Autor: Erivaldo Alencar.
Letra: 01 02 2026.
A morte é o fim da vida
Não há o que duvidar
Uma assassina cruel
Que nasceu para matar
Por mais esperto que seja
Dela não vai se livrar.
A morte e de lascar
Não há onde se esconder
Ela estar em toda parte
E tem enorme poder
Não tem corpo, não tem
alma,
E a ela ninguém ver.
Um desmancha prazer
Ela não tem coração
Quando menos se espera
Ela entra em ação
A morte e intocável
Não deixa rastro no chão.
Ela faz destruição
A todo lugar que vai
Quando cisma com alguém
Do pé do alguém não sai
A morte é ser sagaz
Em armadilhas não cai.
Em armadilhas não cai
É covarde e traiçoeira
Pra morte não há perdão
E vingativa e veleira
E inimiga da vida
Humilhante e grosseira.
Ela adora bagaceira
Gosta muito de tragédia
Ela e mal e demagoga
E gosta de fazer média
Dos crimes feitos por ela
Não cabe em enciclopédia.
Matar pra ela é comedia
É farra e diversão
Ela mata por brincadeira
Faz brigar e confusão
Poe mulher contra mulher
Cidadão com cidadão.
Ela não tem amor não
Vive da desgraça alheia
Mesmo não sendo visível
Dizem que tem cara feia
Com seu instinto maligno
A vida ela odeia.
Quando ela nos rodeia
Não existe escapatória
Não há como fugir dela
Matar pra ela e vitória
Querendo ou não querendo
Conhecemos sua historia.
Matando ela faz historia
Em todas formas de matar
Em acidentes de carros
Mata pra se apresentar
Em acidentes de motos
Não deixa o alvo escapar.
Pois a arte de matar
É o se maior legado
Ama matar enforcado
Numa corda pendurado
Em mares, rios e açudes,
A morte mata afogado.
Mata o sujeito sentado
Correndo ou caminhando
Ela mata em enfarte
Mata rindo ou chorando
Mata de fome e sede
Se divertindo e cantando.
Mata calado e falando
Onde quer que se esteja
Ela não escolhe lugar
Em lugar que ninguém veja
Mata com remédio errado
Bebendo agua ou cerveja.
No trabalho, em peleja,
No esporte, no lazer,
Seu ódio ela despeja
No vivente que ela ver
Ela se acha suprema
Não tem Nada a perder.
Quem a ela não temer
Deixa ela aborrecida
Logo procura um jeito
Para lhe tirar a vida
Com a morte não se brinca
A morte é intrometida
A morte é comprometida
Cm a desgraça do vivente
Ela mata a sangue frio
Na sombra ou no sol quente
Depois sai dando risadas
Sem qualquer pena da
gente.
Ela mata de repente
Até numa brincadeira
De forma acidental
No meio de muita gente
Mata quando tá dormindo
E brinca de matar gente.
Ela mata inocente
A morte é implacável
É um ser repugnante
Um monstro intolerável
A sua ação criminosa
Considero inaceitável.
Uma tese inaceitável
Que ela não faz distinção
Trata a todos por igual
Não faz discriminação
Mas se dependesse de mim
Não havia morte não.
Mesmo que digam que não
Eu sou contra a morrer
A vida é uma dádiva
Feita pra gente viver
Não a passagem de vida
Como tem gente que crer.
A morte é desprazer
Que foi feita pra matar
Com ela não há acordo
Discorde quem discordar
A morte é fim da vida
Não há outro termo a dar.
A morte nos faz chorar
Ao matar um filho nosso
Nossos pais, avós e tios,
Evitar isto não posso
Eu seria criminoso
Se defendesse este troço.
Maior inimigo nosso
E o carrasco da luz
Matou até Jesus Cristo
Cravado em uma cruz
Vejam quão atrevimento
Que a morte nos traduz.
Que a morte nos seduz
Fazer-nos acreditar
Que ela é justiceira
Na profissão de matar
Meio de transporte
Pra outra vida levar.
E modo de castigar
De punir ao o vivente
Animais e vegetais
Sofrem com esta serpente
Quando não mata enfartado
Antes faz ficar doente.
Pra tristeza do vivente
Mata em vento e furacão
M torrentes, enxurradas,
M enchentes e vulcão
Mata em descargas elétricas
Na cidade e no sertão.
Mata em revolução
Conflito, atrito e guerra,
Em incêndios e doenças,
Deslizamento de terra
Desabamentos de casas
Perdido em trilhas na
serra.
Quem descreve isto não erra
Mata em queda e avião
Afundamento de barcos
No trabalho em ação
Mata em banhos na praia
Em poço e cacimbão.
Em festas e diversão
Na rua e na escola
Marido mata mulher
E irmão mata irmão
Filhos matam pai e mãe
Mulher marido então.
Não existe escapação
Ela arranja um jeitinho
De fazer o seu trabalho
Fingindo amore carinho
Mata em arrombamento
Acompanhado e sozinho.
Mata amigo e vizinho
Mata a pessoa querida
A morte pior castigo
Cm o crime comprometida
Ate provar em contrario
A morte é o fim da vida.
Francisco Erivaldo Pereira
Alencar