Autor: Erivaldo Alencar.
Letra: 23 08 2026
Em todas partes da terra
Ouve-se reclamações
Temperatura aumentando
Secas e inundações
É culpa do ser humano
Por todas alterações.
Com o mal uso do solo
E o mal aproveitamento
Feito pelo ser humano
Desde o primeiro momento
Levou-nos aonde estamos
A um caos sem cabimento.
Enormes alterações
É visto a todo dia
A terra está doente
Gemendo em agonia
E deixou de produzir
Como antes produzia.
Quando Deus criou o mundo
Pois tudo em seu lugar
Deu-nos tudo de presente
Sem precisarmos pagar
Com uma obrigação
Cuidar bem e preservar.
Deus criou o universo
Os astros e minerais
As nuvens, o ar, a água,
A vida e vegetais
A luz, o vento, o amor,
As trevas e animais.
Criou tudo que é bom
Sem deixar nada faltar
A salvação, o perdão,
Dons de ouvir e falar
O dom da sabedoria
E os sentidos pra usar.
Deus nos deu livre
arbítrio
Pra podermos escolher
Tudo aquilo que queremos
Nosso modo de viver
Discernir o bem do mal
E saber se proteger.
Deus nos deu inteligência
O dom de raciocinar
Dois maravilhosos olhos
Pra podermos enxergar
Um par de pernas perfeitas
Para podermos andar.
Jeová nos deu a vida
Condições pra bem viver
Cérebro para pensar
Disposição e saber
Deu-nos tato e olfato
Dom de nascer e crescer.
Deus Jeová nos deu tudo
Tudo nos fez conhecer
Mas com uma obrigação
A Ele obedecer
Sobre pena de castigo
Se o desobedecer.
Jeová disse ao homem
Dou-lhe a terra com prazer
Povoai, multiplicai,
Feliz nela vai viver
Do próprio suor do rosto
Pra de fome não morrer.
Preservai todos meus bens
Que estarei sempre contigo
Tu és minha semelhança
Não seja meu inimigo
Se me desobedecer
Receberá meu castigo.
Cuidado com satanás
Ele é o tentador
Ele vai tentar você
Com promessas sem pudor
Ele é o anjo do mal
Terrível destruidor.
Só obedeça a teu Deus
O Senhor da criação
Quando precisar de ajuda
Peça-me em oração
Estarei a te ouvir
E a lhe dar a salvação.
Mas com o passar do tempo
Tudo no mundo mudou
O homem tomou a terra
E logo a povoou
Em um só piscar de olhos
Toda a terra degradou.
A terra foi cultivada
Pra produção de alimento
De forma mal planejada
Pra fazer nosso sustento
De dor o planeta terra
Geme a todo momento.
Como ser inteligente
Se achou o dono de tudo
Vou fazer tudo que quero
Ouvi bem, pois não sou
mudo,
Eu sou dono de mim mesmo
Com promessas não me
iludo.
Ele descobriu o fogo,
E também os minerais
Fez o machado, a serra,
Derrubou os vegetais
Achou–se o próprio deus
Dominou os animais.
Fez reservatórios d’agua
Logo aprendeu pescar
Fabricou armas mortíferas
Para ferir e matar
Fez revoluções e guerras
Poluiu agua e ar.
Inventou o avião
Pra transportar passageiro
Fez dele arma de guerra
Usado no mundo inteiro
E os transportes marítimos
Também criou o dinheiro.
Com machado, foice e
serra,
O homem fez derrubadas
Sem pena sem piedade
Tem feitos grandes
queimadas
E de forma criminosa
As matas são incendiadas.
Muitos poços são cavados
Pedreiras são destruídas
Na construção de estradas
Na terra causam feridas
Por causa da imprudência
Muitas vidas são perdidas.
O homem invadiu o espaço
Com foguetes e munições
Com agentes poluentes
Poluiu os ribeirões
O ambiente e a agua
O ar e as plantações.
Com foguetes e munições
O espaço está poluído
Com bombas e bombardeios
Tudo sendo destruído
Sem paz e sem segurança
O povo estar perdido.
Com todos estes desmando
O homem há de pagar
Com as secas infindáveis
A fome quem vai reinar
Inundações, terremotos,
Muita gente vai matar.
Com o frio e a geada
Muitos irão perecer
Acidentes de veículos
Muita gente vai morrer
Sem culpa os animais
Irão desaparecer.
Ate os peixes do mar
Estão desaparecendo
Os poços sendo aterrados
Só cego não está vendo
Por doenças incuráveis
O povo esta morrendo.
Todos os dias se ouve
Falar em destruições
Por chuvas torrenciais
Tempestades e tufões
Por temperaturas altas
Terremotos e vulcões.
Acidentes de aviões
E em guerras infundadas
Afundamentos de barcos
Acidentes nas estradas
Por brigas e suicídios
Por motos atropeladas.
Por assaltos a mãos
armadas
E por falta de prudência
O povo está nervoso
Acabou a paciência
Em queimadas e fanfarras
Disto tenho consciência.
A fé e a esperança
Tudo se foi pelo cano
Tudo isto e muito mais
Castiga-nos o soberano
Tudo de mal que passamos
É culpa do ser humano.
Francisco Erivaldo Pereira
Alencar