.502 - É CULPA DO SER HUMANO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 23 08 2026

 

 

Em todas partes da terra

Ouve-se reclamações

Temperatura aumentando

Secas e inundações

É culpa do ser humano

Por todas alterações.

 

Com o mal uso do solo

E o mal aproveitamento

Feito pelo ser humano

Desde o primeiro momento

Levou-nos aonde estamos

A um caos sem cabimento.

 

Enormes alterações

É visto a todo dia

A terra está doente

Gemendo em agonia

E deixou de produzir

Como antes produzia.

 

Quando Deus criou o mundo

Pois tudo em seu lugar

Deu-nos tudo de presente

Sem precisarmos pagar

Com uma obrigação

Cuidar bem e preservar.

 

Deus criou o universo

Os astros e minerais

As nuvens, o ar, a água,

A vida e vegetais

A luz, o vento, o amor,

As trevas e animais.

 

Criou tudo que é bom

Sem deixar nada faltar

A salvação, o perdão,

Dons de ouvir e falar

O dom da sabedoria

E os sentidos pra usar.

 

Deus nos deu livre arbítrio

Pra podermos escolher

Tudo aquilo que queremos

Nosso modo de viver

Discernir o bem do mal

E saber se proteger.

 

 

Deus nos deu inteligência

O dom de raciocinar

Dois maravilhosos olhos

Pra podermos enxergar

Um par de pernas perfeitas

Para podermos andar.

 

Jeová nos deu a vida

Condições pra bem viver

Cérebro para pensar

Disposição e saber

Deu-nos tato e olfato

Dom de nascer e crescer.

 

Deus Jeová nos deu tudo

Tudo nos fez conhecer

Mas com uma obrigação

A Ele obedecer

Sobre pena de castigo

Se o desobedecer.

 

Jeová disse ao homem

Dou-lhe a terra com prazer

Povoai, multiplicai,

Feliz nela vai viver

Do próprio suor do rosto

Pra de fome não morrer.

 

Preservai todos meus bens

Que estarei sempre contigo

Tu és minha semelhança

Não seja meu inimigo

Se me desobedecer

Receberá meu castigo.

 

Cuidado com satanás

Ele é o tentador

Ele vai tentar você

Com promessas sem pudor

Ele é o anjo do mal

Terrível destruidor.

 

Só obedeça a teu Deus

O Senhor da criação

Quando precisar de ajuda

Peça-me em oração

Estarei a te ouvir

E a lhe dar a salvação.

 

Mas com o passar do tempo

Tudo no mundo mudou

O homem tomou a terra

E logo a povoou

Em um só piscar de olhos

Toda a terra degradou.

 

 

A terra foi cultivada

Pra produção de alimento

De forma mal planejada

Pra fazer nosso sustento

De dor o planeta terra

Geme a todo momento.

 

Como ser inteligente

Se achou o dono de tudo

Vou fazer tudo que quero

Ouvi bem, pois não sou mudo,

Eu sou dono de mim mesmo

Com promessas não me iludo.

 

Ele descobriu o fogo,

E também os minerais

Fez o machado, a serra,

Derrubou os vegetais

Achou–se o próprio deus

Dominou os animais.

 

Fez reservatórios d’agua

Logo aprendeu pescar

Fabricou armas mortíferas

Para ferir e matar

Fez revoluções e guerras

Poluiu agua e ar.

 

Inventou o avião

Pra transportar passageiro

Fez dele arma de guerra

Usado no mundo inteiro

E os transportes marítimos

Também criou o dinheiro.

 

Com machado, foice e serra,

O homem fez derrubadas

Sem pena sem piedade

Tem feitos grandes queimadas

E de forma criminosa

As matas são incendiadas.

 

Muitos poços são cavados

Pedreiras são destruídas

Na construção de estradas

Na terra causam feridas

Por causa da imprudência

Muitas vidas são perdidas.

 

O homem invadiu o espaço

Com foguetes e munições

Com agentes poluentes

Poluiu os ribeirões

O ambiente e a agua

O ar e as plantações.

 

 

Com foguetes e munições

O espaço está poluído

Com bombas e bombardeios

Tudo sendo destruído

Sem paz e sem segurança

O povo estar perdido.

 

Com todos estes desmando

O homem há de pagar

Com as secas infindáveis

A fome quem vai reinar

Inundações, terremotos,

Muita gente vai matar.

 

Com o frio e a geada

Muitos irão perecer

Acidentes de veículos

Muita gente vai morrer

Sem culpa os animais

Irão desaparecer.

 

Ate os peixes do mar

Estão desaparecendo

Os poços sendo aterrados

Só cego não está vendo

Por doenças incuráveis

O povo esta morrendo.

 

Todos os dias se ouve

Falar em destruições

Por chuvas torrenciais

Tempestades e tufões

Por temperaturas altas

Terremotos e vulcões.

 

Acidentes de aviões

E em guerras infundadas

Afundamentos de barcos

Acidentes nas estradas

Por brigas e suicídios

Por motos atropeladas.

 

Por assaltos a mãos armadas

E por falta de prudência

O povo está nervoso

Acabou a paciência

Em queimadas e fanfarras

Disto tenho consciência.

 

A fé e a esperança

Tudo se foi pelo cano

Tudo isto e muito mais

Castiga-nos o soberano

Tudo de mal que passamos

É culpa do ser humano.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.501 - NO DIA QUANDO EU MORRER

 

Autor; Erivaldo Alencar.

 

Letra; 22 08 2026.

 

 

No dia quando eu morrer

Não quero ouvir chorar

Nem ou vir lamentações

Eu só quero ouvir rezar

Me encomendando a Deus

Pra minha alma salvar.

 

Eu quero ouvir cantar

Todos com muita alegria

Quero ouvir recitar

Uma minha poesia

Com palmas acaloradas

Enterrar-me na terra fria.

 

Quero ouvir em cantoria

Dois repentistas cantando

Repentes feitos na hora

Da minha vida falando

Com o meu corpo presente

Em um caixão escutando.

 

Não quero velas queimando

Nem também buquê de flores

Só quero um velório simples

Com muitos declamadores

Enaltecendo em versos

A todos nós escritores.

 

Relatando minhas dores

Que em vida eu passei

Expondo as minhas obras

Que escrevi e publiquei

Para que todos conheçam

O que na vida narrei.

 

Tudo que eu publiquei

Com carinho e com amor

Quero que o povo conheça

Este poeta escritor

O que fiz pela cultura

Da terra do lavrador.

 

Eu escrevi com amor

Pra todos que quero bem

Tratei todos com carinho

Nunca difamei ninguém

Quero ir em paz comigo

Para morar no além

 

 

Não sou melhor que ninguém

Não tenho nada a temer

Tenho por certo a morte

Não há onde me esconder

Não quero ver ninguém triste

No dia quando eu morrer.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira  Alencar.