quarta-feira, 6 de maio de 2026

3.461 - SÓ QUERO A CONFIRMAÇÃO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 24 04 2026.

 

 

Responda-me, por favor,

Tu não tens o que fazer?

Preste-me bem atenção

Em tudo que vou dizer.

 

Eu ando desconfiado

Tu não paras mais em casa

O que fazes por ai

Andas arrastando a asas?.

 

Dizes-me se é verdade

O que falam de você

Sejas sincera comigo

Pois negar não há por que.

 

A sua vida é sua

Só você é dono dela

Não venha com arrodeio

Faz o que quiser com ela.

 

Só quero saber de você

Se realmente é verdade

O que o mundo todo fala

Você me faz falsidade.

 

Vamos me responda agora

Eu quero ter a certeza

Não é preciso ter medo

Faz-me esta gentileza.

 

Eu não te machucar

Nem também te perseguir

Só peço que não me negue

Diga tudo sem fingir.

 

Você tem livre arbítrio

Pra seguir seu coração

Sem choro e sem desculpas

Só quero a confirmação..

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.460 - DIZER SER O QUE NÃO SOU.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 21 04 2026.

 

 

Não sou de contar vantagem

Pois não gosto de mentir

Nem de dizer pabulagem

Nem do que sinto omitir.

 

Eu não sou de criticar

Nem de conversar bobagem

Denegrir nem difamar

Nem de fazer sacanagem.

 

Não gosto falar besteira

Palavrões, dizer asneira,

Nem que vou onde não vou

 

Que em tudo sou primeiro

Nem que eu sou verdadeiro

Dizer ser o que não sou.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

domingo, 26 de abril de 2026

3.459 - AINDA GUARDO NO PEITO A LEMBRANÇA

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 21 04 2026.

 

 

Quantas alegrias sinto no peito

Quando vou visitar o meu sertão

A terra molhada, clima perfeito,

Feliz inalar o cheiro do chão.

 

A casa de taipa onde nasci

Infelizmente não existe Mais

A casa de tijolos onde cresci

Já não é mais dos meus queridos pais.

 

Velhas estradas por onde passei

Os terreiros em que tanto brinquei

Os meus passados tempos de criança.

 

A cajarana que tem minha idade

Os bons tempos da minha mocidade

Ainda guardo no peito a lembrança.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.458 - MAS COM MUI DIGNIDADE.

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 21 04 2026.

 

 

Da minha vida no passado

Guardo no peito a saudade

Da minha vida no presente

Estou vivendo a vontade

Da minha vida no futuro

Levo pra posteridade.

 

Digo com sinceridade

Da morte não tenho medo

O que faço o que não faço

Guardo no peito o segredo

Descrevo em meus poemas

O meu eterno degredo.

 

Minha vida é um enredo

Da parte da existência

Os desafios são tantos

Provo minha resistência

Sempre buscando a paz

Fugindo da violência.

 

Eu digo com consciência

Sou cara batalhador

Ganho com suor do rosto

Sou homem trabalhador

Comigo não há moleza

Que faço, faço com amor.

 

Sou poeta escritor

Eu sei escrever e ler

Escrevo com mui cuidado

E não só por escrever

Faço os meus desabafos

Da forma que entender.

 

Escrever pro povo ler

Sem a ninguém denegrir

Faço do verso o lazer

Buscando me divertir

Os meus versos saudáveis

Sem o amor destruir.

 

Jamais tento poluir

A mente dos meus leitores

Eu faço o que for possível

Com a intenção de construir

Tô sempre criando sonhos

Tentando evoluir.

 

 

Jamais irei desistir

De ornar realidade

Todos os sonhos que tenho

Na minha mentalidade.

Sem pisotear ninguém

Mas com mui dignidade.

 

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

3.457 - E CHAMA PARA APOSTAR.

 

Autor; Erivaldo Alencar.

 

Letra: 24 04 2026.

 

 

Muitas gentes por ai

Que não tem o que fazer

Vivem pregando mentiras

Fazendo o povo sofrer

Esquecendo a própria vida

E aos seus erros não ver.

 

Ate finge não saber

Que a mentira É crime

Tem o prazer de mentir

D mentir não se redime

Aquele que é mentiroso

Faz da mentira regime.

 

O que a mentira exprime

Desconfiança e má fé

Quando pensa ir em frente

Esta voltando de ré

Quem mente é inimigo

De Jesus de Nazaré.

 

Pois o mentiroso é

Pessoa desconfiada

Não acredita em si mesma

Gente perversa e malvada

Pouca gente dar ouvido

Em gente desacreditada.

 

Gente assim não vale nada

De si mesma é inimiga

Inverte tudo que ouve

Além de fazer intriga

É alvo de gozações

Tem ela como inimiga.

 

Invés de caçar pra barria

Caça pra seu espinhaço

A mentira não dar roupa

Para cobrir seu cachaço

Além de surtir mal gosto

Pode causar embaraço.

 

Na mídia não tem espaço

Um idiota exemplar

Pra que acreditem nele

Alto começa falar

Jura descaradamente

E chama para apostar.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar

3.456 - ATENDA O MEU PEDIDO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 20 04 202.

 

 

Hei vento que vare a terra

Vou te fazer um pedido

Diga pra o mundo inteiro

Que nele ando perdido

Eu preciso com urgência

De me tornar conhecido.

 

Vivo nele esquecido

Por isso quero um favor

Sou um homem da cultura

Da terra do lavrador

No mundo da poesia

Sou poeta escritor.

 

Repentista trovador

Poemista, cordelista,

Gosto muito do que faço

Considero-me artista

Preciso muito de apoio

Pra ter o que há em vista.

 

Sou poeta otimista

Falo com sinceridade

Nada é fácil pra mim

Enfrento dificuldade

Eu corro atrás do sucesso

E passo necessidade.

 

Para o bem da verdade

Sou poeta sem cartaz

Sou pobre sem condição

Vinte e sete anos faz

Que escrevo poesias

Inda me sinto incapaz.

 

Meu coração não tem paz

Vivo em maio a turbulência

Eu não sou poeta fraco

Disto tenho consciência

Minha inspiração é fértil

Não escrevo indecência.

 

Primo pela persistência

Não sou de desvanecer

Busco com amor e garra

Em tudo que  vou fazer

Os desafios são tantos

Que não consigo vencer.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

3.455 - A DESTRUIÇ ÃO

 

Autor: Erivaldo Alencar.

 

Letra: 03 04 2026.

 

 

Meio a tanta violência

O mundo está revirado

Com o mando e desmando

O povo preocupado

Pelo certo ou errado

Não sei quem é o culpado.

 

O direito violado

Respeito não há mais

Muitas vidas são ceifadas

De humanos e animais

E a terra degredada

E queimadas ilegais.

 

Minerais e vegetais

Estão sendo destruídos

Por ganância e arrogância

Assuntos maus entendidos

A falta de humildade

Por quem se diz instruídos.

 

Nós estamos divididos

Por gente sem coração

Cada um buscando o certo

Querendo explicação

Mas ninguém não aparece

Pra trazer a solução.

 

É nação contra nação

Numa guerra sem sentido

Pela a falta do diálogo

Tudo parece perdido

E a falta de vontade

E o que tem me parecido.

 

O povo está iludido

Por querer a creditar

Vir o salvador da pátria

E a bagunça acabar

E voltar a ser feliz

Sem nada pra atrapalhar.

 

Com instinto de matar

Se dizendo salvador

O apaziguador do mundo

Se achando o senhor

Surge lá no horizonte

Com cara de traidor.

 

A vida perdeu valor

Isto tenho por certeza

É tanto dinheiro gasto

Por ambição e avareza

Invés de dar alimentos

Pra quem vive na pobreza.

 

Destroem a natureza

E os bens materiais

Tento controlar o mundo

De maneiras desleais

Bombardeando e matando

Os humanos e animais.

 

Manifestações reais

Pelas ruas em passeatas

Exigindo dos gestores

Soluções imediatas

Para o retorno da paz

Sem restrições insensatas.

 

Aos senhores de gravatas

São quem tem este poder

De negociar a paz

De fazer e desfazer

Sem traição e ameaças

Os problemas resolver.

 

Como todos podem ver

A fome no mundo inteiro

Nas cidades e nos campos

É grande o doenceiro

Pro alimento e remédio

O povo não tem dinheiro.

 

Peguem todo este dinheiro

Que são gastos nesta guerra

Ajude os necessitados

Em toda face da terra

De emprego a quem não tem

Quem age assim nunca erra.

 

Aos governantes da terra

Eu vos peço em poesia

Por favor, parem e pensem,

E vejam no dia a dia

Só vocês tem o poder

Dar-nos esta alegria.

 

Digo sem demagogia

Nem também peço perdão

Eu não sou doido nem cego

Sou um cara de visão

Do jeito que estão agindo

Vai ser a destruição.

 

Francisco Erivaldo Pereira Alencar